Minha vida na Coréia: mestrado, viagens, enfim, meus pensamentos com muito café e kimchi. ^^
Itens compartilhados de Juliano
sábado, 29 de maio de 2010
Você acha isso normal? Parte 2
Dá uma olhada lá no "Contorno da Sombra" que ele escreveu o que eu pensei... e agora, com minha mudança e todos os encaixotamentos necessários, não tenho muito tempo pra postar.
E, pra completar, achei mais esta pérola...
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Exportações culturales
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Vida louca!
Ultimamente as coisas andam difíceis... Muito para fazer, pouco efetivamente feito...
Em primeiro lugar, a tese. A tese não anda nem pra frente, nem pra trás. Tá lá. Tenho tentado escrever e pesquisar um pouco, mas não sai. Deu bloqueio. Dizem que é fase, mas tá demorandinho pra passar... Sei lá. Vam vê.
Em segundo lugar, casa. Fiquei sem-teto. Meu dormitório é um dormitório especial só para estrangeiros e só se pode ficar por aqui 24 meses, os quais venceram ontem e me deram de lambuja uns 10 diazinhos a mais. Ontem fiquei o dia inteiro procurando casa e finalmente achei um apartamentinho de um quarto e uma semi-cozinha na cobertura de um prédio. Pelo menos vou ter quintal-laje. Dá até pra fazer um churrasquinho de vez em quando! :) Fica num bairro do lado do portão principal da universidade, a uns 15 minutos de ônibus. Como é um bairro de estudantes, tem milhões de restaurantes, cafés, barzinhos e etcéteras a preços bem razoáveis. Até o apê foi um precinho camarada, claro que comparado aos outros preços coreanos.
Domingão que vem, lá vou eu de mudança para o outro quarto (que nem de kitchenette/quitenete dá pra chamar). E o quarto é estilo coreano: com ar-condicionado, cabo de internete prontinho para uso, escrivaninha, cadeira de rodinhas, guardarroupa e só. Não tem cama. Esse é o estilo coreano: sem cama. Dá-lhe um edredom no chão e tá lá a cama. De manhã, enrola e aparece o quarto. Ainda não sei se compro um colchonete-sofá... acho que dá pra ficar no chão mesmo. E é melhor que assim não vai juntar pó debaixo da cama porque não vai ter cama mesmo! :)
E nesse pé estamos.
Assim que me mudar, eu convido os presentes em território coreano para um 집들이/jipdeuri/chá-de-panela-de-mudança como reza a tradição de mudanças coreanas. :)
Um abraço!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Vai um pastel aí?
No nosso caso, tradicionalmente, é o pastel. O mesmo que foi levado pelos japoneses que imigraram no Brasil. Copiamos a ideia do pastel do oriente, modificamo-lo e agora o vendemos como comida típica brasileira! :) Os coreanos olham meio desconfiados, perguntam se é mesmo comida do Brasil, dão uma mordida e descobrem aquele queijinho derretido dentro e se deixam apaixonar... :)
Aí vai um filmezinho que o Henrique do De Prosa na Coreia fez! Divirtam-se!
Barraca Brasileira no Festival em Seul from Henrique Teixeira on Vimeo.
E aqui um mais geral feito no mesmo dia.
Festival e o rio Cheonggye from Henrique Teixeira on Vimeo.
Abraços!
terça-feira, 4 de maio de 2010
Língua
Mais uma vez, aceitem meus agradecimentos do fundo do coração. Vocês não sabem o quanto isso é importante para este bando de estudantes brasileiros perdidos aqui do outro lado do mundo! :)
No vai e vem das conversas, surgiu um tópico interessante (olha o linguista falando!): língua.
Citou-se o exemplo da língua portuguesa que é muito sisuda e que não aceita muito no papel o que fazemos com ela quando falamos. Por que é que em inglês se pode escrever "don't", "isn't" e o diabo a quatro e em português não podemos escrever "tô", "tamo"?
Desse ponto em diante, começou o desfile de lendas urbanas tão bem conhecidas por nós brasileiros de que brasileiro não sabe falar, de que brasileiro fala português errado, de que maranhense fala o melhor português, e por aí vai.
Isso tudo tem origem em, nada mais nada menos, nosso passado colonial.
Por ter sido o Brasil um país colonizado, e por terem sido os colonizadores os portugueses, a forma de se "separar o joio do trigo" sempre foi a forma de se falar a língua do Estado. Os colonizados, falando o português, nunca falariam com o mesmo nível e com a mesma desenvoltura com a qual os colonizadores, donos da língua, a falavam. A língua foi, e de uma forma geral ainda é, uma forma de distinção social, uma forma de dizer: "eu sou colonizador e você é colonizado". É óbvio que, com cinco séculos de Brasil, as coisas mudam devagar e o Brasil foi aos poucos criando sua identidade, remendando os vários trapinhos culturais de cada novo povo imigrante em uma colcha de retalhos que se tornou nossa cultura. Com isso, é óbvio também que a língua havia de mudar. Não uma mudança planejada e bem estudada pelos grandes poetas ou grandes gramáticos, mas uma mudança gerada desses mesmos retalhos que formaram nossa tão diversificada cultura.
No entanto, ainda hoje, depois de quase dois séculos de independência e uma separação cultural quase total de Portugal (Quem é que tem contato com produções artísticas em qualquer meio que tenham sido produzidas em Portugal? Quem é que conhece algo do Portugal contemporâneo que seja baseado em fatos e não em ouvi-dizeres? São pouquíssimos os brasileiros que têm essa oportunidade.), a língua continua a ser o termômetro pelo qual medimos as classes sociais em nosso país.
O "português", aquele que aprendemos na escola, é uma língua "estrangeira" para o brasileiro, quem quer que seja. Não há uma só pessoa dentre os quase 200 milhões de habitantes de nosso país que se comunique exclusivamente fazendo uso daquela língua. Esse português é apenas escrito e não existe de outra forma que não seja essa. Fazer uso da língua portuguesa escrita na fala, é uma figura de estilo, de retórica, que se propõe a frisar que o falante está se pondo acima no pedestal de classes. É como o coreano com suas várias formas de níveis de fala, só que nosso caso, não é institucionalizado, não é gramaticalizado como acontece por aqui.
Essa "língua portuguesa", a da escola, além de ser uma forma de peneirar a intelectualidade das pessoas, de separar "o joio do trigo", é também um instrumento de unificação. Quem já viajou por este nosso Brazilzão sabe como é. Dê uma volta por nosso país, principalmente pelas regiões de colonização antiga (leia-se perto do litoral), do Rio Grande do Sul, passando por Santa Catarina, subindo pelo Paraná, passando em São Paulo e Rio, subindo para Minas e de lá para a Bahia. Da Bahia, vá por Pernambuco passando pelo litoral até Fortaleza, continuando até o Maranhão e Belém. São inúmeros tipos de falares, de sotaques (como nós brasileiros gostamos de dizer). Na Europa, por bem menos que isso, eles já teriam dito que seriam línguas diferentes. A questão é que o governo brasileiro (ou português, naquele tempo) sempre foi centralizador: o Brasil sempre foi uno e indivisível. E a forma mais evidente de uma cultura, a que está à mostra a todo tempo, é a língua, a forma de falar está intrínsecamente ligada ao grupo ao qual o falante pertence, do qual ele compartilha crenças e costumes, comidas e tradições. No caso do Brasil, naquela época, afirmar que temos dialetos ou que não falamos a língua portuguesa e sim a língua brasileira (que por acaso era o nome do Tupi: "língua brasílica"), seria afirmar a fragilidade do Estado e da nação brasileira que se romperia em pequenos mini-nações. Não! O governo nunca quis isso, e a forma mais efetiva para se fazer isso foi pôr em prática uma política linguística de ensino universal da língua portuguesa. Isso desde o Marquês de Pombal que decretou duras penas para quem falasse outra língua que não fosse a língua portuguesa. (Por medo de perder o controle da colônia.)
Essa política vem se mantendo firme e forte durante os séculos até os dias de hoje.
O grande problema é que isso tudo já está tão enraizado em nossa mente que não conseguimos analizar a língua como uma emanação cultural de um povo que, como já disse anteriormente, compartilha de um lugar, de uma história, de uma cultura em comum. No final das contas, a língua nada mais é que um instrumento de comunicação. E aí entra a questão do "falar errado".
Falar errado é o quê? É não falar como se escreve? E escrever errado é escrever como se fala? Então o erro está na própria língua que aceita (à primeira vista) duas formas incompatíveis de comunicação! Existe a língua portuguesa que é exclusivamente aceita apenas no registro escrito, e a "outra" língua portuguesa que é única e exclusivamente aceita na forma oral ainda sob certas circunstâncias. Esse tipo de pensamento é ilógico!
O grande xis da questão é: existe uma língua, a chamada língua portuguesa, aquela que aprendemos na escola, que é a normatização de diversos tipos de dialetos, dos quais a grande maioria tem sua origem no território português que são avalizados por grandes obras literárias e tradições linguísticas que vêm já de há séculos; ao passo que existe outra língua, ou melhor, outras línguas que são instrumentos que pessoas de certas regiões vêm fazendo uso de há muito tempo, ligadas a sua cultura e tradições que são passadas de pais para filhos como tradição oral. São "línguas" diferentes. Assim como o português, o francês, o espanhol, o catalão, o galego, o italiano, o provençal, o romeno são nada mais nada menos que dialetos do latim. Pelo prisma do "falar errado", desde o início da história nacional das diversas nações modernas europeias, em Portugal, na Espanha, na França, na Itália, na Romênia, todos falam latim errado! Tanto é que demorou muito tempo, muitos séculos, para que aceitassem que a língua falada nessas regiões e a língua escrita, o latim, já não eram mais a mesma coisa! Só aí é que a língua vulgar (língua do vulgo, do povo) recebeu status de língua e foi aceita nos círculos acadêmicos e artísticos, foi aí que começou a onda de obras literárias como "os Lusíadas", "Dom Quixote", "a Divina Comédia" e tantas outras.
A questão do falar errado é, então, algo completamente discutível e que depende muitíssimo de variados pontos de vista. A única razão pela qual mantemos a língua portuguesa congelada e normatizada em todas aquelas regras gramaticais que beiram o rigor das matemáticas é que se não assim fizéssemos, talvez hoje já teríamos línguas tão distintas como o português e o romeno entre o Rio Grande do Sul e o Pará, por exemplo. Essa foi a forma pela qual hoje ainda podemos pegar um livro de Saramago, escrito do outro lado do Atlântico, e lê-lo e compreendê-lo, ainda que seja às vezes difícil entender o que os portugueses dizem. A língua, no império português, foi um dos mais fortes elementos de unificação e de colonização. Mais ou menos o que se passa hoje com o neo-imperialismo dos EUA, quem sabe inglês se dá bem, consegue bons empregos, "fica rico"; no "nosso" império português era a mesma coisa: o colonizado, se quisesse ter uma vida boa, teria que aprender e falar um bom português para conseguir algo na vida. E esse pensamento continua com tanta gente com tantos preconceitos linguísticos.
"Falar errado", na forma não-preconceituosa do termo, seria uma pessoa que quer transmitir uma ideia que tem em sua mente e a pessoa que recebe a informação reconstrói uma ideia completamente diferente da original. Um exemplo extremado:
O falante A tem sede e deseja um copo de água. Formula a ideia de pedir um copo de água e a reproduz por meio de palavras. O ouvinte B ouve a mensagem sonora e a decodifica de acordo com o seu conhecimento do código linguístico e reformula a ideia presente na mente de A em sua própria mente. Se B der um copo de água a A, a mensagem foi transferida com sucesso. No entanto, A, por ter codificado sua mensagem de forma errada, pode receber algo que não seja água. Nesse caso, ele "falou errado".
"Falar errado" é um fato muito comum no caso de falantes de segunda língua. Isso acontece com muita frequência comigo aqui na Coreia. Algumas vezes eu "falo errado" coreano, ou "entendo errado" coreano. No entanto, isso não é comum com falantes nativos. Somos capazes de transmitir nossas mensagens de forma que atinjam o destino e possam ser decodificadas sem problema pelos ouvintes por meio do mesmo código linguístico que ambos possuem, não importando qual é o código!
Foram os ricos meninos à Europa, ao passo que os menos providos, a Ubatuba.
Os menino rico foi pr'Europa. Os pobre foi pra Ubatuba. (Dialeto ao qual estou mais acostumado e que uso quando não preciso falar na língua padrão.)
As duas mensagens acima carregam a mesma informação codificadas por dois tipos diferentes de gramática. A de cima, mais elaborada e tradicional, que tem o aval dos livros de gramática e da tradição luso-brasileira; a de baixo, entretanto, faz uso de uma gramática não oficial, e não registrada em livros. No entanto, a segunda, é uma gramática como qualquer outra e possui regras, exceções e restrições. Um falante dessa gramática nunca teria dito frases como:
*O menino ricos foi pr'Europa. O pobres foi pra Ubatuba.
Por quê? Pelo simples fato de que há regras claras registradas pela gramática desse dialeto que impedem que a desinência do plural seja posta em qualquer outra posição que não seja a primeira posição do sintagma: meninos; os menino; meus menino; esses menino bonito.
Outro fato que não ocorreria seria a quebra da posição dos elementos da frase. A imensa maioria das frases segue a posição SVC (sujeito, verbo e complementos). A língua padrão é mais flexível nesse ponto, como se pode ver no primeiro exemplo (VSC): "foram os meninos à Europa".
Outro ponto são as mudanças fonéticas que também seguem regras. Na frase "os pobre foi pra Ubatuba", o verbo "foi" está em variação livre com a forma do plural "fôro" (de "foram"). A forma "fôro" é interessante foneticamente pela queda da nasal em posição átona final. Isso acontece em todas as palavras (pelo menos as que eu consigo lembrar agora): homem > home, garagem > garage, viagem > viage, etc. Não acontece com também porque aqui a posição é tônica. Mesmo neologismos seguem essa regra: Bin Laden > Bin Lade! (Bin não muda porque é tônica!)
E assim vamos... Se deixar, eu fico mais uma hora escrevendo... O problema é que eu não posso. Tenho experiências para fazer e uma tese pra escrever. Se quiserem se aprofundar, mandem comentários. Ficarei feliz de discutir.
Um abraço pra quem teve paciência de ler tudo isso até o fim.
Falô!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Qual Folha?
Para entender, vá ao Tijolaço, do deputado Brizola Neto.
(do Viomundo - O que você não vê na mídia de Luiz Carlos Azenha)
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Já tá ficando batido, mas não me segurei
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Em resposta ao comentário Henriquiano
"No que diz respeito o quesito "democracia" concordo com você. Mas o que me deixa indignado é ver que o Brasil agora acha que só existe PT e PSDB. Qualquer alternativa não ganha muito respaldo da mídia. Pra que serve o pluripartidarismo então, se a gente tem que ficar alternando entre dois partidos como os americanos? Parece que estamos condenados a eleger a continuidade de um governo que protege os Chavez, Ahmadinejads e Castros ou então esse sujeito aí de cima que mandou descer o cacete nos protestos em SP. Dureza..."Pois é... A política no Brasil é uma coisa que me deixa amargurado... Se for ver bem, não tem um que preste. Se achar, me avisa! Tem que selar a vácuo pra não apodrecer logo e guardar em um museu para toda a posteridade.
Mas agora falando sério, eu perdi as esperanças (no plural, já que todas foram ralo abaixo) já há muito tempo. Analizando todos os prós e contras, não tem um que sobre. Quem é menos mal, nunca vai nem chegar perto, e, mesmo assim, se por um acaso do destino chegar, não vai poder fazer muita coisa, uma vez que todo o sistema já está apodrecido. E, como são todos "representantes" do povo brasileiro, será isso um espelho da nossa sociedade? Estará ela tão putrefata assim que ninguém mais sabe o sentido de palavras como moral, retidão e honestidade?
Deve de ser o "pocalípisso", o fim do mundo... Os valores que me foram ensinados com tanto carinho por meus pais são coisas hoje consideradas coisas de "babaca", "otário".
Quanto à democracia, isso é apenas uma ilusão. Eu não vejo democracia em nosso país. É apenas uma ditadura disfarçada. Não é porque temos eleições de tantos em tantos anos é que possamos nos considerar democráticos. Querendo ou não serão sempre os mesmos - com raríssimas exceções - os que irão lá pro Quadradinho de Goiás ou pras capitais dos seus respectivos estados. O nosso povo, em sua grande maioria, ainda vive numa situação de feudalismo medieval. Isso é uma coisa que não aparece muito nas grandes capitais, mas se vê claramente no interior do nosso Brasilzão Véio Sem Portêra. Há a elite que de há muito vem governando e tomando conta da sua Capitania (ou seria melhor dizer "Coronelia") Hereditária e o povo, sem instrução e sem pensamento crítico, que vende seu voto por um novo par de sapatos, por uma vaquinha, por uma nova bicicleta pro filho mais novo, por um carro melhor, por um cargo no gabinete... e por aí vai! Azarados os que caem na mídia e, por isso, acabam por ser os bodes expiatórios (o que muitas vezes nem conta muito... vide os casos mais recentes do Arruda e do Maluf... basta a mídia esfriar que o bode vira cordeiro).
Da forma como está, infelizmente, não tenho grandes esperanças quanto ao futuro (se é que haverá) do nosso país.
No entanto, espero, de todo o coração, estar completamente enganado!
Um abraço.
terça-feira, 13 de abril de 2010
Votem no Serra! :)
Aí você fala: "É, mas esse povo arruaceiro que se diz professor! Eles merecem! Tem é que fazer isso mesmo, senão vira uma zona!"
Aí, vem isto aqui:
E depois ele ainda diz, cinicamente: "Reivindicação se faz na mesa, conversando, não com violência". E quem foi o que não aceitou onversar? E quem foi o que atacou?
Pelamordedeus! Eu tô mais feliz com a sombra do Kim Jong-Il aqui do meu lado do que quando eu penso em voltar a meu querido Brasil e à minha querida São Paulo, que pelo andar da carruagem vai acabar caindo ribanceira abaixo qualquer dia.
Gente, que absurdo é esse? Daqui a pouco volta o AI-5!
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
꽃샘추위: O frio da florada
Nós, como brasileiros, temos a ideia de que primavera é a estação das flores e do frio que já passou. Aqui no oriente, não. A primavera é o fim do período MAIS frio do ano, dezembro e janeiro. Dá uma olhadinha na wikipedia que eles explicam melhor os diferentes pontos de vista: http://en.wikipedia.org/wiki/Spring_(season)
No Brasil, consideramos que a primavera começa a partir do equinócio vernal, ou, equinócio da primavera, que, astronomicamente é a metade da primavera em si, por aqui, começam a contar desde o começo, isto é, um mês e meio antes.
Isso causa muito furor entre os brasileiros reclamões que não gostam de frio (e que, daqui a quase cinco meses, estarão reclamando do mormaço e do calor...).
Para completar, ontem começou o 꽃샘추위, literalmente, "frio da florada". O frio "atrasado" que chega com a época em que as plantas começam a florescer. A impressão de frio atrasado é porque nas semanas passadas a temperatura se manteve estável acima de zero, chegando alguns dias a até 18°C em Suwon como frisou o Henrique.
No entanto, o "frio da florada" chegou e hoje, quando acordei de manhãzinha, estava tudo branquinho e coberto de neve. Agora, a criançada está lá fora brincando de fazer bonecos de neve e eu estou pensando na hora que eu voltar pra casa e descer o morro escorregando na neve que está derretendo agora e que virará gelo à noite depois de recongelar.
Apesar de todos esses pesares, pra mim, ainda é melhor este friozinho do que o calor insuportável que chegará daqui a a cinco meses...
Um abraço pra quem ainda lê este blog que está perecendo devido à falta de tempo do blogueiro...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Um post pra tirar a poeira
Faz tempo, hem?
Esses dias, o negócio tá difícil por aqui. Meu penúltimo semestre do mestrado acabando, preparações para a tese, muito trabalho e a cabeça que não funciona direito.
Ultimamente não tenho feito nada mais do que "consertar" o projeto que rolou no ano passado aqui no departamento. Foram umas dez pessoas envolvidas e ninguém percebeu que os dados com os quais eles estavam trabalhando continham erros. Agora sobrou pra mim, tenho que fazer a revisão de todos os dados e confirmar os resultados com os originais. Como é impossível fazer centenas de milhares de dados na mão, só na base de programas. E o problema é que tudo parecia razoavelmente fácil, mas na hora do vamo-vê não tá tão fácil não. Depois disso, ainda tenho que reconstruir tudo para, de novo, conseguir minha ontologia, para então começar meu trabalho que levará à tese.
Então fica aqui meu feliz natal e próspero ano novo a todos, já que não sei se terei tempo de escrever de novo mais tarde.
Um abraço e tudebão! :)
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Fwd: Exposição revela a imprensa dos imigrantes em São Paulo
Exposição revela a imprensa dos imigrantes em São Paulo | |
Exposição revela a imprensa dos imigrantes em São Paulo Jornais, revistas, fotos, vídeo e ilustrações contam as trajetórias e influências da imprensa imigrante em São Paulo O Memorial do Imigrante, instituição ligada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo apresentará a partir do próximo dia 14, a exposição "A Imprensa Imigrante em São Paulo". O público terá a oportunidade de conhecer como eram produzidos os periódicos do século XIX e a trajetória de diversos jornais e revistas que tiveram e ainda possuem importantes influências, políticas, sociais e culturais na sociedade paulista. A curadoria é do historiador e jornalista, Marcelo Cintra. A mostra contará com mais de 50 exemplares de jornais e revistas do século XIX, XX e XXI produzidos por pessoas das comunidades imigrantes em São Paulo, além de equipamentos originais antigos utilizados para a confecção dos impressos, como as máquinas de escrever, prensas, máquinas de impressão, pautadeira, linotipo e clichês utilizados na redação do Jornal "Fanfulla", fundado pelo jornalista Vitaliano Rotellini em 1893. Entre os impressos originais, reproduções e fotografias estarão o italiano - Fanfulla (1893), o português- Portugal Democrático (1956), o alemão- Deutsche Zeitung (1897), o espanhol - El Diário Español (1912), a revista tcheca - Slovan (1915), o primeiro jornal japonês - Shukan Nambei (1916), o árabe - Al Afkar (1903) o lituânio- Musu Lietuva (1948) e diversos italianos, espanhóis, búlgaros, tchecos, húngaros, lituanos, alemães, portugueses, árabes, da comunidade judaica, entre outros. A exposição também exibe ilustrações e caricaturas retratadas pelo desenhista, caricaturista e jornalista português, Rafael Bordalo Pinheiro no jornal "O Mosquito" (1875), um dos primeiros pasquins do país. Segundo a coordenadora de Projetos do memorial do Imigrante, Soraya Moura a mostra é interativa e conta com o manuseio dos materiais. "Criamos um catálogo da exposição em formato de jornal que traça um panorama sobre a história e curiosidades dos periódicos expostos. Além disso, os visitantes poderão levar para casa exemplares que ainda circulam em São Paulo, como a Revista Chams, da comunidade árabe, fundada na década de 50 e o jornal Mundo Lusíada criado em 1997 como um informativo para a colônia portuguesa. Todo o material de pesquisa que foi utilizado para a produção da mostra será transformado em um livro com publicação prevista para 2010." De acordo com o curador Marcelo Cintra , a mostra é um resgate da história da imprensa em São Paulo. "Os impressos escritos em língua estrangeira e voltados para o público específico das comunidades imigrantes exerciam, ao lado das fundações, associações, clubes e igrejas, o papel de preservadores dos valores culturais e de inserção do imigrante no novo contexto social. Hoje, na capital paulista ainda circulam mais de 30 títulos da imprensa imigrante que imprimem mais de 500 mil exemplares", acrescenta Cintra. Curiosidades O "Farol Paulistano" (1827) foi o primeiro periódico publicado na cidade de São Paulo. De 1870 até 1940 existiram 500 publicações italianas no Brasil, sendo quase 300 em São Paulo. As primeiras publicações operárias em São Paulo foram escritas em italiano: Il Messagero, de Bertolotti, em 1891, e Gli Schiavi Bianchi em 1892, dirigido por Galileo Botti, seguidas por La Giustizia, em 1893. Ofertas de emprego, moradia, serviços médicos, farmácias , remédios, hotelaria e comércio em geral ocupavam boa parte dos espaços reservados aos anúncios das publicações. Serviço Exposição: "A Imprensa Imigrante em São Paulo" Flavia Louzane | |
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Vinte anos sem o Muro de Berlim
Quando será que o ser humano vai perceber???
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Onze da manhã e zero grau! :)
Céu azul, sem nuvens, bem claro... e um friozinho gostoso.
Estava achando que estava por volta de 5 a dez graus, quando olho para o relógio do computador e vejo a temperatura real (pelo menos a que recebo pela internet) e me surpreendo: zero!

O primeiro zero grau do outono! :)
Até que enfim chegou.
Mas o inverno mesmo, de acordo com o calendário tradicional, só chega no sábado. Daqui pra frente é só esfriar. Pra minha felicidade.

