Venho por meio desta participar a todos os que acompanharam a minha ladainha quanto ao meu exame de qualificação de mestrado (acabei de descobrir o nome disso agora... de tanto falar 논자시 [nonjashi] acabei esquecendo como falava isso em português) que hoje saiu o resultado do famigerado exame.
Mas, antes disso, devo dizer que estou meio sonolento pelo fato de que ontem não pude pregar meus olhos face às dificuldades de uma apresentação que tinha que fazer para a aula de Línguas Altaicas, a qual me tomou todo a noite passada. Tudo bem que até tive um certo tempinho pra poder cumpri com minhas obrigações discentes antes da reta final, mas não me sentia nem um pouco bem psicologica ou emocionalmente devido às agruras do estresse passado pelos estudos para dito exame de qualificação. Deixei, pois, para a última hora como é de meu feitio, e também de 80% dos brasileiros e coreanos que eu conheço.
Pois bem, hoje, fiz a apresentação sobre a Harmonia Vocálica no Coreano do século XV e das línguas Tungúsicas. Foram quatorze páginas de cocô, na falta de vocábulo mais formoso. No entanto, foi o que deu pra fazer em uma noite. O professor não reclamou muito (bom sinal) e saí feliz com o resultado inesperado. Logo depois da aula e do almoço, tentei em vão marcar minha presença no meu amado Laborátorio de Lingüística Computacional, mas estava pescando mais que não sei o quê. Resolvi, pois, voltar pra casa e, chegando, despenquei com tudo na minha amada caminha que me recebeu de braços abertor e sorriso no rosto e que me acolheu por duas satisfatórias horas. Agora, já desperto, resolvi dar uma olhada no meu celular, onde não mais que de repente havia uma singela mensagem de duas linhas enviada por meu colega de laboratório que dizia: "논자시 합격을 축하해", ou, "parabéns pelo exame de qualificação!". Isso significa só uma coisa:
PASSEI!!! PASSEI!!! PASSEI!!! =)
Agora "só" tenho que escrever minha tese de mestrado... nada mais...
Minha vida na Coréia: mestrado, viagens, enfim, meus pensamentos com muito café e kimchi. ^^
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Férias?
Finalmente estou tendo um período ao qual posso dar a designação de "férias", mais de um mês depois de as aulas terem oficialmente terminado.
No entanto, entretanto, porém, contudo e todavia, tenho zilhões de coisas pra fazer e fica um pouco difícil dizer que serão férias de verdade...
A pior coisa será o "exame geral", uma prova onde caem matérias relativas a todas as matérias que já estudei (e das que não estudei também) e que tenho que fazer senão não poderei defender minha tese.
E falando em tese, não faço a mínima idéia de sobre o que vou escrever... É claro que vai ser algo relativo a lingüística computacional, mas e daí? Há milhares de opções e a grande maioria delas eu não faço nem idéia...
Está começando a época mais difícil dos estudos... O problema é que ao invés de melhorar, de me acostumar com o passar do tempo, acontece exatamente o oposto: vem ficando cada vez mais difícil e mais difícil de saber o que vai acontecer.
É muito engraçado agora quando penso que eu reclamava do tempo que estava estudando coreano, que achava que era muito difícil, puxado... que nada! Aquilo sim eram férias! Depois de entrar no mestrado, foi aí que eu vi a cobra fumar! Mesmo depois de dois semestres completados com relativamente bons resultados, ainda assim não foi fácil não.
Falando em resultados, não sei se mencionei que o professor deu A+ para nós pelo nosso projeto. Pois é, depois de mais de 2 meses de trabalho quase ininterrupto, finalmente ele se convenceu que nosso projeto valia alguma coisa. Tanto que mandou a gente se inscrever em uma conferência internacional de lingüística, a PACLIC (Pacific Asia Conference on Linguistics, Information and Computation). Vamos ver no que dá. Na verdade, a gente até já tinha desistido de participar, mas, por sorte, eles resolveram dar uma esticadinha no prazo de entrega dos trabalhos e ganhamos mais 2 semanas para terminar nossos testes e análises do nosso experimento. A resposta sai na primeira semana de setembro.
Agora eu vou ter de sair para ir ao escritório do NIIED (National Institute for International Education), o órgão do governo que me deu a bolsa, para reclamar que eles ainda estão tirando o dinheiro do meu dormitório do valor da bolsa... Em tese, estou pagando duas casas!!! Pago aqui e eles tiram o dinheiro de lá, sendo que já faz dois meses que eu saí! Ai, ai, ai... Vamos ver.
Desejem-me sorte. Especialmente para receber de volta o dinheiro que eles já tiraram...
Um abraço.
No entanto, entretanto, porém, contudo e todavia, tenho zilhões de coisas pra fazer e fica um pouco difícil dizer que serão férias de verdade...
A pior coisa será o "exame geral", uma prova onde caem matérias relativas a todas as matérias que já estudei (e das que não estudei também) e que tenho que fazer senão não poderei defender minha tese.
E falando em tese, não faço a mínima idéia de sobre o que vou escrever... É claro que vai ser algo relativo a lingüística computacional, mas e daí? Há milhares de opções e a grande maioria delas eu não faço nem idéia...
Está começando a época mais difícil dos estudos... O problema é que ao invés de melhorar, de me acostumar com o passar do tempo, acontece exatamente o oposto: vem ficando cada vez mais difícil e mais difícil de saber o que vai acontecer.
É muito engraçado agora quando penso que eu reclamava do tempo que estava estudando coreano, que achava que era muito difícil, puxado... que nada! Aquilo sim eram férias! Depois de entrar no mestrado, foi aí que eu vi a cobra fumar! Mesmo depois de dois semestres completados com relativamente bons resultados, ainda assim não foi fácil não.
Falando em resultados, não sei se mencionei que o professor deu A+ para nós pelo nosso projeto. Pois é, depois de mais de 2 meses de trabalho quase ininterrupto, finalmente ele se convenceu que nosso projeto valia alguma coisa. Tanto que mandou a gente se inscrever em uma conferência internacional de lingüística, a PACLIC (Pacific Asia Conference on Linguistics, Information and Computation). Vamos ver no que dá. Na verdade, a gente até já tinha desistido de participar, mas, por sorte, eles resolveram dar uma esticadinha no prazo de entrega dos trabalhos e ganhamos mais 2 semanas para terminar nossos testes e análises do nosso experimento. A resposta sai na primeira semana de setembro.
Agora eu vou ter de sair para ir ao escritório do NIIED (National Institute for International Education), o órgão do governo que me deu a bolsa, para reclamar que eles ainda estão tirando o dinheiro do meu dormitório do valor da bolsa... Em tese, estou pagando duas casas!!! Pago aqui e eles tiram o dinheiro de lá, sendo que já faz dois meses que eu saí! Ai, ai, ai... Vamos ver.
Desejem-me sorte. Especialmente para receber de volta o dinheiro que eles já tiraram...
Um abraço.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Ah, só a quem interessar possa:
Nem sei se vocês têm acompanhado minha saga mestradística por aqui pelas bandas das Coréia, mas lembram-se de quando eu comecei a estudar Python, comecei a fazer aqueles programinhas, estava arrancando meus cabelos para pensar em algum projeto... Pois é. Meus problemas acabaram!!! Com o Super-Auto-Programeitor Tabajara... ops! Canal errado! (Momento Idiocracy...) Voltando: meus problemas já se findaram graças a um belo trabalho de equipe que, pelo que percebi, ocorreu pela primeira vez em nossa "lindo" Laboratório de Lingüística (eita palavrinha difícil de escrever... eu sempre digito isso umas três vezes por causa dos acentos que saem nos lugares errados...) Computacional da Universidade Nacional de Seul, Coréia. Eu e Munhyong, meu colega de laboratório, resolvemos partir para o matadouro juntos. Munhyong estudou na Universidade de Línguas Estrangeiras da Coréia (韓國外國語大學校) no departamento de Engenharia (?) (não entendi isso até hoje... engenharia numa faculdade de línguas, mas tudo bem...) e sabe programar muito bem em C e adjacências. O problema é que C, para o que precisamos fazer é um pouco "muito complicado de mais", e geralmente fazemos uso de outras línguas de programação, principalmente Perl. Passamos o semestre passado fazendo programinhas em Perl para aprender (no estilo "sevirômetro") e acabamos manejando mais ou menos essa língua de programação meio esquisita mas muito útil. Aí vieram as férias, depois outras aulas e outros afazeres e agora, no final do semestre, quando ele foi fazer seus programinhas em Perl, descobriu que já tinha esquecido quase tudo.
No meu caso, descobri um "kit de ferramentas" para trabalhar com programação de processamento de línguas naturais chamado NLTK que tem por base a linguagem de programação chamada Python. Pra mim que já vivia no mundo GNU/Linux por mais de 3 anos, além de uns 5 anos de curioso antes disso, o nome Python não era em nada estranho. Além disso, eu já tinha até me aventurado a tentar fazer um programinha em Python pouco antes de entrar no mestrado, e resolvi unir o útil ao agradável: usar o NLTK e, de quebra, aprender mais uma lingüinha de programação. Vocês devem se lembrar de algum post anterior onde devo ter mencionado esse fato. De lá pra cá, mergulhei no Python e fui aprendendo na marra a usar essa língua muito estranha no começo (principalmente pra quem usava Perl) e absurdamente útil agora! Simplesmente não consigo me imaginar sem usar Python agora. Depois de pegar o jeito da coisa (e olha que eu nem comecei a arranhar a superfície ainda...), tudo fica bem mais fácil, prático e útil em uma bordoada só.
Voltando ao assunto do trabalho... Quando estava sofrendo em busca do cálice sagrado, a respeito do que poderia fazer como projeto final do curso de Lingüística Computacional 2, acabei comentando com o Munhyong e ele convidou-me a fazer o projeto com ele, já que ele tinha uma idéia meio Frankenstein de unir dois projetos que a gente havia estudado durante o curso. Pus-me então a ajudá-lo, seguindo suas instruções e fazendo meus programinhas. Não obstante o fato de que esforçamo-nos deveras, a primeira idéia acabou não dando muito certo. Sem perder as estribeiras, Munhyong acabou frankensteiniando uma outra idéia parecida com um corpus (Graças à Wikipédia, temos que: Corpus lingüístico é um corpo de textos escritos ou falados numa língua disponível para análise. O estudo de corpora (corpora é o plural de corpus) apresenta muitas vantagens. Em vez de consultar nossas intuições, ou de ‘extrair’ informações dos falantes, penosamente, uma a uma, podemos examinar um vasto material que foi produzido espontaneamente na fala ou na escrita das pessoas, e portanto podemos fazer observações precisas sobre o real comportamento lingüístico de gente real. Portanto os corpora podem nos proporcionar informações altamente confiáveis e isentas de opiniões e de julgamentos prévios, sobre os fatos de uma língua. O uso de corpus (plural corpora) está associado à Linguística de Corpus.) de um projeto sobre língua coreana. Resolvemos então construir, baseado em um projeto que acabou de ser feito por outro aluno do nosso laboratório (aquele que sumiu), um programa para a extração de palavras semelhantes baseada na relação entre as funções sintáticas e as palavras em vista. Com isso, construímos pares de palavras ligadas por meio de suas relações sintáticas de um corpus com cerca de 10.000.000 de palavras. Depois por meio desses pares, pusemo-nos a calcular o nível de similaridade entre essas palavras. O resultado final foi como o projeto anterior, relativamente baixo, isto é, as palavras encontradas não são tão similares quanto se esparava. Aí é que entra o "tcham" do nosso projeto, a língua coreana possui um alto grau de homófonos/homógrafos, por exemplo, bae, em coreano, pode significar "barco/navio", "barriga", "pêra" e "vezes (formador de numerais multiplicativos)". No primeiro experimento, todos esses significados se mostraram presentes em um só grupo, o que não traz bom resultado. Em suma, o programa dizia que barco é similar a pêssego que é similar a adição... o que não é verdade. Isso por causa da homofonografia (acabei de inventar) da palavra bae. Mudamos então o corpus para que nele constasse qual o significado das palavras homófonas e rodamos o program novamente. O resultado foi sensacional! Agora o programa diz que barco, automóvel, navio, cavalo, bicicleta, veículo, etc são equivalentes. Isso qualquer criança pode ver que é bem melhor que o resultado anterior. Todas as palavras acima têm em comum o fato de serem meios de transporte. O mesmo se passou com os sentidos de barriga e pêra. Exultamo-nos!
O interessante é que quando apresentamos essa idéia em sala de aula para o professor e os outros alunos do nosso curso, o professor se irritou com a gente e quase gritando disse: "Pra que fazer isso? Vocês não sabem que isso já foi feito? Vocês não sabem que o resultado não foi muito satisfatório em coreano? Vocês têm a pretensão de dizer que dá pra melhorar isso de alguma forma???" Continuando por uns 5 minutos e durante nossa apresentação com comentários "bem construtivos e apoiadores"... Depois disso, descobrimos que ele havia inscrito esse trabalho como trabalho em conjunto dele com o menino que sumiu (nessa época ele ainda não tinha sumido) para apresentar em uma conferência internacional sobre lingüística computacional. Aí deu pra entender a reação dele... Propusemo-nos a melhorar um trabalho que, sem que soubéssemos, ele iria apresentar na conferência. Mas e daí? Problema dele! Se ele se interessasse um pouco mais sobre a gente, isso não teria acontecido... Ele teria sabido disso antes e não teria ficado todo nervosinho na frente de todo mundo.
Bem, pra encurtar a história, acabou que entregamos o trabalho pra ele um pouco atrasados, tipo mais que uma semana de atraso. Muito disso por causa do tamanho dos corpora (plural de corpus) que demoravam por volta de 15 horas pra rodar e dar resultado. E quando víamos os resulatdos, tínhamos que modificar algumas variáveis pra ver se o resultado melhorava ou não... Isso tomou muito tempo... Eu sei que, no final das contas, depois de mais ou menos um mês de trabalho de cão, varando noite, dormindo no laboratório (quando dava tempo), voltando pra casa só pra tomar banho, e morrendo um dia inteiro na cama quando dava tempo, mandamos o trabalho pra ele por e-mail. Dois dias depois nos chamou em sua sala. Fomos meio com o rabo entre as pernas. Quando abrimos a porta, ele estava que era só sorrisos! Ele adorou nosso resultado, claro que nem passou pela sua cabeça de pedir desculpas o qqr coisa do gênero, mas resolveu aumentar nossa nota (que ele já tinha dado antes de ver o trabalho porque tínhamos demorado e ele tinha que entregar por causa do calendário). Fechamos o semestre com A+. Que beleza! Até que valeu todo o trabalho de doido que tivemos. E a satisfação de ver nosso projetinho dar seus frutos... e graças aos MEUS programas em Python! =) Senti-me super satisfeito!
Pois é, o Munhyon entrou com as idéias, eu entrei com a programação (que me ensinou pra caramba!!!), e ambos entramos com a redação do "paper" (não é papér de mineiro, tá? é pêiper de americano...). Foi um trabalho que se tivéssemos feito sozinhos, não teríamos passado de B, mas juntando nossas forças e idéias, acabamos tirando A+. Foi um senhor trabalho de equipe meu e do Munhyong, ficamos muito contentes, e nos aproximamos bastante. Antes éramos apenas colegas de laboratório, agora somos amigos. Finalmente! Depois de um ano... Brasileiro fala que japonês é difícil de fazer amizade... Vai tentar com coreano, vai! Êita!
Um abraço pro 6.
Inté.
No meu caso, descobri um "kit de ferramentas" para trabalhar com programação de processamento de línguas naturais chamado NLTK que tem por base a linguagem de programação chamada Python. Pra mim que já vivia no mundo GNU/Linux por mais de 3 anos, além de uns 5 anos de curioso antes disso, o nome Python não era em nada estranho. Além disso, eu já tinha até me aventurado a tentar fazer um programinha em Python pouco antes de entrar no mestrado, e resolvi unir o útil ao agradável: usar o NLTK e, de quebra, aprender mais uma lingüinha de programação. Vocês devem se lembrar de algum post anterior onde devo ter mencionado esse fato. De lá pra cá, mergulhei no Python e fui aprendendo na marra a usar essa língua muito estranha no começo (principalmente pra quem usava Perl) e absurdamente útil agora! Simplesmente não consigo me imaginar sem usar Python agora. Depois de pegar o jeito da coisa (e olha que eu nem comecei a arranhar a superfície ainda...), tudo fica bem mais fácil, prático e útil em uma bordoada só.
Voltando ao assunto do trabalho... Quando estava sofrendo em busca do cálice sagrado, a respeito do que poderia fazer como projeto final do curso de Lingüística Computacional 2, acabei comentando com o Munhyong e ele convidou-me a fazer o projeto com ele, já que ele tinha uma idéia meio Frankenstein de unir dois projetos que a gente havia estudado durante o curso. Pus-me então a ajudá-lo, seguindo suas instruções e fazendo meus programinhas. Não obstante o fato de que esforçamo-nos deveras, a primeira idéia acabou não dando muito certo. Sem perder as estribeiras, Munhyong acabou frankensteiniando uma outra idéia parecida com um corpus (Graças à Wikipédia, temos que: Corpus lingüístico é um corpo de textos escritos ou falados numa língua disponível para análise. O estudo de corpora (corpora é o plural de corpus) apresenta muitas vantagens. Em vez de consultar nossas intuições, ou de ‘extrair’ informações dos falantes, penosamente, uma a uma, podemos examinar um vasto material que foi produzido espontaneamente na fala ou na escrita das pessoas, e portanto podemos fazer observações precisas sobre o real comportamento lingüístico de gente real. Portanto os corpora podem nos proporcionar informações altamente confiáveis e isentas de opiniões e de julgamentos prévios, sobre os fatos de uma língua. O uso de corpus (plural corpora) está associado à Linguística de Corpus.) de um projeto sobre língua coreana. Resolvemos então construir, baseado em um projeto que acabou de ser feito por outro aluno do nosso laboratório (aquele que sumiu), um programa para a extração de palavras semelhantes baseada na relação entre as funções sintáticas e as palavras em vista. Com isso, construímos pares de palavras ligadas por meio de suas relações sintáticas de um corpus com cerca de 10.000.000 de palavras. Depois por meio desses pares, pusemo-nos a calcular o nível de similaridade entre essas palavras. O resultado final foi como o projeto anterior, relativamente baixo, isto é, as palavras encontradas não são tão similares quanto se esparava. Aí é que entra o "tcham" do nosso projeto, a língua coreana possui um alto grau de homófonos/homógrafos, por exemplo, bae, em coreano, pode significar "barco/navio", "barriga", "pêra" e "vezes (formador de numerais multiplicativos)". No primeiro experimento, todos esses significados se mostraram presentes em um só grupo, o que não traz bom resultado. Em suma, o programa dizia que barco é similar a pêssego que é similar a adição... o que não é verdade. Isso por causa da homofonografia (acabei de inventar) da palavra bae. Mudamos então o corpus para que nele constasse qual o significado das palavras homófonas e rodamos o program novamente. O resultado foi sensacional! Agora o programa diz que barco, automóvel, navio, cavalo, bicicleta, veículo, etc são equivalentes. Isso qualquer criança pode ver que é bem melhor que o resultado anterior. Todas as palavras acima têm em comum o fato de serem meios de transporte. O mesmo se passou com os sentidos de barriga e pêra. Exultamo-nos!
O interessante é que quando apresentamos essa idéia em sala de aula para o professor e os outros alunos do nosso curso, o professor se irritou com a gente e quase gritando disse: "Pra que fazer isso? Vocês não sabem que isso já foi feito? Vocês não sabem que o resultado não foi muito satisfatório em coreano? Vocês têm a pretensão de dizer que dá pra melhorar isso de alguma forma???" Continuando por uns 5 minutos e durante nossa apresentação com comentários "bem construtivos e apoiadores"... Depois disso, descobrimos que ele havia inscrito esse trabalho como trabalho em conjunto dele com o menino que sumiu (nessa época ele ainda não tinha sumido) para apresentar em uma conferência internacional sobre lingüística computacional. Aí deu pra entender a reação dele... Propusemo-nos a melhorar um trabalho que, sem que soubéssemos, ele iria apresentar na conferência. Mas e daí? Problema dele! Se ele se interessasse um pouco mais sobre a gente, isso não teria acontecido... Ele teria sabido disso antes e não teria ficado todo nervosinho na frente de todo mundo.
Bem, pra encurtar a história, acabou que entregamos o trabalho pra ele um pouco atrasados, tipo mais que uma semana de atraso. Muito disso por causa do tamanho dos corpora (plural de corpus) que demoravam por volta de 15 horas pra rodar e dar resultado. E quando víamos os resulatdos, tínhamos que modificar algumas variáveis pra ver se o resultado melhorava ou não... Isso tomou muito tempo... Eu sei que, no final das contas, depois de mais ou menos um mês de trabalho de cão, varando noite, dormindo no laboratório (quando dava tempo), voltando pra casa só pra tomar banho, e morrendo um dia inteiro na cama quando dava tempo, mandamos o trabalho pra ele por e-mail. Dois dias depois nos chamou em sua sala. Fomos meio com o rabo entre as pernas. Quando abrimos a porta, ele estava que era só sorrisos! Ele adorou nosso resultado, claro que nem passou pela sua cabeça de pedir desculpas o qqr coisa do gênero, mas resolveu aumentar nossa nota (que ele já tinha dado antes de ver o trabalho porque tínhamos demorado e ele tinha que entregar por causa do calendário). Fechamos o semestre com A+. Que beleza! Até que valeu todo o trabalho de doido que tivemos. E a satisfação de ver nosso projetinho dar seus frutos... e graças aos MEUS programas em Python! =) Senti-me super satisfeito!
Pois é, o Munhyon entrou com as idéias, eu entrei com a programação (que me ensinou pra caramba!!!), e ambos entramos com a redação do "paper" (não é papér de mineiro, tá? é pêiper de americano...). Foi um trabalho que se tivéssemos feito sozinhos, não teríamos passado de B, mas juntando nossas forças e idéias, acabamos tirando A+. Foi um senhor trabalho de equipe meu e do Munhyong, ficamos muito contentes, e nos aproximamos bastante. Antes éramos apenas colegas de laboratório, agora somos amigos. Finalmente! Depois de um ano... Brasileiro fala que japonês é difícil de fazer amizade... Vai tentar com coreano, vai! Êita!
Um abraço pro 6.
Inté.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Casa nova!
Sábado fez uma semana que eu estou morando na minha casa nova!
É claro que sinto saudade do outro dormitório, dos amigos que deixei por lá, mas minha qualidade de vida por aqui é beeem melhor.
Primeiro: espaço. Aqui é um apartamento mesmo. Tem cara de casa. É grande. Tem lugar pra organizar minhas tralhas todas e ainda sobra espaço. Tem cozinha e banheiro dentro. Tudo o que eu não tinha antes no outro dormitório.
Segundo: novo. O prédio aqui é bem mais novo do que o outro onde morava antes. Os móveis, o piso, as paredes, a geladeira, o fogão... tudo novinho. Dá até gosto.
Terceiro: localização. Dentro da faculdade. Quer melhor que isso? Antes eu demorava mais de uma hora pra chegar no meu departamento. Agora, de 10 a 15 minutos. Além disso, como o campus fica um pouco fora da cidade, a qualidade do ar, a paisagem são bem melhores que antes.
Tenho mais tempo pras minhas coisas, tenho mais tempo pros estudos... Tudo bem melhor... Mas, como não existe nada perfeito, tem um grande "porém": o preço. Aqui tenho que pagar praticamente o triplo do que pagava antes. Vai ficar um pouco mais difícil de juntar dinheiro, mas só pelo conforto e bem-estar, acho que já vale a pena.
Aí vão algumas fotos que tirei no segundo ou terceiro dia que estava por aqui. Alguma coisinha já mudou, mas basicamente é isso aí:





Não é uma belezinha???
Se quiserem me visitar, agora já tenho espaço para hospedar! :)
É claro que sinto saudade do outro dormitório, dos amigos que deixei por lá, mas minha qualidade de vida por aqui é beeem melhor.
Primeiro: espaço. Aqui é um apartamento mesmo. Tem cara de casa. É grande. Tem lugar pra organizar minhas tralhas todas e ainda sobra espaço. Tem cozinha e banheiro dentro. Tudo o que eu não tinha antes no outro dormitório.
Segundo: novo. O prédio aqui é bem mais novo do que o outro onde morava antes. Os móveis, o piso, as paredes, a geladeira, o fogão... tudo novinho. Dá até gosto.
Terceiro: localização. Dentro da faculdade. Quer melhor que isso? Antes eu demorava mais de uma hora pra chegar no meu departamento. Agora, de 10 a 15 minutos. Além disso, como o campus fica um pouco fora da cidade, a qualidade do ar, a paisagem são bem melhores que antes.
Tenho mais tempo pras minhas coisas, tenho mais tempo pros estudos... Tudo bem melhor... Mas, como não existe nada perfeito, tem um grande "porém": o preço. Aqui tenho que pagar praticamente o triplo do que pagava antes. Vai ficar um pouco mais difícil de juntar dinheiro, mas só pelo conforto e bem-estar, acho que já vale a pena.
Aí vão algumas fotos que tirei no segundo ou terceiro dia que estava por aqui. Alguma coisinha já mudou, mas basicamente é isso aí:
Não é uma belezinha???
Se quiserem me visitar, agora já tenho espaço para hospedar! :)
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Música do dia: Francesa
Foi ao som dessas músicas que meu feto de programa que faz mais ou menos o que quero nasceu... Depois de um curso intensivo de Python durante os últimos dias, estou começando a pegar o jeito. Falta dar umas melhoradinhas, mas o grosso tá aí...
Não é nada de mais. Por enquanto é só um programinha que pega qualquer texto, conta todas as palavras, faz uma lista ordenada pelas palavras mais freqüentes e lista ao lado de cada palavra sua ocorrência no texto e a freqüência relativa.
- #! /usr/bin/python
import sys
words = open(sys.argv[1]).read().lower().split()
dic = {}
for i in words: dic[i] = 0
for i in words: dic[i] += 1
count = reversed(sorted([(dic[i], i) for i in dic]))
freq = lambda x: float(x) / len(words)
count = [(j, i, freq(i)) for i, j in count]
for i in count: print "%s\t\t%d\t%F" % i
| de | 6 | 0.044776 |
| que | 5 | 0.037313 |
| o | 4 | 0.029851 |
| e | 4 | 0.029851 |
| para | 3 | 0.022388 |
| da | 3 | 0.022388 |
| a | 3 | 0.022388 |
| é | 2 | 0.014925 |
| vou | 2 | 0.014925 |
| uma | 2 | 0.014925 |
| um | 2 | 0.014925 |
| mas | 2 | 0.014925 |
| mais | 2 | 0.014925 |
| lista | 2 | 0.014925 |
| faz | 2 | 0.014925 |
| falta | 2 | 0.014925 |
| dar | 2 | 0.014925 |
| ao | 2 | 0.014925 |
| últimos | 1 | 0.007463 |
| universidade | 1 | 0.007463 |
| umas | 1 | 0.007463 |
| tá | 1 | 0.007463 |
| todas | 1 | 0.007463 |
| texto, | 1 | 0.007463 |
| texto | 1 | 0.007463 |
| tenho | 1 | 0.007463 |
| só | 1 | 0.007463 |
| são | 1 | 0.007463 |
| sua | 1 | 0.007463 |
| som | 1 | 0.007463 |
| semana | 1 | 0.007463 |
| sair | 1 | 0.007463 |
| relativa. | 1 | 0.007463 |
| quero | 1 | 0.007463 |
| qualquer | 1 | 0.007463 |
| python | 1 | 0.007463 |
| próxima. | 1 | 0.007463 |
| promete. | 1 | 0.007463 |
| programinha | 1 | 0.007463 |
| programa | 1 | 0.007463 |
| por | 1 | 0.007463 |
| pontuação, | 1 | 0.007463 |
| pelas | 1 | 0.007463 |
| pegar | 1 | 0.007463 |
| pega | 1 | 0.007463 |
| palavras, | 1 | 0.007463 |
| palavras | 1 | 0.007463 |
| palavra | 1 | 0.007463 |
| ou | 1 | 0.007463 |
| os | 1 | 0.007463 |
| ordenada | 1 | 0.007463 |
| ocorrência | 1 | 0.007463 |
| não | 1 | 0.007463 |
| no | 1 | 0.007463 |
| nasceu... | 1 | 0.007463 |
| nada | 1 | 0.007463 |
| na | 1 | 0.007463 |
| músicas | 1 | 0.007463 |
| mudar | 1 | 0.007463 |
| minha | 1 | 0.007463 |
| meu | 1 | 0.007463 |
| menos | 1 | 0.007463 |
| melhoradinhas, | 1 | 0.007463 |
| me | 1 | 0.007463 |
| manhã | 1 | 0.007463 |
| mais. | 1 | 0.007463 |
| limpada | 1 | 0.007463 |
| lado | 1 | 0.007463 |
| já | 1 | 0.007463 |
| jeito. | 1 | 0.007463 |
| isso | 1 | 0.007463 |
| intensivo | 1 | 0.007463 |
| grosso | 1 | 0.007463 |
| freqüência | 1 | 0.007463 |
| freqüentes | 1 | 0.007463 |
| foi | 1 | 0.007463 |
| fim | 1 | 0.007463 |
| fica | 1 | 0.007463 |
| feto | 1 | 0.007463 |
| eu | 1 | 0.007463 |
| estou | 1 | 0.007463 |
| este | 1 | 0.007463 |
| enquanto | 1 | 0.007463 |
| durante | 1 | 0.007463 |
| dormitório | 1 | 0.007463 |
| dormir | 1 | 0.007463 |
| do | 1 | 0.007463 |
| dias, | 1 | 0.007463 |
| dessas | 1 | 0.007463 |
| depois | 1 | 0.007463 |
| curso | 1 | 0.007463 |
| conta | 1 | 0.007463 |
| começando | 1 | 0.007463 |
| cidade! | 1 | 0.007463 |
| centro | 1 | 0.007463 |
| cada | 1 | 0.007463 |
| aí... | 1 | 0.007463 |
| as | 1 | 0.007463 |
| amanhã. | 1 | 0.007463 |
| aliás | 1 | 0.007463 |
| agora | 1 | 0.007463 |
| 4 | 1 | 0.007463 |
Falta dar uma limpada na pontuação, mas isso fica para a próxima. Agora já são 4 da manhã e eu tenho que dormir para amanhã. Aliás este fim de semana promete. Vou me mudar para o dormitório da minha universidade e vou sair do centro da cidade!
sábado, 17 de maio de 2008
Monty Python
Quando era criança e ouvi falar pela primeira vez de Monty Python, nem sabia direito o que era "cálice sagrado" ou quem eram mesmo eles... Sabia que era engraçado e acabava vendo os filmes sem muito entender. O negócio é que nunca imaginei que alguém em algum outro lugar do planeta também assistia e gostava tanto que resolveu botar o nome de Python numa linguagem de programação que ele resolveu inventar. Quando ele inventou ou quando eu assistia Monty Python sem muito entender, nunca imaginávamos que um dia *eu* estaria estudando essa língua e quebrando minha cabeça pra descobrir alguma coisa interessante que eu pudesse fazer com ela pra minha aula de lingüística computacional... Ai, ai, ai... A teoria do caos (ou efeito borboleta), mesclada às leis de Murphy são uma coisa danada de estranha. (E eu tô cansado, o verão está começando a aparecer. Vai ser um deus-nos-acuda o mês que vem, e ainda por cima, debaixo de 35 graus...)
Releituras 2½
Bem, como vocês já perceberam, o tempo foi bem escasso durante esta semana. Mal tive tempo de checar os e-mails, quanto mais pensar em escrever no blog ou mesmo no twitter!!!
O fim do semestre se aproxima e com ele todos os trabalhos, e outros tipos de avaliações... Para terça, tenho que escrever um "review" a respeito de dois artigos sobre lingüística histórica, preparar um relatório sobre a "grande mudança vocálica" (não sei se é esse o nome em português), que é quando as palavras do inglês passaram a ser pronunciadas de forma estranha: cake era "ka-ke" até um dia que eles resolveram falar "keik"; além disso, tenho que escrever um paper (um artigo científico, praticamente pronto para publicação) sobre alguma coisa de lingüística computacional até o dia 11 do mês que vem, e eu nem sei o que fazer. Sei lá... Como diz o Chico, "a gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando"...
Quanto ao título do post, aproveitando que a últimas publicações foram a respeito de releituras musicais e etcs, olha isso que eu achei:
Abraço e fui.
O fim do semestre se aproxima e com ele todos os trabalhos, e outros tipos de avaliações... Para terça, tenho que escrever um "review" a respeito de dois artigos sobre lingüística histórica, preparar um relatório sobre a "grande mudança vocálica" (não sei se é esse o nome em português), que é quando as palavras do inglês passaram a ser pronunciadas de forma estranha: cake era "ka-ke" até um dia que eles resolveram falar "keik"; além disso, tenho que escrever um paper (um artigo científico, praticamente pronto para publicação) sobre alguma coisa de lingüística computacional até o dia 11 do mês que vem, e eu nem sei o que fazer. Sei lá... Como diz o Chico, "a gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando"...
Quanto ao título do post, aproveitando que a últimas publicações foram a respeito de releituras musicais e etcs, olha isso que eu achei:
Abraço e fui.
sábado, 29 de março de 2008
E aí, galerinha???
Tão gostando da nova periodicidade de postagens do nosso querido blog (ou será blogue?)? Eu fiquei bem feliz com os poucos, mas efetivos!, recadinhos de apoio que recebi em tão curto espaço de tempo! Muito obrigado, Flávia! (Suponho que seja a Flávia "Estadunidense" de Santox). Um abraço daqui do outro lado do Pacífico, tá? :)
Gostaria que o ímpeto que me assaltou a voltar a escrever meu bloguezinho querido (ou será bloguinho?) também me levasse a produzir mais nos meus estudos. Pois é. Eu gostaria tanto de fazer e estudar um monte de coisa, mas não sei que bicho me mordeu. Não sei se é algum desajuste social, se é cansaço mental por causa da língua (que não imaginava que ia me dar tanto trabalho), ou cansaço mental por causa da idade mesmo, uma vez que já passei dos 30 (!!!) e tento não pensar muito nisso. (Minhas cãs que o digam!) (E cã não é a mulher do cão não, tá?). Tô meio devagar... Tenho um sukche (sugje, swukcey, etc., dependendo do método usado pela romanização. (Cf. postagem anterior)), ou seja, uma lição de casa (ou dever de casa como dizem lá pelas Minas Gerais que eu conheço), a qual não é difícil de ser feita, mas que não sai do lugar. Empacou "que nem" uma mula véia... Não sai do lugar mesmo. E sempre quando eu decido que vou sentar pra fazer e terminar logo com isso, aparece/acontece alguma coisa/alguém que não me deixa "pogredir". Ô coisa de lôco, meu! Tenha a santa paciência!
Vocês devem estar se perguntando (se é que realmente têm algum interesse nessa baboseira sobre a qual discorro agora...): "Por que, então, senhor Juliano, não vai fazer isso agora ao invés de ficar escrevendo essas bobagens no blog (blogue?)?"
Respondo eu: "Até que eu gostaria, mas a cabeça está doendo (parece até desenho animado, sabe?, quando as cabeças dos personagens começam a latejar e vão inchando e murchando?). E pra escrever isto aqui é claro que eu não preciso pensar... É só ficar apertando umas teclinhas semi-aleatórias do teclado do computador... Oras!"
Amanhã, seria um ótimo dia pra eu mergulhar de cabeça na feitura de meu trabalho, mas aí acontece outra coisa: "festa de aniversário". Fui convidado, de forma alguma a contra-gosto, vou porque quero, mas sei que deveria ficar por aqui fazendo o que deveria fazer. Tento enganar-me e pensar que posso fazer o bendito do treco quando voltar pra casa depois, mas sei que não vou estar em condições físicas ou mentais pra poder boter o treco pra andar. Aí vem segunda, vem terça... E será que eu terei terminado até lá? Creio que não... Apesar de meus esforços contra esse futuro sombrio. Eu vou me esforçar, mas meu lado "realista", que me conhece como ninguém, vem aos meus ouvidos e sussurra: "será?"
Pois bem, amigo leitor... (Agora já posso escrever essas baboseiras semi-machadianas pois sei que há um punhadinho (uns dois ou três) de seres, que não devem ter muito o que fazer, os quais se aventuram (voluntariamente!!!) a tentar achar algo neste blog (blogue?) que se vos apresenta agora; e revivificado! Óia!
Se vocês têm alguma receita pra curar leseira acadêmico-criativa, por favor mande pra mim. Ficarei extremamente grato.
Um abraço.
PS: Esta postagem poderia se chamar "Parênteses". Alguém se aventura quantos que eu botei? Eu é que não faço isso agora, já fiz muito em escrever...
PPS: Depois de publicar eu li e vi que ficou uma postagem meio enigmática, meio confusa, hermética quase... Gostaria de poder corrigi-la, mas agora não dá. Tô cansado (dia longo) e com dor de cabeça... Deveria ir direto pra cama...
Gostaria que o ímpeto que me assaltou a voltar a escrever meu bloguezinho querido (ou será bloguinho?) também me levasse a produzir mais nos meus estudos. Pois é. Eu gostaria tanto de fazer e estudar um monte de coisa, mas não sei que bicho me mordeu. Não sei se é algum desajuste social, se é cansaço mental por causa da língua (que não imaginava que ia me dar tanto trabalho), ou cansaço mental por causa da idade mesmo, uma vez que já passei dos 30 (!!!) e tento não pensar muito nisso. (Minhas cãs que o digam!) (E cã não é a mulher do cão não, tá?). Tô meio devagar... Tenho um sukche (sugje, swukcey, etc., dependendo do método usado pela romanização. (Cf. postagem anterior)), ou seja, uma lição de casa (ou dever de casa como dizem lá pelas Minas Gerais que eu conheço), a qual não é difícil de ser feita, mas que não sai do lugar. Empacou "que nem" uma mula véia... Não sai do lugar mesmo. E sempre quando eu decido que vou sentar pra fazer e terminar logo com isso, aparece/acontece alguma coisa/alguém que não me deixa "pogredir". Ô coisa de lôco, meu! Tenha a santa paciência!
Vocês devem estar se perguntando (se é que realmente têm algum interesse nessa baboseira sobre a qual discorro agora...): "Por que, então, senhor Juliano, não vai fazer isso agora ao invés de ficar escrevendo essas bobagens no blog (blogue?)?"
Respondo eu: "Até que eu gostaria, mas a cabeça está doendo (parece até desenho animado, sabe?, quando as cabeças dos personagens começam a latejar e vão inchando e murchando?). E pra escrever isto aqui é claro que eu não preciso pensar... É só ficar apertando umas teclinhas semi-aleatórias do teclado do computador... Oras!"
Amanhã, seria um ótimo dia pra eu mergulhar de cabeça na feitura de meu trabalho, mas aí acontece outra coisa: "festa de aniversário". Fui convidado, de forma alguma a contra-gosto, vou porque quero, mas sei que deveria ficar por aqui fazendo o que deveria fazer. Tento enganar-me e pensar que posso fazer o bendito do treco quando voltar pra casa depois, mas sei que não vou estar em condições físicas ou mentais pra poder boter o treco pra andar. Aí vem segunda, vem terça... E será que eu terei terminado até lá? Creio que não... Apesar de meus esforços contra esse futuro sombrio. Eu vou me esforçar, mas meu lado "realista", que me conhece como ninguém, vem aos meus ouvidos e sussurra: "será?"
Pois bem, amigo leitor... (Agora já posso escrever essas baboseiras semi-machadianas pois sei que há um punhadinho (uns dois ou três) de seres, que não devem ter muito o que fazer, os quais se aventuram (voluntariamente!!!) a tentar achar algo neste blog (blogue?) que se vos apresenta agora; e revivificado! Óia!
Se vocês têm alguma receita pra curar leseira acadêmico-criativa, por favor mande pra mim. Ficarei extremamente grato.
Um abraço.
PS: Esta postagem poderia se chamar "Parênteses". Alguém se aventura quantos que eu botei? Eu é que não faço isso agora, já fiz muito em escrever...
PPS: Depois de publicar eu li e vi que ficou uma postagem meio enigmática, meio confusa, hermética quase... Gostaria de poder corrigi-la, mas agora não dá. Tô cansado (dia longo) e com dor de cabeça... Deveria ir direto pra cama...
domingo, 16 de dezembro de 2007
Quase nos finalmentes
Oi, gente!
Faz muuuito tempo que eu não escrevia aqui no blog. Tudo graças à época de provas, trabalhos, apresentações, etc, etc. Não foi fácil, não. Apesar de eu ter apenas 3 matérias, eu me sinto como se tivesse dez.
Tudo começou um pouco mais de um mês atrás, quando tive que começar a preparar minha apresentação de sintaxe a respeito de "Retomada, Ciclicidade Sucessiva e Localidade de Operações" na língua irlandesa. O texto tinha umas 50 páginas e, por ser longo, foi dado a duas pessoas: eu e uma menina chinesa. O problema é que essa menina não entende quase nada de inglês e, durante todas as vezes em que nos encontramos, ao invés de discutirmos a respeito do texto, eu tinha que (tentar) traduzir o texto junto com ela. Ficamos mais de 30 horas só na metade do texto e eu tive só uma noite para preparar a minha parte, que era a outra metade. Foi uma beleza. E o melhor, é que na noite anterior à apresentação, ela me mandou o que ela preparou e aí me dei conta que ela tinha feito um capítulo a menos do que havíamos combinado, sobrando para mim entender e explicar o que ela deixou pra trás. E, para completar, eu tinha pegado gripe e estava me sentindo péssimo.
No dia seguinte, foi feita a apresentação e eu me surpreendi, porque esta professora, durante todas as outras apresentações dos outros alunos, sempre interrompia e explica isso ou aquilo, mas durante a minha, ela ficou quietinha e só balançava a cabeça concordando com o que eu dizia. Fiquei surpreso com isso, e mais ainda quando no final ela se virou pra mim e disse: "muito boa apresentação, viu?". Fiquei bem feliz com isso, e levantou meu ânimo para enfrentar as 3 semanas "maravilhosas" que me esperavam pela frente.
Na segunda-feira passada, tive uma apresentação na matéria de Lingüística Computacional Prática, onde falei sobre uma linguagem atualmente em criação por pesquisadores da Universidade do Minho para a criação de ontologias. Depois, na quarta, tive a prova final da matéria de Lingüística Computacional Teórica. Essa foi de amargar. Apesar de ter estudado, não me lembrava das fórmulas para a aplicação na hora da prova. Na verdade, as provas deste professor, que, diga-se de passagem, é meu orientador, são o ó. Na hora das aulas, ele passa como uma borboleta pela matéria, "explicando" (pelo menos é o que eu acho que ele acha que está fazendo), lendo as apresentações de power point que ele chupinha prontas de alguma universidade dos Estados Unidos, e, na hora da prova, ele pede pra gente dar os valores (calculados na mão com uma calculadora) que o programa daria se estivesse rodando no computador. Isso é o cúmulo. Para um resultado de cinco linhas de programa, o que o computador levaria menos de um segundo para rodar, nós levamos muitos e muitos minutos para digitar na calculadora e escrever passo-a-passo, o estado do programa ao fim de cada operação. Outra, se fosse apenas uma ou duas questões desse tipo, até que vá lá, mas foram umas oito! Haja paciência... Além disso, ele nos deu apenas duas horas para fazer tudo isso. Depois de acabar o tempo, e ninguém ter conseguido terminar, ele acabou dando mais meia hora. No final, nem sei o que esperar dessa prova.
No dia seguinte, tivemos uma prova de sintaxe. Também oito questões para serem resolvidas em 3 horas. Até aí, tudo bem porque era prova de consulta. O problema é que quando eu terminei de responder todos os 6 ítens da primeira questão já havia passado uma hora e meia... Comecei a correr, mas ao término das 3 horas, a professora chegou e ninguém tinha feito nem a metade. Ela então disse que poderíamos ficar até às 6 da tarde, que era quando ela sairia da universidade. Depois de 5 horas de prova e mais de 10 páginas (A3) escritas à mão, eu havia conseguido terminar uns 90% da prova. Mais que isso eu não conseguia fazer, não sei se por ignorância das respostas ou por fastio mesmo de escrever tanto sem descansar. O cérebro já não funcionava mais como deveria...
Logo depois dessa aventura digna de um recorde no livro do Guiness, reunimo-nos, eu mais os dois caras que trabalham comigo no Laboratório de Lingüística Computacional, e um menino e uma menina que trabalham no Centro de Pesquisa de Sintaxe para irmos comemorar nossa sobrevivência a um episódio tão singular. Fomos ao bairro mais próximo da universidade e entramos num restaurantezinho para comer frango (que não estava mal, apesar de seco de tão cozido...) e mandamos ver na cerveja. Depois, fomos a um outr restaurante especializado em caracóis chamados "sora" e "golbengi" muito utilizados durante a bebedeira de soju, a bebida nacional coreana. Além disso, no final, ainda resolveram pedir "kijoge", uma concha parecida com mexilhão mas tamanho-família, com molho e queijo mussarela, assada na brasa.
Nem preciso falar em que que deu essa mistureba no meu bucho, né? Principalmente depois de pegar mais de 40 minutos de metrô sacolejante de volta para casa e passar três estações depois da que eu teria que descer às 12:45, sendo que meu dormitório fecha as portas à uma hora, né? Nem preciso falar... Mas, no final das contas, pelo menos consegui pegar um táxi, sair correndo e alcançar as portas abertas. Pelo menos consegui dormir na minha cama quentinha...
Vou ficando por aqui hoje, porque estou com muito sono e amanhã tenho minha última aula deste semestre. Volto em breve.
PS: Aí vai um videozinho do segundo lugar, com o Munhyeong comendo caracóis, o Sangcheol falando "Tá bom" (que é marca de suco de laranja aqui) e a Suyeong perguntando como se fala Brasil em "brasileiro"...
Faz muuuito tempo que eu não escrevia aqui no blog. Tudo graças à época de provas, trabalhos, apresentações, etc, etc. Não foi fácil, não. Apesar de eu ter apenas 3 matérias, eu me sinto como se tivesse dez.
Tudo começou um pouco mais de um mês atrás, quando tive que começar a preparar minha apresentação de sintaxe a respeito de "Retomada, Ciclicidade Sucessiva e Localidade de Operações" na língua irlandesa. O texto tinha umas 50 páginas e, por ser longo, foi dado a duas pessoas: eu e uma menina chinesa. O problema é que essa menina não entende quase nada de inglês e, durante todas as vezes em que nos encontramos, ao invés de discutirmos a respeito do texto, eu tinha que (tentar) traduzir o texto junto com ela. Ficamos mais de 30 horas só na metade do texto e eu tive só uma noite para preparar a minha parte, que era a outra metade. Foi uma beleza. E o melhor, é que na noite anterior à apresentação, ela me mandou o que ela preparou e aí me dei conta que ela tinha feito um capítulo a menos do que havíamos combinado, sobrando para mim entender e explicar o que ela deixou pra trás. E, para completar, eu tinha pegado gripe e estava me sentindo péssimo.
No dia seguinte, foi feita a apresentação e eu me surpreendi, porque esta professora, durante todas as outras apresentações dos outros alunos, sempre interrompia e explica isso ou aquilo, mas durante a minha, ela ficou quietinha e só balançava a cabeça concordando com o que eu dizia. Fiquei surpreso com isso, e mais ainda quando no final ela se virou pra mim e disse: "muito boa apresentação, viu?". Fiquei bem feliz com isso, e levantou meu ânimo para enfrentar as 3 semanas "maravilhosas" que me esperavam pela frente.
Na segunda-feira passada, tive uma apresentação na matéria de Lingüística Computacional Prática, onde falei sobre uma linguagem atualmente em criação por pesquisadores da Universidade do Minho para a criação de ontologias. Depois, na quarta, tive a prova final da matéria de Lingüística Computacional Teórica. Essa foi de amargar. Apesar de ter estudado, não me lembrava das fórmulas para a aplicação na hora da prova. Na verdade, as provas deste professor, que, diga-se de passagem, é meu orientador, são o ó. Na hora das aulas, ele passa como uma borboleta pela matéria, "explicando" (pelo menos é o que eu acho que ele acha que está fazendo), lendo as apresentações de power point que ele chupinha prontas de alguma universidade dos Estados Unidos, e, na hora da prova, ele pede pra gente dar os valores (calculados na mão com uma calculadora) que o programa daria se estivesse rodando no computador. Isso é o cúmulo. Para um resultado de cinco linhas de programa, o que o computador levaria menos de um segundo para rodar, nós levamos muitos e muitos minutos para digitar na calculadora e escrever passo-a-passo, o estado do programa ao fim de cada operação. Outra, se fosse apenas uma ou duas questões desse tipo, até que vá lá, mas foram umas oito! Haja paciência... Além disso, ele nos deu apenas duas horas para fazer tudo isso. Depois de acabar o tempo, e ninguém ter conseguido terminar, ele acabou dando mais meia hora. No final, nem sei o que esperar dessa prova.
No dia seguinte, tivemos uma prova de sintaxe. Também oito questões para serem resolvidas em 3 horas. Até aí, tudo bem porque era prova de consulta. O problema é que quando eu terminei de responder todos os 6 ítens da primeira questão já havia passado uma hora e meia... Comecei a correr, mas ao término das 3 horas, a professora chegou e ninguém tinha feito nem a metade. Ela então disse que poderíamos ficar até às 6 da tarde, que era quando ela sairia da universidade. Depois de 5 horas de prova e mais de 10 páginas (A3) escritas à mão, eu havia conseguido terminar uns 90% da prova. Mais que isso eu não conseguia fazer, não sei se por ignorância das respostas ou por fastio mesmo de escrever tanto sem descansar. O cérebro já não funcionava mais como deveria...
Logo depois dessa aventura digna de um recorde no livro do Guiness, reunimo-nos, eu mais os dois caras que trabalham comigo no Laboratório de Lingüística Computacional, e um menino e uma menina que trabalham no Centro de Pesquisa de Sintaxe para irmos comemorar nossa sobrevivência a um episódio tão singular. Fomos ao bairro mais próximo da universidade e entramos num restaurantezinho para comer frango (que não estava mal, apesar de seco de tão cozido...) e mandamos ver na cerveja. Depois, fomos a um outr restaurante especializado em caracóis chamados "sora" e "golbengi" muito utilizados durante a bebedeira de soju, a bebida nacional coreana. Além disso, no final, ainda resolveram pedir "kijoge", uma concha parecida com mexilhão mas tamanho-família, com molho e queijo mussarela, assada na brasa.
Nem preciso falar em que que deu essa mistureba no meu bucho, né? Principalmente depois de pegar mais de 40 minutos de metrô sacolejante de volta para casa e passar três estações depois da que eu teria que descer às 12:45, sendo que meu dormitório fecha as portas à uma hora, né? Nem preciso falar... Mas, no final das contas, pelo menos consegui pegar um táxi, sair correndo e alcançar as portas abertas. Pelo menos consegui dormir na minha cama quentinha...
Vou ficando por aqui hoje, porque estou com muito sono e amanhã tenho minha última aula deste semestre. Volto em breve.
PS: Aí vai um videozinho do segundo lugar, com o Munhyeong comendo caracóis, o Sangcheol falando "Tá bom" (que é marca de suco de laranja aqui) e a Suyeong perguntando como se fala Brasil em "brasileiro"...
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Oi, gente!
Ainda estou vivo, apesar de estar no meio da época de provas. O negócio tá feio, mas nóis vai levando devagarzinho. Ontem tive mais uma apresentação. Fiquei até muito feliz com o resultado, porque esta professora, normalmente não deixa um aluno falando sozinho durante toda a apresentação, ela sempre interrompe e explica o que devia ser explicado. No meu caso, ela ficou durante todo o tempo que falei (acho que quase uma hora) sentadinha, balançando a cabeça e confirmando o que eu falava. No final, ela olhou pra mim e disse: "Muito boa sua apresentação". Isso me deixou muito feliz!!! ^o^/
Agora na próxima semana vai ser prova dela, um dia depois de uma outra prova animal. Não sei como vou gerir meu tempo, mas tenho que dar um jeito...
Só pra descontrair, peguei os textos da primeira página do meu blog e joguei em um gerador de frases aleatórias, o qual utiliza "Markov Chains" que é o que eu estou estudando agora e este foi o resultado:
"# Tô cansado pra dedéu, e já não me lembro direito de uma semana toda que eu tinha tirado no máximo uns 40! Fiquei muito feliz com isso!^^ Valeu o dia!^^ Mas aí acabam-se as luzes, o pano da cortina desce e meu dia acaba. PUM. O negócio é que, quando tomo a prova e você tem que escrever tim-tim por tim-tim o que eu fiz nos últimos dias. Tentei usar de tudo aquilo (falando, não comentando ou explicando ou elucidando ou ensinando; falando), depois ouvimos apresentações de outros alunos q leram os textos extras, que - por coincidência - tbm só mencionam o q leram. O professor faz um-hum e beleza! A aula tá dada e até a próxima. Acho q dava pra fazer um curso de pós-graduação aqui na Terra da Manhã Tranqüila (ou seria Serena? Em português não sei como é que fica... e também não tenho tempo de pensar agora.)."
Já que não dá pra eu escrever, resolvi reescrever o já escrito de uma nova forma para uma releitura pra quem não leu... :p
Pois é, por hoje é só, pessoal.
Agora na próxima semana vai ser prova dela, um dia depois de uma outra prova animal. Não sei como vou gerir meu tempo, mas tenho que dar um jeito...
Só pra descontrair, peguei os textos da primeira página do meu blog e joguei em um gerador de frases aleatórias, o qual utiliza "Markov Chains" que é o que eu estou estudando agora e este foi o resultado:
"# Tô cansado pra dedéu, e já não me lembro direito de uma semana toda que eu tinha tirado no máximo uns 40! Fiquei muito feliz com isso!^^ Valeu o dia!^^ Mas aí acabam-se as luzes, o pano da cortina desce e meu dia acaba. PUM. O negócio é que, quando tomo a prova e você tem que escrever tim-tim por tim-tim o que eu fiz nos últimos dias. Tentei usar de tudo aquilo (falando, não comentando ou explicando ou elucidando ou ensinando; falando), depois ouvimos apresentações de outros alunos q leram os textos extras, que - por coincidência - tbm só mencionam o q leram. O professor faz um-hum e beleza! A aula tá dada e até a próxima. Acho q dava pra fazer um curso de pós-graduação aqui na Terra da Manhã Tranqüila (ou seria Serena? Em português não sei como é que fica... e também não tenho tempo de pensar agora.)."
Já que não dá pra eu escrever, resolvi reescrever o já escrito de uma nova forma para uma releitura pra quem não leu... :p
Pois é, por hoje é só, pessoal.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
Oi, gente^^ Lembram-se da prova?
Tudo bem com vocês? Espero que sim...
Eis-me aqui às 5 da manhã, revirando-me pra lá e pra cá pra terminar de escrever uma "prova" para hoje às 13hs. Espero que seja a última noite que eu tenha que virar por um bom tempo a partir de agora. Pelo menos até o fim do semestre... hehe
Pois é.
Hoje, muitas coisas aconteceram aqui na terra da Manhã Tranqüila (acho isso um absurdo, já que a Coréia é o país do ppali-ppali). Bem, levantei-me cedo depois de dormir por 4 horas, tomei meu desjejum (acho essa palavra divertida) e tentei escrever algo, mas como teria aula às 4 da tarde na SNU, resolvi sair mais cedo e lá fui para o metrô alegre e saltitante. Chegando à facu, botei minha papelada toda pra fora da mochila, esparramei pelas mesas do laboratório, e pus-me a escrever minhas humildes linhas em busca do conhecimento sintáCtico. Passado um tempo, chegou a tão esperada hora da aula de Lingüística Computacional, a primeira aula depois da prova (aqueeela prova, lembra?). Chegando lá, a primeira coisa que o professor comenta é exatamente isso. E põe-se a distribuir as danadas (e todo mundo com uma cara bem jururu). E não é que, quando tomo a prova em minhas mãos, vejo em números escritos em escarlate: setenta e cinco! Nóssinhora! Nem acreditei! Por mim, eu jurava que eu tinha tirado no máximo uns 40! Fiquei muito feliz com isso!^^ Valeu o dia!^^
Mas aí acabam-se as luzes, o pano da cortina desce e meu dia acaba. PUM.
O negócio é que, chegando eu faceiro em casa, pronto para pôr a mão na massa e terminar de uma vez por todas essa prova, abro a mochila e... cadê minhas anotações??? Ficou tudo no laboratório... Abre a mochila de um lado, abre de outro, vira de cabeça pra baixo.... nada. Só o livro (pelo menos isso, né?) e alguns textos que eu estava pensando em usar amanhã pra finalizar. Bom, como diria a Amélia: "o que se há de fazer?" Dirigi-me a meu trono, sentei-me, e pus-me a dedilhar o teclado do computador à busca do rascunho do trabalho, quando de repente, não mais que de repente, lembro-me que havia gravado o arquivo no meu pen drive, memory stick, usb, ou o que quer que você chame esse trocinho (o qual um amigo meu só chama de "pistolinha")(acabei de matar um pernilongo, mas isso não vem ao caso) e... esqueci o bendito plugado, bonitinho, no computador da faculdade. Fazendo companhia pros papéis que eu esqueci por lá, né? Não é bonitinho?
Pois é. (Hoje merece até repetição de "Pois é.")
Cá estou eu, às cinco e tanto da madrugada, esmigalhando meu cérebro pra poder escrever alguma coisa que preste nessa abençoada prova, já que vou ter de entregá-la às TREZE horas... Olha que eu não tinha pensado nisso... Será que é por isso que me deu azar?^^
Bom, como eu gastei todo meu cérebro, eu tô usando só os dedos pra escrever pro 6 aqui no blogue, repara não, viu, moço? Tô cansado pra dedéu, e já não me lembro direito de uma semana toda que eu consegui dormir pelo menos mais que 6 horas por noite. Ultimamente, nem isso... Se fosse assim, eu estaria alegrinho, alegrinho...
Mas, se mesmo assim você ainda acha que vale a pena sair do Brasil e tentar fazer um curso de pós-graduação aqui na Coréia, com tudo pago e quase algumas mordomias, prepare-se: fiquei sabendo que pra o ano (como dizem lá no interior), o governo coreano abriu 1000, isso mesmo, Sílvio!, MIL vagas para bolsistas estrangeiros aqui na Terra da Manhã Tranqüila (ou seria Serena? Em português não sei como é que fica... e também não tenho tempo de pensar agora.). Eu achei isso um pouco abisssurdo demais, mas, em se tratando dos coreanos, eu não sei não, eles só ainda não transformam água em vinho porque demora demais e eles querem tudo ppali-ppali...
Então, se vc quiser vir pra cá fazer seu MBA em inglês, dirija-se à junta consular mais próxima de sua casa e boa viagem! ;)
Abraços pra quem fica.
Fui.... pra facu, terminar a prova, às 6 da manhã! hehe
Eis-me aqui às 5 da manhã, revirando-me pra lá e pra cá pra terminar de escrever uma "prova" para hoje às 13hs. Espero que seja a última noite que eu tenha que virar por um bom tempo a partir de agora. Pelo menos até o fim do semestre... hehe
Pois é.
Hoje, muitas coisas aconteceram aqui na terra da Manhã Tranqüila (acho isso um absurdo, já que a Coréia é o país do ppali-ppali). Bem, levantei-me cedo depois de dormir por 4 horas, tomei meu desjejum (acho essa palavra divertida) e tentei escrever algo, mas como teria aula às 4 da tarde na SNU, resolvi sair mais cedo e lá fui para o metrô alegre e saltitante. Chegando à facu, botei minha papelada toda pra fora da mochila, esparramei pelas mesas do laboratório, e pus-me a escrever minhas humildes linhas em busca do conhecimento sintáCtico. Passado um tempo, chegou a tão esperada hora da aula de Lingüística Computacional, a primeira aula depois da prova (aqueeela prova, lembra?). Chegando lá, a primeira coisa que o professor comenta é exatamente isso. E põe-se a distribuir as danadas (e todo mundo com uma cara bem jururu). E não é que, quando tomo a prova em minhas mãos, vejo em números escritos em escarlate: setenta e cinco! Nóssinhora! Nem acreditei! Por mim, eu jurava que eu tinha tirado no máximo uns 40! Fiquei muito feliz com isso!^^ Valeu o dia!^^
Mas aí acabam-se as luzes, o pano da cortina desce e meu dia acaba. PUM.
O negócio é que, chegando eu faceiro em casa, pronto para pôr a mão na massa e terminar de uma vez por todas essa prova, abro a mochila e... cadê minhas anotações??? Ficou tudo no laboratório... Abre a mochila de um lado, abre de outro, vira de cabeça pra baixo.... nada. Só o livro (pelo menos isso, né?) e alguns textos que eu estava pensando em usar amanhã pra finalizar. Bom, como diria a Amélia: "o que se há de fazer?" Dirigi-me a meu trono, sentei-me, e pus-me a dedilhar o teclado do computador à busca do rascunho do trabalho, quando de repente, não mais que de repente, lembro-me que havia gravado o arquivo no meu pen drive, memory stick, usb, ou o que quer que você chame esse trocinho (o qual um amigo meu só chama de "pistolinha")(acabei de matar um pernilongo, mas isso não vem ao caso) e... esqueci o bendito plugado, bonitinho, no computador da faculdade. Fazendo companhia pros papéis que eu esqueci por lá, né? Não é bonitinho?
Pois é. (Hoje merece até repetição de "Pois é.")
Cá estou eu, às cinco e tanto da madrugada, esmigalhando meu cérebro pra poder escrever alguma coisa que preste nessa abençoada prova, já que vou ter de entregá-la às TREZE horas... Olha que eu não tinha pensado nisso... Será que é por isso que me deu azar?^^
Bom, como eu gastei todo meu cérebro, eu tô usando só os dedos pra escrever pro 6 aqui no blogue, repara não, viu, moço? Tô cansado pra dedéu, e já não me lembro direito de uma semana toda que eu consegui dormir pelo menos mais que 6 horas por noite. Ultimamente, nem isso... Se fosse assim, eu estaria alegrinho, alegrinho...
Mas, se mesmo assim você ainda acha que vale a pena sair do Brasil e tentar fazer um curso de pós-graduação aqui na Coréia, com tudo pago e quase algumas mordomias, prepare-se: fiquei sabendo que pra o ano (como dizem lá no interior), o governo coreano abriu 1000, isso mesmo, Sílvio!, MIL vagas para bolsistas estrangeiros aqui na Terra da Manhã Tranqüila (ou seria Serena? Em português não sei como é que fica... e também não tenho tempo de pensar agora.). Eu achei isso um pouco abisssurdo demais, mas, em se tratando dos coreanos, eu não sei não, eles só ainda não transformam água em vinho porque demora demais e eles querem tudo ppali-ppali...
Então, se vc quiser vir pra cá fazer seu MBA em inglês, dirija-se à junta consular mais próxima de sua casa e boa viagem! ;)
Abraços pra quem fica.
Fui.... pra facu, terminar a prova, às 6 da manhã! hehe
terça-feira, 30 de outubro de 2007
7 minutos!
Gente, tenho 7 minutos pra escrever este post, pois tenho q sair para... adivinhou quem pensou estudar.
Pois é. (Tá virando bordão isso aqui)
Eu tô chocado de ver (e sentir) a síndrome do ppali-ppali (rápido-rápido) q assola a sociedade daqui da Coréia. Acho q dava pra fazer um ótimo trabalho de Sociologia em cima disso.
Os cursos na facu vão de vento em popa, com ajuda de um motorzinho turbo de 10.000HP... Não se a imagem colou, mas ninguém segura isso aqui!
É uma correria danada, é uma coisa medonha.
Desculpem pelo desabafo, mas tenho q falar isso pra alguém. E por que não você, meu caro leitor. Se é que vc existe...
Basicamente as aulas se dão da seguinte forma. Cada semana lemos um ou dois capítulos do livro texto, chegamos na aula já sabendo de tudo (porque senão não dá, né?), escutamos o/a professor/a falando de tudo aquilo (falando, não comentando ou explicando ou elucidando ou ensinando; falando), depois ouvimos apresentações de outros alunos q leram os textos extras, que - por coincidência - tbm só mencionam o q leram. O professor faz um-hum e beleza! A aula tá dada e até semana q vem com mais do mesmo.
Depois chega a prova e você tem que escrever tim-tim por tim-tim o que foi dito e fazer alguma coisa mais de surpresa, só pra não ficar chato, né?
E aí já passou metade do semestre e eu fico me perguntando: "passou por onde, que eu não vi?"
Um abraço e até a próxima. Acho q depois da prova de quinta-feira. Antes, é quase um suicídio.
Juliano.
Ppalli-Ppalli!!!!
Pois é. (Tá virando bordão isso aqui)
Eu tô chocado de ver (e sentir) a síndrome do ppali-ppali (rápido-rápido) q assola a sociedade daqui da Coréia. Acho q dava pra fazer um ótimo trabalho de Sociologia em cima disso.
Os cursos na facu vão de vento em popa, com ajuda de um motorzinho turbo de 10.000HP... Não se a imagem colou, mas ninguém segura isso aqui!
É uma correria danada, é uma coisa medonha.
Desculpem pelo desabafo, mas tenho q falar isso pra alguém. E por que não você, meu caro leitor. Se é que vc existe...
Basicamente as aulas se dão da seguinte forma. Cada semana lemos um ou dois capítulos do livro texto, chegamos na aula já sabendo de tudo (porque senão não dá, né?), escutamos o/a professor/a falando de tudo aquilo (falando, não comentando ou explicando ou elucidando ou ensinando; falando), depois ouvimos apresentações de outros alunos q leram os textos extras, que - por coincidência - tbm só mencionam o q leram. O professor faz um-hum e beleza! A aula tá dada e até semana q vem com mais do mesmo.
Depois chega a prova e você tem que escrever tim-tim por tim-tim o que foi dito e fazer alguma coisa mais de surpresa, só pra não ficar chato, né?
E aí já passou metade do semestre e eu fico me perguntando: "passou por onde, que eu não vi?"
Um abraço e até a próxima. Acho q depois da prova de quinta-feira. Antes, é quase um suicídio.
Juliano.
Ppalli-Ppalli!!!!
sábado, 27 de outubro de 2007
Provas!!! Ou "mid-term exams"...
Lembram-se de quando eu disse que tinha prova na quarta? Pois é.
Foi uma "beleza"...
Não que eu não tenha estudado, ou me esforçado.
É que, realmente, foi o ó.
O que me aconchega é saber que eu não fui o único. Metade da sala saiu chingando o professor, e a outra metade saiu quieta, cabisbaixa e quase chorando...
Foi uma prova trabalhosa e danada de chata.
Acho que para "lingüística computacional" a prova deveria ser mais prática, ou, querendo falar de teoria, que fique só na teoria. Mas o "pobrema" é que ele deu 7 questões, das quais 5 não eram lá assim tão complexas... mas 2 delas.... .... .... eram aplicações práticas de algoritmos de programação dinâmica feitas a mão!
Um deles era o cálculo de mínima distância de Levenshtein (já tratado aqui no blog) e o outro era de Modelos de Markov Ocultos (Hidden Markov Models), além do algoritmo de Viterbi.
Foi "folder"...
Mas, bola pra frente, que ainda tem mais duas provas. Uma delas sendo de surpresa: o professor (da matéria para a qual eu preparei a apresentação de que lhes contei anteriormente) simplesmente ouviu a todas as apresentações na aula passada, comentou isso e aquilo e terminou por dizer: "bem, já que vocês fizeram boas apresentações, não precisam se preocupar muito com a prova da semana que vem", o que foi seguido por um coro: "prova?!"... Ninguém sabia... mas, e daí? Agora tem, e a gente tem que estudar.
Por isso, peço de coração, que todos os que estejam aí lendo isso, façam uma corrente de pensamento positivo no domingo de madrugada para segunda aí no Brasil, quando eu estiver aqui na segunda fazendo a "bendita" prova. OK?
Agora, um abraço pro 6 que eu tenho que estudar.
TéMais
Foi uma "beleza"...
Não que eu não tenha estudado, ou me esforçado.
É que, realmente, foi o ó.
O que me aconchega é saber que eu não fui o único. Metade da sala saiu chingando o professor, e a outra metade saiu quieta, cabisbaixa e quase chorando...
Foi uma prova trabalhosa e danada de chata.
Acho que para "lingüística computacional" a prova deveria ser mais prática, ou, querendo falar de teoria, que fique só na teoria. Mas o "pobrema" é que ele deu 7 questões, das quais 5 não eram lá assim tão complexas... mas 2 delas.... .... .... eram aplicações práticas de algoritmos de programação dinâmica feitas a mão!
Um deles era o cálculo de mínima distância de Levenshtein (já tratado aqui no blog) e o outro era de Modelos de Markov Ocultos (Hidden Markov Models), além do algoritmo de Viterbi.
Foi "folder"...
Mas, bola pra frente, que ainda tem mais duas provas. Uma delas sendo de surpresa: o professor (da matéria para a qual eu preparei a apresentação de que lhes contei anteriormente) simplesmente ouviu a todas as apresentações na aula passada, comentou isso e aquilo e terminou por dizer: "bem, já que vocês fizeram boas apresentações, não precisam se preocupar muito com a prova da semana que vem", o que foi seguido por um coro: "prova?!"... Ninguém sabia... mas, e daí? Agora tem, e a gente tem que estudar.
Por isso, peço de coração, que todos os que estejam aí lendo isso, façam uma corrente de pensamento positivo no domingo de madrugada para segunda aí no Brasil, quando eu estiver aqui na segunda fazendo a "bendita" prova. OK?
Agora, um abraço pro 6 que eu tenho que estudar.
TéMais
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Nasceu!!!
Gente, não é por nada não, mas se eu reclamava de falta de tempo antes de entrar na SNU, eu retiro TUDO o que eu disse. É um absurdo. Minha impressão é de que tudo o que não fiz no ano passado (e olha que eu fiz bastante), eu estou fazendo agora no mês de outubro.
Por exemplo: amanhã tenho minha primeira apresentação (na USP era chamado de seminário). Vou ficar lá na frente da classe, falando sobre um texto chato que caiu pra mim. Para isso, fiquei desde mais ou menos o meio dia de sábado até agora (4:20 da manhã de segunda), dormindo 6 horas de sábado pra domingo, pra traduzir e preparar a apresentação de daqui a pouco.
Foi difícil, mas de qualquer forma, foi também prazeroso. Fazia tempo que eu não usava coreano de forma "drástica". E foi justamente o que eu fiz nos últimos dias. Tentei usar de tudo o que eu sabia e conseguia me lembrar do um ano de curso que tive. No fim, o resultado até que parece bonito, mas amanhã ainda vou pedir pro meu colega de laboratório dar uma olhadinha pra mim.
Como não tenho confiança ainda no meu coreano falado, acabei escrevendo mais do que o necessário para uma apresentação básica, mas antes sobrar do que faltar. Tenho a impressão de que se eu não ler, eu não vou conseguir falar nada do texto...
De quebra, vai o arquivo pdf do dito-cujo pra ter a estética apreciada por quem quiser. Deu um trabalho desgramado pra fazer isso, mas agora que eu olho pra ele, sinto um "trabalho cumprido" ou seria "trabalho comprido"???
Além disso, ainda tenho uma prova na quarta, e, graças ao laboratório e a esta apresentação, ainda não tive a oportunidade de estudar. Vamos ver se eu sobrevivo!
Abraços a todos, e deixem algum comentário, tá?
Por exemplo: amanhã tenho minha primeira apresentação (na USP era chamado de seminário). Vou ficar lá na frente da classe, falando sobre um texto chato que caiu pra mim. Para isso, fiquei desde mais ou menos o meio dia de sábado até agora (4:20 da manhã de segunda), dormindo 6 horas de sábado pra domingo, pra traduzir e preparar a apresentação de daqui a pouco.
Foi difícil, mas de qualquer forma, foi também prazeroso. Fazia tempo que eu não usava coreano de forma "drástica". E foi justamente o que eu fiz nos últimos dias. Tentei usar de tudo o que eu sabia e conseguia me lembrar do um ano de curso que tive. No fim, o resultado até que parece bonito, mas amanhã ainda vou pedir pro meu colega de laboratório dar uma olhadinha pra mim.
Como não tenho confiança ainda no meu coreano falado, acabei escrevendo mais do que o necessário para uma apresentação básica, mas antes sobrar do que faltar. Tenho a impressão de que se eu não ler, eu não vou conseguir falar nada do texto...
De quebra, vai o arquivo pdf do dito-cujo pra ter a estética apreciada por quem quiser. Deu um trabalho desgramado pra fazer isso, mas agora que eu olho pra ele, sinto um "trabalho cumprido" ou seria "trabalho comprido"???
Além disso, ainda tenho uma prova na quarta, e, graças ao laboratório e a esta apresentação, ainda não tive a oportunidade de estudar. Vamos ver se eu sobrevivo!
Abraços a todos, e deixem algum comentário, tá?
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
電算言語學 ou 전산언어학 ou Lingüística Computacional
Já foram 3 semanas de aula na SNU... ufa!
Tem um monte de coisa pra ler e pra fazer...
O mais divertido até agora é o curso de Lingüística Computacional.
Estamos começando a entrar de cabeça nas teorias malucas...
Ai, que saudade da matemática! Fazia tempo que eu não via essas coisas!
Por exemplo:
Para a próxima aula, temos que fazer um programa que mede a distância de Levens(h)tein entre duas strings. É definido por uma matriz formada por cada um dos caracteres de cada string comparados um a um. No final, é isso:
distância[i,j] = mínimo_valor { distância[i-1,j]+constante_de_inserção(alvoi-1), distância[i-1,j-1]+constante_de_substituição(alvoj-1, alvoi-1), distância[i-1,j]+constante_de_apagamento(alvoj-1) }
Divertido, né?
Nem parece lingüística... Mas é! ;)
No final, o programinha em Perl deu o seguinte:
Só para ilustrar, a distância entre "Juliano" e "Fabiano" (muita gente troca meu nome aí no Brasil...) é de "6", já a distância entre "Juliano" e "Serafina" é de "11", ou seja, é bem mais difícil alguém me chamar de Serafina do que de Juliano! ;) hehe
Batata e batatal, dá "1"; café e cafezal, "3"; milho e milharal, "5"... e por aí vai...
Esta é uma técnica usada na correção automática de editores de texto, vulgarmente conhecida como a "linha vermelha debaixo da palavra no M$Word". É claro que só esses numerinhos não servem de nada, mas, como de grão em grão a galinha enche o papo, isso mais um monte de outras coisas faz a correção ortográfica funcionar (mais ou menos). Pra quem pensa que é fácil, vai plantar batata (de preferência no batatal, que dá distância 1; se plantar batata no milharal, a distância de Levenshtein é de 10!)
Claro que eu tive uma ajudinha daqui e dali na internet... hehe Ninguém é de ferro. Mas o que eu tinha que fazer, eu fiz.
O meu grande problema com este programa é que eu não sabia mexer com matrizes em Perl... Mas no fim dá tudo certo.
Agora são 2 e meia da madrugada e eu tô com sono... Nem sei se o que eu tô escrevendo faz sentido ou não, mas eu só quero dizer a todos que eu estou muito feliz aqui na Coréia, estudando o que eu gosto, comendo bastante pimenta e me divertindo!
Torço para que cada um de vocês, meus amigos, não tenham medo de seguir seus sonhos e tentar ser feliz. Não se esqueçam de que a vida é curta e tem um monte de coisas que temos que fazer. Por que então não tentar ser feliz também?
Um grande abraço com muita saudade!
Tem um monte de coisa pra ler e pra fazer...
O mais divertido até agora é o curso de Lingüística Computacional.
Estamos começando a entrar de cabeça nas teorias malucas...
Ai, que saudade da matemática! Fazia tempo que eu não via essas coisas!
Por exemplo:
Para a próxima aula, temos que fazer um programa que mede a distância de Levens(h)tein entre duas strings. É definido por uma matriz formada por cada um dos caracteres de cada string comparados um a um. No final, é isso:
distância[i,j] = mínimo_valor { distância[i-1,j]+constante_de_inserção(alvoi-1), distância[i-1,j-1]+constante_de_substituição(alvoj-1, alvoi-1), distância[i-1,j]+constante_de_apagamento(alvoj-1) }
Divertido, né?
Nem parece lingüística... Mas é! ;)
No final, o programinha em Perl deu o seguinte:
use strict; |
Só para ilustrar, a distância entre "Juliano" e "Fabiano" (muita gente troca meu nome aí no Brasil...) é de "6", já a distância entre "Juliano" e "Serafina" é de "11", ou seja, é bem mais difícil alguém me chamar de Serafina do que de Juliano! ;) hehe
Batata e batatal, dá "1"; café e cafezal, "3"; milho e milharal, "5"... e por aí vai...
Esta é uma técnica usada na correção automática de editores de texto, vulgarmente conhecida como a "linha vermelha debaixo da palavra no M$Word". É claro que só esses numerinhos não servem de nada, mas, como de grão em grão a galinha enche o papo, isso mais um monte de outras coisas faz a correção ortográfica funcionar (mais ou menos). Pra quem pensa que é fácil, vai plantar batata (de preferência no batatal, que dá distância 1; se plantar batata no milharal, a distância de Levenshtein é de 10!)
Claro que eu tive uma ajudinha daqui e dali na internet... hehe Ninguém é de ferro. Mas o que eu tinha que fazer, eu fiz.
O meu grande problema com este programa é que eu não sabia mexer com matrizes em Perl... Mas no fim dá tudo certo.
Agora são 2 e meia da madrugada e eu tô com sono... Nem sei se o que eu tô escrevendo faz sentido ou não, mas eu só quero dizer a todos que eu estou muito feliz aqui na Coréia, estudando o que eu gosto, comendo bastante pimenta e me divertindo!
Torço para que cada um de vocês, meus amigos, não tenham medo de seguir seus sonhos e tentar ser feliz. Não se esqueçam de que a vida é curta e tem um monte de coisas que temos que fazer. Por que então não tentar ser feliz também?
Um grande abraço com muita saudade!
quinta-feira, 14 de junho de 2007
Sufoco...
Os últimos dois meses não foram fáceis, mas acabei sobrevivendo e com saldo positivo. Muita coisa aconteceu desde meu último post e vou tentar escrever um pouco de cada coisa por aqui.
Bem, da última vez eu tinha acabado de começar meu novo curso de coreano (avançado 1), tinha acabado de entrar em contato com os professores da Seoul National University, tinha acabado de pegar aquela aula como ouvinte, e estava também cheio de dúvidas a respeito de meu futuro por aqui. Essa minha preocupação era principalmente a respeito de não ser aceito em nenhuma universidade e ter que voltar para o Brasil com o rabinho entre as pernas. O Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação Internacional (NIIED em inglês) diz que devemos nos inscrever em pelo menos duas instituições de ensino, no caso de não sermos aceitos por uma delas; eles até dizem que devemos mesmo é fazer a inscrição em três para garantir a nossa bolsa. Caso não sejamos aceitos em nenhuma delas, eles não podem fazer nada e temos que voltar a nossos países de origem. Pois é. Na verdade, eu queria mesmo entrar na Universidade de Seul (a "USP" daqui), mas eu estava ainda com um pé atrás, pois muita gente havia tido seus pedidos negados em pelo menos uma instituição. Foi aí que resolvi jogar na sorte. Fiz a inscrição só na SNU (Seoul National University) e deixei nas mãos de Deus. Outra razão era que não queria ficar pagando cem dólares para cada inscrição, além de ter que pagar para fazer TOEFL para as outras universidades, já que eu não tenho o bendito. No caso da SNU, eles me disseram que aceitariam outros tipos de certificados e, como eu já tinha o Cambridge e o Michigan, eu resolvi atirar no escuro e pagar pra ver.
Bem, acontece que, no final das contas, deu tudo certo. Acabei passando!
Ontem, sexta-feira, dia 22 de junho de 2007, encontrei meu nome no site da Seoul National University! Foi um grande alívio. Quase um ano depois de chegar aqui na Coréia e depois de tanto sufoco para aprender coreano e indecisões quanto ao futuro, ontem tive a resposta definitiva de que mais um grande passo na minha vida foi tomado. Depois de 5 níveis de coreano, do Básico 2, passando por Intermediário 1, Intermediário 2, Avançado 1, chegando ao Avançado 2, agora vou ter a prova cabal do ou vai ou racha! No dia 3 de setembro, isto é, daqui a exatamente 72 dias e um ano depois de começar minhas aulas de coreano, minhas aulas do mestrado começarão.
Espero que todos por aí no Brasil e no resto do mundo torçam por mim e mandei boas energias para que eu possa passar por mais esta fase da minha vida.
Um grande abraço a todos.
Bem, da última vez eu tinha acabado de começar meu novo curso de coreano (avançado 1), tinha acabado de entrar em contato com os professores da Seoul National University, tinha acabado de pegar aquela aula como ouvinte, e estava também cheio de dúvidas a respeito de meu futuro por aqui. Essa minha preocupação era principalmente a respeito de não ser aceito em nenhuma universidade e ter que voltar para o Brasil com o rabinho entre as pernas. O Instituto Nacional para o Desenvolvimento da Educação Internacional (NIIED em inglês) diz que devemos nos inscrever em pelo menos duas instituições de ensino, no caso de não sermos aceitos por uma delas; eles até dizem que devemos mesmo é fazer a inscrição em três para garantir a nossa bolsa. Caso não sejamos aceitos em nenhuma delas, eles não podem fazer nada e temos que voltar a nossos países de origem. Pois é. Na verdade, eu queria mesmo entrar na Universidade de Seul (a "USP" daqui), mas eu estava ainda com um pé atrás, pois muita gente havia tido seus pedidos negados em pelo menos uma instituição. Foi aí que resolvi jogar na sorte. Fiz a inscrição só na SNU (Seoul National University) e deixei nas mãos de Deus. Outra razão era que não queria ficar pagando cem dólares para cada inscrição, além de ter que pagar para fazer TOEFL para as outras universidades, já que eu não tenho o bendito. No caso da SNU, eles me disseram que aceitariam outros tipos de certificados e, como eu já tinha o Cambridge e o Michigan, eu resolvi atirar no escuro e pagar pra ver.
Bem, acontece que, no final das contas, deu tudo certo. Acabei passando!
Ontem, sexta-feira, dia 22 de junho de 2007, encontrei meu nome no site da Seoul National University! Foi um grande alívio. Quase um ano depois de chegar aqui na Coréia e depois de tanto sufoco para aprender coreano e indecisões quanto ao futuro, ontem tive a resposta definitiva de que mais um grande passo na minha vida foi tomado. Depois de 5 níveis de coreano, do Básico 2, passando por Intermediário 1, Intermediário 2, Avançado 1, chegando ao Avançado 2, agora vou ter a prova cabal do ou vai ou racha! No dia 3 de setembro, isto é, daqui a exatamente 72 dias e um ano depois de começar minhas aulas de coreano, minhas aulas do mestrado começarão.
Espero que todos por aí no Brasil e no resto do mundo torçam por mim e mandei boas energias para que eu possa passar por mais esta fase da minha vida.
Um grande abraço a todos.
terça-feira, 10 de abril de 2007
Gente, não tenho mais tempo...
Tempo é difícil de gerir... E agora as coisas estão ficando cada vez mais apertadas. Mas, no fim, isso é bom. A semana passada foi a primeira semana do meu curso de coreano no nível avançado!!! Olha só! Quem diria! Acabei passando apesar de ter feito a prova com gripe e sem a mínima vontade, recebendo umas notinhas bem fraquinhas, mas deu certo! :) hehe
Na semana passada fui conversar com o professor que está me orientando informalmente e ele disse que quer me ver uma ou duas vezes por semana para treinarmos conversação e pra me dar uns toques a respeito do curso, de professores, etc. Fiquei muito feliz! Ele está me ajudando bastante mesmo. Além disso, acabei pegando uma matéria como aluno ouvinte: Línguas Altaicas. Amanhã será minha primeira aula e já tive lição de casa adiantada. O professor me deu um texto de um livro coreano do século XVIII escrito com caracteres mongóis e traduzido (em coreano antigo, óbvio) para que eu transliterasse em alfabeto romano. Comecei a fazer e achei que estava estranho... Acabei perguntando para uma colega de classe da Mongólia e ela disse que conseguia ler, mas que não tinha o mínimo sentido. Foi aí que minhas suposições se mostraram verdadeiras: o texto era em manchu. Comecei a transliterar, mas fiquei com curiosidade de saber do que se tratava o texto e acabei fazendo uma pesquisinha a respeito. O resultado é que o texto era um "Guia de conversção" para os coreanos que iam à China. Começou como coreano-chiinês, mas depois, com o domínio manchu e a instituição da dinastia Qing, o texto foi traduzido para o manchu e o mongol. O que acabou caindo na minha mão era a versão manchu. Fiquei animado com a pesquisinha e acabei escrevendo um trabalho pequeno ao invés de só entregar a transliteração como o professor havia pedido. Fiquei tão orgulhoso do resultado (apesar de não ser nada de especial) que resolvi colocar aqui pra vocês verem! Cliquem aqui.
Agora eu tenho que dormir. Já passa da uma da manhã e amanhã tenho que acordar cedo...
Um abração a todos!
Na semana passada fui conversar com o professor que está me orientando informalmente e ele disse que quer me ver uma ou duas vezes por semana para treinarmos conversação e pra me dar uns toques a respeito do curso, de professores, etc. Fiquei muito feliz! Ele está me ajudando bastante mesmo. Além disso, acabei pegando uma matéria como aluno ouvinte: Línguas Altaicas. Amanhã será minha primeira aula e já tive lição de casa adiantada. O professor me deu um texto de um livro coreano do século XVIII escrito com caracteres mongóis e traduzido (em coreano antigo, óbvio) para que eu transliterasse em alfabeto romano. Comecei a fazer e achei que estava estranho... Acabei perguntando para uma colega de classe da Mongólia e ela disse que conseguia ler, mas que não tinha o mínimo sentido. Foi aí que minhas suposições se mostraram verdadeiras: o texto era em manchu. Comecei a transliterar, mas fiquei com curiosidade de saber do que se tratava o texto e acabei fazendo uma pesquisinha a respeito. O resultado é que o texto era um "Guia de conversção" para os coreanos que iam à China. Começou como coreano-chiinês, mas depois, com o domínio manchu e a instituição da dinastia Qing, o texto foi traduzido para o manchu e o mongol. O que acabou caindo na minha mão era a versão manchu. Fiquei animado com a pesquisinha e acabei escrevendo um trabalho pequeno ao invés de só entregar a transliteração como o professor havia pedido. Fiquei tão orgulhoso do resultado (apesar de não ser nada de especial) que resolvi colocar aqui pra vocês verem! Cliquem aqui.
Agora eu tenho que dormir. Já passa da uma da manhã e amanhã tenho que acordar cedo...
Um abração a todos!
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