Itens compartilhados de Juliano

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vida louca!

Olá a todos os que ainda leem este blogue!

Ultimamente as coisas andam difíceis... Muito para fazer, pouco efetivamente feito...

Em primeiro lugar, a tese. A tese não anda nem pra frente, nem pra trás. Tá lá. Tenho tentado escrever e pesquisar um pouco, mas não sai. Deu bloqueio. Dizem que é fase, mas tá demorandinho pra passar... Sei lá. Vam vê.

Em segundo lugar, casa. Fiquei sem-teto. Meu dormitório é um dormitório especial só para estrangeiros e só se pode ficar por aqui 24 meses, os quais venceram ontem e me deram de lambuja uns 10 diazinhos a mais. Ontem fiquei o dia inteiro procurando casa e finalmente achei um apartamentinho de um quarto e uma semi-cozinha na cobertura de um prédio. Pelo menos vou ter quintal-laje. Dá até pra fazer um churrasquinho de vez em quando! :) Fica num bairro do lado do portão principal da universidade, a uns 15 minutos de ônibus. Como é um bairro de estudantes, tem milhões de restaurantes, cafés, barzinhos e etcéteras a preços bem razoáveis. Até o apê foi um precinho camarada, claro que comparado aos outros preços coreanos.

Domingão que vem, lá vou eu de mudança para o outro quarto (que nem de kitchenette/quitenete dá pra chamar). E o quarto é estilo coreano: com ar-condicionado, cabo de internete prontinho para uso, escrivaninha, cadeira de rodinhas, guardarroupa e só. Não tem cama. Esse é o estilo coreano: sem cama. Dá-lhe um edredom no chão e tá lá a cama. De manhã, enrola e aparece o quarto. Ainda não sei se compro um colchonete-sofá... acho que dá pra ficar no chão mesmo. E é melhor que assim não vai juntar pó debaixo da cama porque não vai ter cama mesmo! :)

E nesse pé estamos.

Assim que me mudar, eu convido os presentes em território coreano para um 집들이/jipdeuri/chá-de-panela-de-mudança como reza a tradição de mudanças coreanas. :)

Um abraço!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Saiu nosso trabalho finalmente!

Depois de muitos meses, com muitas reuniões, nosso trabalho sobre o "Sistema de Reconhecimento de Eventos em Língua Coreana" foi aceito em uma conferência!
Mesmo assim, ainda temos muito trabalho pela frente...

Segue aí a primeira página do nosso filhinho:

domingo, 13 de setembro de 2009

Python × Ruby

Esses dias eu não tenho escrito por causa dos estudos. (Novidade!!!) :) Um novo semestre se iniciou, novas pessoas chegaram, novas responsabilidades apareceram, e até uma nova sala a gente ganhou.

Durante todo o mês passado, o nosso prédio passou por uma reforma na qual só não quebraram as paredes. O resto todo foi posto abaixo e feito de novo. Incluindo todas as janelas. Agora, no prédio novo, resolveram reformar também o lay-out das salas de estudo da pós e, nós, que tínhamos nosso laboratório de linguística computacional exclusivo, perdemo-lo para dar espaço aos sem sala que havia às pencas. Agora, nós, da linguística computacional estamos junto com o pessoal da fonologia, o pessoal de linguística histórica está com os da sintaxe e semântica, e os da fonética estão com alguém mais que ainda não sei. Nosso laboratório, que antes tinha 4 ou 5 pessoas, virou uma sala com 15! Mudou bastante. Teremos de nos adaptar...








Além disso, resolvi aproveitar e partir para o estudo de Ruby, uma outra lingua de programação que é de uma forma geral parecida com o Python, mas é mais divertida. Eu já tinha interesse de aprender um pouco, mas até a versão 1.8 a língua não apresentava um suporte robusto a unicode, e isso para mim é essencial. Agora, na versão 1.9, esse suporte apareceu e parece que ficou muito bom! Além disso, eu estava com a impressão de que Ruby estava rodando mais rápido que Python, até que agora há pouco eu li um artigo falando sobre isso. Um cara resolveu fazer um teste e gerar 35 números da sequência de Fibonacci e cronometrar o tempo de execução do programa. E não é que o Ruby ganhou de lavada? Python com 35.438s e Ruby com 13.691s! 2 vezes e meia de diferença!

Taí abaixo o resultado do embate:

$ time python fib.py
n=0 => 0
n=1 => 1
n=2 => 1
n=3 => 2
n=4 => 3
n=5 => 5
n=6 => 8
n=7 => 13
n=8 => 21
n=9 => 34
n=10 => 55
n=11 => 89
n=12 => 144
n=13 => 233
n=14 => 377
n=15 => 610
n=16 => 987
n=17 => 1597
n=18 => 2584
n=19 => 4181
n=20 => 6765
n=21 => 10946
n=22 => 17711
n=23 => 28657
n=24 => 46368
n=25 => 75025
n=26 => 121393
n=27 => 196418
n=28 => 317811
n=29 => 514229
n=30 => 832040
n=31 => 1346269
n=32 => 2178309
n=33 => 3524578
n=34 => 5702887
n=35 => 9227465

real 0m35.438s <=
user 0m34.650s
sys 0m0.044s

$ time ruby fib.rb
n=0 => 0
n=1 => 1
n=2 => 1
n=3 => 2
n=4 => 3
n=5 => 5
n=6 => 8
n=7 => 13
n=8 => 21
n=9 => 34
n=10 => 55
n=11 => 89
n=12 => 144
n=13 => 233
n=14 => 377
n=15 => 610
n=16 => 987
n=17 => 1597
n=18 => 2584
n=19 => 4181
n=20 => 6765
n=21 => 10946
n=22 => 17711
n=23 => 28657
n=24 => 46368
n=25 => 75025
n=26 => 121393
n=27 => 196418
n=28 => 317811
n=29 => 514229
n=30 => 832040
n=31 => 1346269
n=32 => 2178309
n=33 => 3524578
n=34 => 5702887
n=35 => 9227465

real 0m13.691s <=
user 0m13.305s
sys 0m0.028s

Os programas podem ser encontrados no blog Zen and the Art of Programming.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Para quem ainda não entendeu minha pesquisa, aí vai uma explicação:

Pois é. Eu faço isso aqui embaixo, mas em coreano...

Análise de sentimentos é novo campo na web

Alex Wright
Computadores podem ser competentes no cálculo de números, mas será que conseguem calcular sentimentos?

» Vitória de Obama foi dia mais feliz para internautas

A ascensão dos blogs e redes sociais criou uma alta no mercado de opiniões pessoais: resenhas, classificações, recomendações e outras formas de expressão online. Para os cientistas da computação, essa montanha crescente de dados oferece um vislumbre fascinante da consciência coletiva dos usuários de internet.

Um campo emergente conhecido como análise de sentimentos está se desenvolvendo em torno de uma das fronteiras inexploradas do mundo da computação: traduzir as incertezas da emoção humana em forma de dados sólidos.

Isso é mais que apenas um exercício interessante de programação. Para muitas empresas, as opiniões online se transformaram em uma espécie de moeda virtual que pode determinar o sucesso ou fracasso de um produto no mercado.

Mas muitas empresas enfrentam dificuldades para compreender o burburinho de queixas e elogios que existem na internet com relação aos seus produtos. À medida que as ferramentas de análise de sentimentos começam a tomar forma, elas podem não só ajudar as empresas a melhorar sua lucratividade mas também resultar em uma transformação na maneira pela qual usuários buscam informações online.

Diversas novas empresas surgiram no ramo de análise de sentimentos e estão tentando aproveitar o crescente interesse empresarial por aquilo que se diz online.

"A mídia social costumava ser um projeto fofinho para consultores de 25 anos de idade", diz Margaret Francis, vice-presidente de produtos na Scout Labs, de San Francisco. Agora, ela diz, executivos importantes "a estão reconhecendo como um veio incrivelmente rico de informações de mercado".

A Scout Labs, que conta com capital do fundo de capital para empreendimentos criado por Halsey Minor, fundador da CNet, introduziu um serviço por assinatura que permite que seus clientes acompanhem blogs, artigos noticiosos e sites de redes sociais, para determinar tendências de opinião sobre produtos, serviços ou temas noticiosos.

No começo de maio, o StubHub, um serviço online de venda de ingressos, usou a ferramenta de monitoração da Scout Labs a fim de identificar um sentimento negativo súbito que surgiu na Web depois que a chuva forçou o adiamento de uma partida de beisebol entre o New York Yankees e o Boston Red Sox.

Funcionários do estádio informaram erroneamente a centenas de torcedores que o jogo havia sido cancelado, e a StubHub negou os pedidos de restituição de dinheiro dos espectadores, alegando que o jogo havia sido realizado. Mas, depois de perceber o começo de uma tendência negativa na Internet, a empresa ofereceu descontos e créditos aos torcedores afetados pelos problemas, e está reavaliando suas normas quanto a eventos cancelados devido ao mau tempo.

"Para nós, o serviço serviu como primeiro alerta", disse John Whelan, diretor de atendimento ao consumidor da StubHub.

A Jodange, de Yonkers, Nova York, oferece um serviço dirigido a editoras online, que permite a elas incorporar correntes de opinião extraídas de mais de 450 mil fontes, entre as quais empresas noticiosas convencionais, blogs e o Twitter.

Com base em pesquisa de Claire Cardie, ex-professora de Ciência da Computação, e Jan Wiebe, da Universidade de Pittsburgh, o serviço utiliza um sofisticado algoritmo que não só avalia os sentimentos sobre assuntos específicos como também identifica os formadores de opinião mais influentes.

A Jodange, que inclui entre seus investidores iniciais a Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos, está desenvolvendo um novo algoritmo que poderia usar dados de opinião a fim de prever futuros desdobramentos, como o efeito de editorais de jornal sobre os preços das ações de uma empresa.

Com intenções semelhantes, o jornal Financial Times introduziu em março o "Newssift", programa experimental que rastreia os sentimentos quanto a assuntos empresariais que surjam nas notícias, acoplado a um serviço especializado de buscas que organiza as buscas por tópico, instituição, local, pessoa e tema.

Usando o Newssift, uma busca pelo termo "Wal-Mart" revela que nas últimas semanas o sentimento sobre a empresa vem sendo favorável à razão de dois para um ou pouco melhor. Caso a busca seja refinada com o acréscimo do termo "força de trabalho e sindicatos", no entanto, a relação entre opiniões positivas e negativas cai para perto de um para um.

Ferramentas como essas podem ajudar empresas a identificar o efeito de questões específicas sobre o comportamento dos consumidores, ajudando-as a responder com medidas de marketing e estratégias de relações públicas apropriadas.

Embora os algoritmos avançados da Scout Labs, Jodange e Newssift utilizem métodos avançados, nenhum dos serviços funciona com perfeição. Francis afirma que "nosso algoritmo tem precisão da ordem de 70% a 80%", acrescentando que os usuários podem reclassificar resultados manualmente, o que permite que o sistema aprenda com seus erros.

Mas traduzir a escorregadia linguagem humana para valores binários será sempre uma ciência inexata. "Sentimentos são muito diferentes dos fatos convencionais", disse Seth Grimes, fundador da consultoria Alta Plana. Ele aponta para diversos fatores culturais e nuanças linguísticas que tornam difícil transformar textos escritos em uma simples classificação de "pró" e "contra". Por exemplo, "um pecado" é termo elogioso se o objeto do texto é um bolo de chocolate, ele diz.

Os algoritmos mais simples trabalham analisando palavras-chave que podem caracterizar uma declaração como positiva ou negativa - "amor" é positivo, "ódio" é negativo. Mas essa abordagem não conseguem capturar as sutilezas que iluminam a linguagem humana: ironia, sarcasmo, gírias e outras formas de expressão. A análise confiável de sentimentos requer a capacidade de distinguir entre múltiplos tons de cinza.

"Lidamos com sentimentos que podem ser expressos de forma sutil", diz Bo Pang, pesquisador do Yahoo e especialista em análise de sentimentos. Ele desenvolveu um software que inclui diversos filtros de polaridade, intensidade e subjetividade.

Por exemplo, presença forte de adjetivos muitas vezes sinaliza alta subjetividade, enquanto mais substantivos e verbos tendem a indicar uma maior neutralidade.

Pang quer criar um serviço de busca que ordene resultados com base em sentimentos - isso poderia afetar a ordem de retornos em buscas como "melhor hotel de San Antonio".

Com a incorporação de mais dados de opinião aos resultados de busca, a distinção entre fato e opinião pode começar a se perder, até o momento em que, como afirmou David Byrne em uma canção, "os fatos todos venham equipados com pontos de vista".

Tradução: Paulo Migliacci ME

Fonte: terra

terça-feira, 30 de junho de 2009

Pequenas coisas

Acabei de ler por aí na dona Nete que empresas fabricantes de celulares europeias estão tentando entrar em acordo para um único tipo de recarregador.

Isso já é velho pelas bandas de cá. Aqui na Coreia não precisamos ficar carregando recarregadores para lá e para cá, já que em qualquer lugar tem um que com 100% de certeza vai funcionar no seu aparelho. No restaurante, na casa de amigos, nas lojinhas que vendem celulares, nas lojas de conveniência... qualquer lugar é lugar para dar uma recarregadinha básica no aparelho.

Eu não me lembrava mais que esse problema existe em outros lugares. A gente se acostuma tanto com essas coisinhas pequenas e práticas...

Fora isso, por aqui vai tudo bem. As notícias do vizinho do norte sumiram e ninguém mais fala em guerra ou bomba.

Eu estou entrando na reta final, começando minha tese e escrevendo programinhas para a ontologia (parte central da minha pesquisa). De agora em diante, noites de sono, fins de semana, férias se tornarão cada vez mais raras... Já estou cansado só de escrever isto aqui.

Um abraço pra quem fica.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Tirando a poeira desta joça

Oi, meninos e meninas!

Tudo bem com vocês? Espero que sim.
Por aqui vai tudo bem, apesar de muita coisa pra fazer. Estudo, trabalho, pesquisa, tese...
E quando sobra um tempinho, eu só quero saber de descansar um pouco e aí o blog vai ficando jogado às traças.
Não que eu queira, mas é que também não me vem nada de interessante à cabeça para postar por aqui.
Minha cabeça nem tá funcionando direito ultimamente, de tanta coisa que eu tenho que enfiar aqui dentro, entra uma coisa nova, saem duas coisas velhas... tá por aí.
Agora estou estudando mais uma língua de programação para poder fazer o que o professor está pedindo já que o programa que eu fiz em java ficou um pouco pesado e ele não gostou porque demora muito pra carregar.
O problema é que já faz tempo que não tenho férias, ou mesmo um tempinho, alguns dias sem pensar em nada... a cabeça vai cansando e o corpo vai atrás.
Não queria ficar escrevendo sobre essas coisas aqui no blogue, mas como não vem nada mais interessante, acabei finalmente escrevendo este postzinho vagabundo. Meio que um pedido de desculpas a meus amigos e leitores que ficam à espera de notícias da Coréia.

Um grande abraço a todos e desejem-me sorte na quase reta final do meu curso.

Até a próxima.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Vocês pensam que é fácil?

Pois é... Aquele dia eu disse que ia estar com mais tempo etcétera e tal, mas, como alegria de pobre dura pouco, minha felicidade se esvaiu tristemente pelo ralo das ocupações que pululam pela Terra da Manhã Tranquila.
Deu um esfaniquito no meu orientador que decidiu me orientar a caminho da minha graduação. Chegou uma mensagem pra mim para que o encontrasse para conversarmos. Neste país, normalmente, o assunto em questão nunca é tratado de antemão, só ficamos sabendo na hora do tête-à-tête. Pois bem, quando cheguei à sua sala, ele me pediu pra puxar a cadeira (e quando isso acontece é por que "senta que lá vem a história") e pus-me então a imaginar de que se trataria tudo aquilo. De repente, não mais que de repente, quase que subrepticiamente, olha pra mim e diz: "precisamos conversar". Mil coisas passaram por minha cabeça em um átimo, mas depois de alguns segundos, ele começou a sabatina: "Quando você vai terminar? Este não é seu último semestre? Ah, você vai pedir extensão? Faltam dois semestres então? E a tese? Já pensou em algo? Não vai fazer aquilo? Então que tal isso? (Conversa em que são feitas as perguntas e respondidas pelo questionador.) Então precisamos nos reunir para discutir seu trabalho. E parari parará..." No fim das contas, meu orientador resolveu me orientar. Isso foi uma coisa boa que me aconteceu na semana passada.
E eu sinto mesmo que preciso de um orientador mais próximo, já que nunca em minha vida havia estudado linguística computacional e os conceitos ainda estão um pouco confusos em minha cabeça. Devo dizer que aprendi bastante até aqui, mas ainda assim não sei muito bem como continuar sem uma orientação mais direcionada. E outra que eu funciono bem melhor sob pressão e direcionamentos externos, já que eu sempre me perco em milhares de pensamentos e acabo perdendo o rumo do que fazer quando estou por conta. (Um grande defeito de minha pessoa...)
Vamos ver no que vai dar agora.

Outra passagem interessante que ocorreu na semana passada foi a vinda de alguns estudantes da minha bolsa a Seul para visitarem universidades. Estes são dos que chegaram em julho/agosto e ainda estão no curso de língua. Só que agora eles têm que escolher a(s) universidade(s) à qual querem se candidatar (e por aqui o pessoal só fala "aplicar", calque do inglês "apply to a university"... para mim soa bem estranho. Aplicar para mim é cola no papel, demão de tinta na parede, ou, ainda, aplicar-se nos estudos... Como não tenho um bom dicionário de português aqui para checar os vários significados da palavra não posso dizer se em português é também possível dizer "aplicar na universidade X", mas que me soa bem estranho, isso soa.). Bem, por isso, fui com a Cláudia (Paraguaia), a Emek (Turca) e a Olga (Cazaque) à Universidade de Seul, Hanyang, Kyung Hee, Korea na segunda e na terça. Para mim foi legal passear um pouco e ver o mundo fora da Universidade de Seul. Também foi praticamente a primeira vez que voltei a Kyung Hee depois que terminei meu curso de coreano lá. Praticamente porque tivemos a festa de final de ano lá agora no ano passado, mas fomos de ônibus da Univ. de Seul direto para a porta do prédio onde aconeceria a festa e não vimos mais nada. Desta vez, fomos de metrô, pegamos o "onibinho" que vai até a faculdade, caminhamos pelo câmpus, visitei um dos prédios onde tive aulas... Foi mais divertido.

Outra coisa que estou fazendo também é dar aulas de português ao futuro Adido Militar da Embaixada da Coréia do Sul em Brasília. Isto também é bem interessante. E, como ele já tem uma boooa base de português, já que ele fez seu mestrado em terras tupiniquins, nossas aulas são discussões a respeito de história e cultura de ambos os países. Finalmente um coreano que fala português melhor que inglês! =) É um aluno muito bom mesmo.

E, acabaram-se as férias! (Como se eu tivesse tido alguma!) As aulas se reiniciam esta semana. E eu, pra variar, me esqueci de fazer matrícula... Igual ao semestre passado. Agora vou ter que me inscrever durante o período de regularização de matrícula, quando podemos trocar e cancelar matérias e nos inscrever em matérias novas. Estava pensando em fazer uma matéria que é mais ou menos relacionada a linguística computacional, e já estava quase decidido quando, não mais que de repente, chega a meu laboratório um amigo japonês para bater papo... nisso, disse a ele que estava pensando em fazer essa matéria e ele respondeu-me que ele já a havia feito, mas que para ele tinha sido um pouco difícil já que ele não é do ramo de linguística computacional e etc. Conversa vai, conversa vem, ele começou a contar a respeito do professor que é bom, sabe do que está falando, mas que perde o fio da meada com frequência e, para poder dar tudo o que planejou para aquela aula, ele vai esticando a aula, normalmente meia hora a mais, isto é, as aulas que normalmente têm 3 horas, acabam ficando com 3 e meia. No entanto, há vezes em que ele estica, estica, vai falando e as aulas acabam por ter 5 horas de duração! Não obstante ter de aguentar uma aula que vai das 10 da manhã às 3 da tarde, há vezes que para chegar o conteúdo no ponto do planejado do programa, ele se vê obrigado a dar aulas de reposição as quais são feitas normalmente aos sábados e, pasmem, domingos! Agora eu te pergunto, ó querido leitor, eu vou fazer um trem desses??? Vai ser mais uma dor de cabeça gratuita para mim. Ainda mais que agora tenho de pensar na tese e tudo o mais. Resolvi que vou fazer uma aula chamada "Cursos especiais sobre línguas", a qual, neste semestre, apresentará a língua mongol. Como para língua pura e simples, meu cérebro funciona bem melhor, vai ser bem mais sossegado pegar essa aula do que ficar me matando com professores prolixos e sem rumo. Já me bastam os que já tive, não quero mais sarna para me coçar.

Bem, fica aí meu relato a respeito dos últimos acontecimentos por aqui. Tem até mais coisas, mas ainda tenho que me preparar para a aula de português.

Um abraço pro 6.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A frequencia de postagem não está das melhores...

E minha disponibilidade de tempo, tampouco...

Mas, vamos para mais uma postagem.

Primeiro, gostaria de agradecer às pessoas que leem meu blog e que comentam. Isso com certeza dá mais força para que continuemos postando, mesmo que ainda sem muita frequência.

Agora, vamos às novidades.

Acabamos de sair de mais uma reunião acerca do nosso atual projeto, que é a automatização da marcação de expressões temporais em textos. Acho que já tinha mencionado isso por aqui. Na verdade é um tipo de linguagem de marcação, tipo HTML, mas só para expressões temporais e suas correlações com eventos. Pode ser usada, principalmente, para a construção de buscadores automáticos de informação, tipo um Google da vida, onde o usuário pode digitar algo como: "Quando foi a posse do último presidente dos Estados Unidos?". Assim mesmo, com linguagem de gente e não com linguagem de Google, tipo: "posse presidente Estados Unidos" e depois ter que ficar procurando por algo que seja útil entre os tantos resultados que aparecem.

Devo dizer que falando assim, parece bem mais fácil do que realmente é. O problema é ensinar o computador a achar coisas como "no último dia do verão do ano de 1992" e dizer que isso tudo é uma expressão e não só "dia", "verão", "ano", "1992", separado. Pode não parecer, mas isso dá um certo "trabalhinho".

Ademais, tenho tido aulas de Java aos sábados, das 10 da madrugada às 5 da tarde. Cansativo que só. Mas tenho aprendido coisas interessantes e isso também está me dando mais noções a respeito de programação, o que eu não tinha, pois nunca havia aprendido a programar formalmente, isto é, nunca tinha frequentado um curso de programação qual quer que fosse. Aprendi tudo sozinho e, depois que cheguei aqui, na marra, com o professor dizendo "Faz!" e eu me virando para fazer.

O ruim é que agora o Java está se misturando um pouco com o Python que usamos por aqui no laboratório. E isso é um pouco ruim, já que as duas línguas tem caracteríticas e personalidades bem diferentes uma da outra... Mas, vamos levando.

Fora isso, o nosso projeto deu uma estancada depois de ter acelerado logaritmicamente até o fim do ano passado. Já faz pouco mais de um mês que não há modificações palpáveis no coitadinho.

Bem, por enquanto é isso. Eu sei que não é tão interessante, mas é minha vida por aqui...

Um abraço.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

R

Gente, começamos um grupo de estudos na semana passada a respeito de estatística ligada aos estudos linguísticos. Ninguém menos que o Hyeonjo (aquele cara de quem comentei em post esses dias) está nos guiando pelos árduos caminhos da estatística. Mas até que não é tão árduo assim já que estamos usando um programa chamado R. É muito bom! Quem mexe com estatística tem que conhecer isso! Que SPSS que nada, R é o melhor!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Kimchi com Café de volta com a programação normal

Pois bem... Tem muita gente que está me cobrando (e já faz tempo) por que é que eu não estou mais escrevendo no blog. E alguns destes já até deram a resposta e acertaram: eu estou hiper-ocupado.

Desde que escrevi pela última vez, minha vida acadêmica se tornou um inferno na terra quanto a "tempo". Nosso professor inventou de fazer um grupo de estudos, juntamente com o professor de semântica, para criar um sistema baseado no TARSQI (Temporal Awareness and Reasoning Systems for Question Interpretation; em tradução mais do que livre: Sistemas de Reconhecimento e Raciocínio Temporal para Interpretação de Perguntas) dos EUA. Esse sistema TARSQI, pra encurtar a história, é um sistema de programas que lêem textos e conseguem encontrar, marcar e relacionar (quase) toda a informação temporal contida nos textos e ajudar a formar um sistema maior de perguntas e respostas automatizado. (Se não fizer muito sentido, não tem problema...)

Com isso, nós nos reunimos uma vez por semana para discutir nosso progresso e marcar metas para a próxima reunião da semana vindoura. A mim me coube a reconstrução e o retrofite (gambiarra) do programa que lida com a língua inglesa, para fazer com que ele funcione com a língua coreana. E não preciso dizer que não quer funcionar direito, né? Mas, mesmo assim, vamos tentando. Um dia sai.

Além disso, tenho minha aula de "Línguas Altaicas", matéria que não tem nada a ver com meu campo de estudo, já que sou de lingüística computacional, mas que me atrai por ser uma mistura de lingüística histórica, sócio-lingüística e fala de línguas de verdade. É bem interessante e é toda ministrada em coreano 100%. Isso é o que me atrapalha. Como é em coreano, eu tenho que dedicar mais tempo pelo problema da língua em si. Ainda mais quando tenho que escrever algum trabalho ou coisa parecida. Aí é a cobra fumando.

No mais, não tenho mais nenhuma novidade. Toda minha vida atualmente só gira em torno do TARSQI e das línguas altaicas. De domingo a domingo, quase 24 horas por dia. O restinho que sobra, é hora de dormir um pouco. Quando dá...

Um abraço, e desejem-me sorte...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Kimchi com Café em Boletim Extraordinário

Venho por meio desta participar a todos os que acompanharam a minha ladainha quanto ao meu exame de qualificação de mestrado (acabei de descobrir o nome disso agora... de tanto falar 논자시 [nonjashi] acabei esquecendo como falava isso em português) que hoje saiu o resultado do famigerado exame.

Mas, antes disso, devo dizer que estou meio sonolento pelo fato de que ontem não pude pregar meus olhos face às dificuldades de uma apresentação que tinha que fazer para a aula de Línguas Altaicas, a qual me tomou todo a noite passada. Tudo bem que até tive um certo tempinho pra poder cumpri com minhas obrigações discentes antes da reta final, mas não me sentia nem um pouco bem psicologica ou emocionalmente devido às agruras do estresse passado pelos estudos para dito exame de qualificação. Deixei, pois, para a última hora como é de meu feitio, e também de 80% dos brasileiros e coreanos que eu conheço.

Pois bem, hoje, fiz a apresentação sobre a Harmonia Vocálica no Coreano do século XV e das línguas Tungúsicas. Foram quatorze páginas de cocô, na falta de vocábulo mais formoso. No entanto, foi o que deu pra fazer em uma noite. O professor não reclamou muito (bom sinal) e saí feliz com o resultado inesperado. Logo depois da aula e do almoço, tentei em vão marcar minha presença no meu amado Laborátorio de Lingüística Computacional, mas estava pescando mais que não sei o quê. Resolvi, pois, voltar pra casa e, chegando, despenquei com tudo na minha amada caminha que me recebeu de braços abertor e sorriso no rosto e que me acolheu por duas satisfatórias horas. Agora, já desperto, resolvi dar uma olhada no meu celular, onde não mais que de repente havia uma singela mensagem de duas linhas enviada por meu colega de laboratório que dizia: "논자시 합격을 축하해", ou, "parabéns pelo exame de qualificação!". Isso significa só uma coisa:

PASSEI!!! PASSEI!!! PASSEI!!! =)

Agora "só" tenho que escrever minha tese de mestrado... nada mais...

domingo, 20 de julho de 2008

Bacalhau

Depois do BigMac de ontem, hoje tinha que comer uma comida mais saudável, e por que não uma boa bacalhoada? Essa história começou na semana passada quando fui a Gangnam (um bairro daqui) e resolvemos dar uma passadinha numa cervejaria tcheca chamada Castle Praha. O lugar é muito interessante, de fora parece pequenininho, mas dentro é beeem grande. Lá, bebemos um copo de cerveja e pedimos Fish and Chips para comer. Ao invés de ser Fish and Chips de verdade, como se esperaria de algo nomeado assim, a batata era, na verdade, batata doce empanada. Isso me decepcionou um pouquinho, mas não estava de todo ruim. O negócio foi quando experimentei o peixe. No começo não estava dando nada por ele, mas ao experimentar percebi que se tratava de, nada mais nada menos, bacalhau! Fiquei muito feliz, já que havia muito tempo que não provava dessa iguaria. Não posso dizer que minha estada aqui na Coréia tenha sido completamente desprovida da ingestão do mesmo, mas o problema é que aqui normalmente se come peixe no "formato" sopa. Eu não sou tão fã de sopa assim, então não acho que seja gostoso, mesmo quando seja gostoso mesmo. Isso é um pouco estranho... Desde criança sou assim... Eu tomo sopa, sei que a tal pode ser classificada como gostosa, mas meu cérebro se recusa a aceitar esse tipo de opinião gustatória. Ele acha que por ser sopa, não há como ser gostoso. As duas coisas não se misturam. No entanto, uma sopinha de vez em quando não mata ninguém. O negócio é que com o bacalhau, eu acho que seja até um desperdício ele não ser utilizado para ser degustado por meio de uma boa e suculenta (não ensopada) bacalhoada. Decidi então que hoje faria uma bacalhoada. Fosses como fosse, eu bacalhoaria hoje. E assim foi.
A propósito nunca havia feito nenhuma bacalhoada na minha vida. Hoje foi a primeira. Segundo ponto: eu não tenho forno. E sempre gostei muito mais das bacalhoadas de forno do que de panela. As de panela têm a tendência de ficar ensopadas (dããã...). Eu gosto mais sequinhas. Mas assim mesmo, parti para o feitio do meu sonho gastronômico.
Cortei as batatas, as cebolas e os tomates em generosas rodelas. Piquei o alho, a cebolinha e a salsinha. Separei as azeitonas e o azeite de oliva. E o principal, o peixe, aqui é vendido congelado, mas não salgado. E relativamente barato, a módicos ₩8000 o meio-quilo. Botei os "grediente" na panela e lasquei fogo no bicho. Comparado com o que imaginei antes, ficou muito bom! Claro que ainda não tão bom quanto teria sido se tivesse sido feito no forno, mas valeu! Matei a vontade e só de escrever isso aqui agora, já fico com água na boca só de pensar.
Só tive um pouco de problema com a quantidade de água que saiu dos ingredientes. E como queria uma bacalhoadazinha mais seca, deixei tudo no fogo por mais tempo. Visualmente, não foi nada de mais, nenhuma obra-prima, mas, gustativamente falando, ficou muito boa! Principalmente em se tratando da não existência de bacalhoadas por estas bandas...
Vai um bacalhauzinho aí? Hmmm...
Um abraço.
Juliano

sábado, 19 de julho de 2008

McDonald's

Não fui pago pra escrever isso, nem estou fazendo propaganda.

O negócio é que acabei de voltar do McDonald's. E antes que me atirem pedras, já vou logo avisando que comer comida coreana todo dia chega a um ponto que cansa, então temos que variar. Além disso, já tinha bem mais de 3 meses desde minha última ida lá, então resolvi ir hoje.

Na verdade, o que eu quero falar é: "por que o McDonald's do Brasil é tão absurdamente caro e com um serviço tão vagabundo?" Isso é um mistério que me persegue desde a época em que morei no Japão. Para uma rede internacional, o serviço supostamente é padronizado; no entanto, por que cargas d'água então é que no Brasil eles são tão vagabundos? Será o pessoal que trabalha lá é que não segue as normas?

Bem, vamos pôr isso em pratos limpos.

Em primeiríssimo lugar vem o preço. Não sei quanto está custando no Brasil, mas quando saí daí estava beirando os "déiz real". Agora, levando em conta a nossa arraigada cultura inflacionária, suponho que já deva estar entre 12 e 15 "conto". Aqui, à noite, custam ₩5600, uma vez que dei uma nota de ₩10000 e ela me voltou uma outra de ₩5000 com 4 moedinhas de ₩100. (Minhas contas estão certas?) Já, na hora do almoço, o mesmo "Big Mac Set", o número 1 do Brasil, custa módicos ₩3000. Transformando isso em reais no câmbio do dia, dá R$ 7,20 na janta, e R$ 4,70 no almoço.
Se fosse só isso, já seria uma diferença boa. Mas tem mais.

Refrigerante: toma-se à vontade. Não no estilo americano de botar a máquina de servir pra fora, mas no estilo coreano de voltar ao balcão e pedir: "enche pra mim de novo?" Sem pestanejar, o copo já está pronto pra mais uma, duas, três... até o freguês morrer intoxicado. O negócio é que a maioria acaba ficando no primeiro copo mesmo. Coreano quase não toma refri. Mas que pode pode.

Outra coisa que me deixa puto no Brasil é a batatinha. É um milagre quando elas são servidas quentes, normalmente chegam mornas (quase frias) e terrivelmente murchas; também considero um milagre se são servidas na quantidade certa, já que os atendentes são treinados a usar aquela pá esquisita jogar as batatas sem nenhum carinho dentro do reipiente a elas destinado e sacudir o mesmo para tirar o excesso que acaba jogando metade das batatas de volta àquele receptáculo iluminado que guarda as batatas à espera de uma boca para comê-las.

Aqui, não sei como conseguem, mas as batatas estão sempre quentinhas e crocantes por fora, exatamente como devem ser. Além do que, a quantidade aqui é o contrário do Brasil: eles ficam sacudindo o negocinho pra ver se dá pra mais algumas batatinhas entrarem.

Só isso pra mim já estaria bom... mas ainda tem mais!

O sanduíche, o centro das atenções, no Brasil, chega dentro daquela caixinha que quando é aberta mostra uma aberração, um arremedo de Big Mac... O pão prum lado, o hambúrguer pro outro, o molho e a alface esparramados e grudados em todas as paredes da caixinha... Terrível...

Aqui, o sanduíche vem embrulhado em um papel, que já serve de guardanapo, no estilo hambúrguer/cheeseburguer do Brasil, mas com o sutil detalhe de um aro de papelão que ajuda a manter a forma do sanduíche em dia, mesmo depois de uma viagem de metrô/ônibus por aqui com todo o empurra-empurra digno dos coreanos. (Nada a ver com isso, mas acabei de matar um pernilongo e as palmas das minhas mãos estão ardendo...) O aro realmente evita o desmoronamento do sanduíche e a manutenção de seus ingredientes nos devidos lugares... É ou não é outro mundo?

(Ah, e não é só aqui. No Japão é igual.) Isso sim mostra a atenção pelos pequenos detalhes e mostra ao cliente o quão importante ele é para o comerciante. No Brasil, ao contrário, não sei se pelo fato de brasileiro comer até McCocô (se eles resolverem lançar) e se achar o máximo, parece que os clientes não estão fazendo mais do que sua obrigação de comer essas abominações do ramo brasileiro das lojas da rede internacional de restaurantes (?) McDonald's.

Se alguém do McDonald's algum dia ler isso aqui, por favor, tome providência e dê um jeito... pelo menos nas batatinhas... Odeio batata murcha...

Pra quem leu até aqui, um abraço e até a próxima.

Fui.

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