Minha vida na Coréia: mestrado, viagens, enfim, meus pensamentos com muito café e kimchi. ^^
Itens compartilhados de Juliano
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Brasil e imigrantes
Fabiana Uchinaka
Do UOL Notícias
Em São Paulo
No Brasil, não faltam denúncias de exploração de mão-de-obra clandestina. É difícil mostrar em números o grande contingente de estrangeiros ilegais que, por estarem à margem da lei e da sociedade, aceitam viver em condições muitas vezes desumanas. Mas dados do Instituto Migrações e Direitos Humanos, ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), apontam entre 250 mil e 300 mil indocumentados. O Ministério da Justiça calcula 50 mil irregulares. E a Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes no Brasil (ANEIB) fala em cerca de 60 mil. De qualquer maneira, eles são milhares e vêm atrás de melhores oportunidades -- o mesmo "sonho do progresso" que leva milhares de brasileiros aos Estados Unidos, à Europa e ao Japão.
Imigrante boliviana e Centro Pastoral
do Imigrante falam sobre a anistia; veja
"A procedência é diversificada, mas há indiscutivelmente um índice muito alto de bolivianos, peruanos e outros latino-americanos. Também há, e isto foi constatado de forma muito expressiva na última anistia (1998), significativa presença de asiáticos, especialmente chineses e coreanos", afirma Rosita Milesi, do Instituto Migrações e Direitos Humanos.
Ela explica que, à medida que a pobreza aumenta nos países vizinhos e que os países desenvolvidos endurecem as leis contra os imigrantes, cresce a presença de estrangeiros no Brasil. Como nem todos conseguem entrar pelas vias legais, existe um mercado clandestino de intermediários, que trazem os imigrantes para o país e os colocam em situação de semiescravidão - são os chamados "gatos" ou "coiotes".
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Os bolivianos e paraguaios, por exemplo, trabalham em confecções do Brás, Pari e Bom Retiro, no centro de São Paulo, em jornadas abusivas, que passam de 16 horas. Eles têm seus passaportes apreendidos até que quitem suas dívidas com os patrões e, na maioria das vezes, são obrigados a trabalhar durante meses para pagar os custos da viagem e, posteriormente, para bancar a alimentação e as ferramentas de trabalho.
Anistia: procedimentos
1. Entrar com o pedido de residência provisória em até 180, na Polícia Federal
2. Apresentar comprovante de entrada
no país (ou, para os clandestinos, algum documento que comprove que a pessoa mora no Brasil)
3. Apresentar uma declaração de que não responde a processo criminal ou de que
não tenha sido condenado criminalmente, no Brasil ou no exterior
4. Pagar a taxa para expedição da Carteira de Identidade de Estrangeiro (R$ 31,05) e
a taxa de registro (R$ 64,68)
Mas, na opinião do padre Mário Geremia, coordenador do Centro Pastoral do Migrante, os equatorianos e os peruanos são os que estão em situação mais difícil. "Para eles, não há Mercosul ou acordos bilaterais, como o Brasil-Bolívia, feito para quem chegou até 2005. Só lhes resta a anistia", diz.
A ameaça de deportação é uma constante entre os ilegais. Mas, segundo o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, a anistia chega exatamente para tentar ajudar os trabalhadores nesta condição, para que eles denunciem situações de abuso e ganhem cidadania.
O padre Geremia defende ainda que, depois da anistia, será preciso lidar com a diferença de cultura para que as situações de exploração sejam realmente resolvidas. "Aos bolivianos, que vêm da tradição do campo, interessa o alimento e o dinheiro. Eles comem, dormem e trabalham no mesmo espaço, então não é um problema trabalhar mais de oito horas ou colocar as crianças para trabalhar. Eles não admitem que isso seja visto como trabalho escravo ou degradante. Para eles, isso é a solução", explica.
Entre os coreanos, que começaram como trabalhadores explorados e hoje são em parte donos das confecções que empregam os bolivianos, a expectativa pela anistia também é grande. Segundo o secretário-geral da Associação Brasileira dos Coreanos, André Lee, "o projeto é muito bem-vindo", porque ainda existe cerca de seis mil coreanos ilegais no Brasil.
Ele também ressalta que tirar os imigrantes da ilegalidade é um processo difícil. "Estamos cadastrando os indocumentados desde que saiu a notícia da anistia, mas é um processo muito lento, tem muita gente descrente e as pessoas estão receosas de se mostrar", diz.
Lee conta que antes os coreanos fugiam da guerra e da pobreza, mas hoje buscam uma chance em um país muito maior e com mais oportunidades. "A maioria dos ilegais é de familiares ou conhecidos de estrangeiros que já moram no Brasil".
fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/07/02/ult1859u1169.jhtm
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Brasil, país racista?
Homem negro espancado, suspeito de roubar o próprio carro
Por Notícia da agência Afropress 14/08/2009 às 12:40
Tomado por suspeito de um crime impossível - o roubo do seu próprio carro, um EcoSport da Ford - o funcionário da USP, Januário Alves de Santana, 39 anos, foi submetido a uma sessão de espancamentos com direito a socos, cabeçadas e coronhadas, por cerca de cinco seguranças do Hipermercado Carrefour, numa salinha próxima à entrada da loja da Avenida dos Autonomistas, em Osasco. Enquanto apanhava, a mulher, um filho de cinco anos, a irmã e o cunhado faziam compras.
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Afropress
A direção do Supermercado, questionada pelo Sindicato dos Trabalhadores da USP, afirma que tudo não passou de uma briga entre clientes.
O caso aconteceu na última sexta-feira (07/08) e está registrado no 5º DP de Osasco. O Boletim de Ocorrência - 4590 - assinado pelo delegado de plantão Arlindo Rodrigues Cardoso, porém, não revela tudo o que aconteceu entre as 22h22 de sexta e as 02h34 de sábado, quando Santana - um baiano há 10 anos em São Paulo e que trabalha como Segurança na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, há oito anos - chegou a Delegacia, depois de ser atendido no Hospital Universitário da USP com o rosto bastante machucado, os dentes quebrados.
Ainda com fortes dores de cabeça e no ouvido e sangrando pelo nariz, ele procurou a Afropress, junto com a mulher - a também funcionária do Museu de Arte Contemporânea da USP, Maria dos Remédios do Nascimento Santana, 41 anos - para falar sobre as cenas de terror e medo que viveu. "Eu pensava que eles iam me matar. Eu só dizia: Meu Deus".
Santana disse pode reconhecer os agressores e também pelo menos um dos policiais militares que atendeu a ocorrência - um PM de sobrenome Pina. "Você tem cara de que tem pelo menos três passagens. Pode falar. Não nega. Confessa, que não tem problema", teria comentado Pina, assim que chegou para atender a ocorrência, quando Santana relatou que estava sendo vítima de um mal entendido.
Depois de colocar em dúvida a sua versão de que era o dono do próprio carro, a Polícia o deixou no estacionamento com a família sem prestar socorro, recomendando que, se quisesse, procurasse a Delegacia para prestar queixa.
Terror e medo
"Cheguei, estacionei e, como minha filha de dois anos, dormia no banco de trás, combinei com minha mulher, minha irmã e cunhado, que ficaria enquanto eles faziam compra. Logo em seguida notei movimentação estranha, e vi dois homens saindo depressa, enquanto o alarme de uma moto disparava, e o dono chegava, preocupado. Cheguei a comentar com ele: "acho que queriam levar sua moto". Dito isso, continuei, mas já fora do carro, porque notei movimentação estranha de vários homens, que passaram a rodear, alguns com moto. Achei que eram bandidos que queriam levar a moto de qualquer jeito e passei a prestar a atenção", relata.
À certa altura, um desses homens - que depois viria a identificar como segurança - se aproximou e sacou a arma. Foi o instinto e o treinamento de segurança, acrescenta, que o fez se proteger atrás de uma pilastra para não ser atingido e, em seguida, sair correndo em zigue-zague, já dentro do supermercado. "Eu não sabia, se era Polícia ou um bandido querendo me acertar", contou.
Os dois entraram em luta corporal, enquanto as pessoas assustadas buscavam a saída. "Na minha mente, falei: meu Deus. Vou morrer agora. Eu vi essa cena várias vezes. E pedia a Deus que ele gritasse Polícia ou dissesse é um assalto. Ele não desistia de me perseguir. Nós caímos no chão, ele com um revólver cano longo. Meu medo era perder a mão dele e ele me acertar.
Enquanto isso, a mulher, a irmã, Luzia, o cunhado José Carlos, e o filho Samuel de cinco anos, faziam compras sem nada saber. "Diziam que era uma assalto", acrescenta Maria dos Remédios.
Segundo Januário, enquanto estava caído, tentando evitar que o homem ficasse em condições de acertar sua cabeça, viu que pessoas se aproximavam. "Eu podia ver os pés de várias pessoas enquanto estava no chão. É a segurança do Carrefour, alguém gritou. Eu falei: Graças a Deus, estou salvo. Tô em casa, graças a Deus. Foi então que um pisou na minha cabeça, e já foi me batendo com um soco. Eu dizia: houve um mal entendido. Eu também sou segurança. Disseram: vamos ali no quartinho prá esclarecer. Pegaram um rádio de comunicação e deram com força na minha cabeça. Assim que entrei um deles falou: estava roubando o EcoSport e puxando moto, né? Começou aí a sessão de tortura, com cabeçadas, coronhadas e testadas", continuou.
Sessão de torturas
"A sessão de torturas demorou de 15 a 20 minutos. Eu pensava que eles iam me matar. Eu só dizia: Meu Deus, Jesus. Sangrava muito. Toda vez que falava "Meu Deus", ouvia de um deles. Cala a boca seu neguinho. Se não calar a boca eu vou te quebrar todo. Eles iam me matar de porrada", conta.
Santana disse que eram cerca de cinco homens que se revezavam na sessão de pancadaria. "Teve um dos murros que a prótese ficou em pedaços. Eu tentava conversar. Minha criança está no carro. Minha esposa está fazendo compras, não adiantava, porque eles continuaram batendo. Não desmaiei, mas deu tontura várias vezes. Eu queria sentar, mas eles não deixavam e não paravam de bater de todo jeito".
A certa altura Januário disse ter ouvido alguém anunciar: a Polícia chegou, sendo informada de que o caso era de um negro que tentava roubar um EcoSport. "Eles disseram que eu estava roubando o meu carro. E eu dizia: o carro é meu. Deram risada."
A Polícia e o suspeito padrão
A chegada da viatura com três policiais fez cessar os espancamentos, porém, não as humilhações. "Você tem cara de que tem pelo menos três passagens. Pode falar. Não nega. Confessa que não tem problema", comentou um dos policiais militares, enquanto os seguranças desapareciam.
O policial não deu crédito a informação e fez um teste: "Qual é o primeiro procedimento do segurança?". Tonto, Januário, Santana disse ter respondido: "o primeiro procedimento é proteger a própria vida para poder proteger a vida de terceiros".
Foi depois disso que conseguiu que fosse levado pelos policiais até o carro e encontrou a filha Ester, de dois anos, ainda dormindo e a mulher, a irmã e o filho, atraídos pela confusão e pelos boatos de que a loja estava sendo assaltada. "Acho que pela dor, ele se deitou no chão. Estava muito machucado, isso tudo na frente do meu filho", conta Maria dos Remédios.
Sem socorro
Depois de conferirem a documentação do carro, que está em nome dela, os policiais deixaram o supermercado. "Daqui a pouco vem o PS do Carrefour. Depois se quiserem deem queixa e processem o Carrefour", disse o soldado.
Em choque e sentindo muitas dores, o funcionário da USP conseguiu se levantar e dirigir até o Hospital Universitário onde chegou com cortes profundos na boca e no nariz. "Estou sangrando até hoje. Quando bate frio, dói. Tenho medo de ficar com seqüelas", afirmou.
A mulher disse que o EcoSport, que está sendo pago em 72 parcelas de R$ 789,00, vem sendo fonte de problemas para a família desde que foi comprado há dois anos. "Toda vez que ele sai a Polícia vem atrás de mim. Esse carro é seu? Até no serviço a Polícia já me abordaram. Meu Deus, é porque ele é preto que não pode ter um carro EcoSport?", se pergunta.
Ainda desorientado, Santana disse que tem medo. "Eu estou com vários traumas. Se tem alguém atrás de mim, eu paro. Como se estivesse sendo perseguido. Durante a noite toda a hora acordo com pesadelo. Como é que não fazem com pessoas que fizeram alguma coisa. Acho que eles matam a pessoa batendo", concluiu.
fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/08/451866.shtml
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Jabor voltou e leu meu pensamento
E, como também é praxe, pincelamos alguns comentários acerca da política. Conversa vai e conversa vem, eu cheguei e disse que no nosso Brasil varonil (e não nos esqueçamos que o Brasil não é feito de umas duas dúzias de capitais e cidades grandes, mas sim de mais de 5500 municípios com seus prefeitos e câmaras de vereadores) a política que impera é a do "FEUDALISMO": um rei ou uma corte amiguinha do rei, que possui a grande maioria das terras e "deixa" o povo trabalhar por lá como seus vassalos, cobrando a "corveia" da falta de educação, do baixo salário e dos votos da próxima eleição que são confirmados com presentinhos ou mesmo por meio de um aperto de mão, o que para o vassalo é uma grande honra, já que o monarca daquelas terras é um "ser superior" que não se achega à plebe a não ser de quatro em quatro anos, é um morador do Olimpo, por assim dizer, que só descia à terra de quatro em quatro anos por ocasião das Olimpíadas; o "pobrema" é que nessas Olimpíadas, a única modalidade é a da compra de votos com promessas a não cumprir...
Taí pra quem quiser ouvir o Jabor comentando: http://download3.globo.com/sgr-mp3/cbn/2009/colunas/jabor_090727.mp3
Um abraço com um tiquinho de esperança que as coisas mudem um dia!
Juliano
quinta-feira, 5 de março de 2009
Liberdade, igualdade, fraternidade, ordem e progresso
- Ai, Juliano, não sei como você pode gostar desse país (Japão, no caso)... As mulheres são humilhadas, têm que andar atrás de seus maridos, fazer tudo o que eles querem! É um absurdo! Eu prefiro mil vezes mais (sic) o Brasil! Aqui podemos fazer o que queremos, trabalhar onde quisermos...
Não que a situação para estas bandas daqui seja maravilhosa, longe disso, todos têm seus probleminhas. Mas, é que o buraco é mais embaixo...
Segue a notícia para quem quiser ler e refletir.
Brasil ocupa pior colocação em ranking de diferenças salariais entre os sexos
Marcia Bizzotto
De Bruxelas para a BBC Brasil
Mulheres protestam por igualdade salarial no Fórum Social Mundial em Belém, Pará (AFP, 31/1)
Mulheres no Brasil recebem, em média, 34% a menos de homens
As mulheres brasileiras recebem, em média, salários 34% inferiores aos dos homens, a maior diferença registrada entre os 20 países pesquisados para um estudo divulgado nesta quinta-feira pela Confederação Sindical Internacional (CSI), com sede em Bruxelas.
O resultado no Brasil supera a média dos países pesquisados pela CSI, que é de 22% de diferença entre as remunerações entre homens e mulheres durante o ano de 2008.
Calculadas com base em entrevistas realizadas com 300 mil trabalhadores entre 16 e 44 anos de idade em 20 países - 35.152 deles brasileiros -, as estatísticas da CSI contradizem os números oficiais dos governos, segundo os quais as mulheres de todo o mundo ganhariam, em média, 16,5% a menos que os homens.
Segundo a CSI, depois do Brasil a África do Sul é o país com a maior diferença salarial, de 33%, seguida por México e Argentina, onde as mulheres recebem, respectivamente, remunerações 29,8% e 26,1% mais baixas que os homens.
Por outro lado, a Índia é o país onde as condições são menos díspares entre os pesquisados, com uma diferença salarial de 6,3%.
Grã-Bretanha, Dinamarca e Suécia vêm em seguida, com diferenças de 9%, 10,1% e 11%, respectivamente.
Múltiplas causas
Para Sharran Burrow, presidente da CSI, trata-se de um problema de múltiplas causas.
O estudo indica que, de forma geral, as mulheres com um "nível de qualificação superior" enfrentam as maiores diferenças salariais, o que poderia ser atribuído à discriminação no mercado de trabalho, evidente na "maneira como os empregadores concedem promoções aos postos mais altos e nas deficiências em relação à proteção à maternidade".
Segundo o relatório, o resultado também pode ser atribuído "ao fato de que um maior número de mulheres que de homens ocupa postos de trabalho de tempo parcial ou que exijam menor qualificação em relação ao seu nível de estudos (geralmente pior remunerados), porque tem que trabalhar e cuidar da família ao mesmo tempo".
Globalmente, entre 40% e 50% dos entrevistados disseram ter dificuldade para conciliar a vida profissional e familiar. Entre 43% e 57% dessas pessoas eram mulheres, enquanto entre 34% e 40% eram homens.
Isso também faz com que a diferença salarial aumente com a idade, já que "os cargos de alto nível estão relacionados à experiência e aos anos de trabalho", segundo o estudo.
"Os homens têm geralmente mais tempo de trabalho que as mulheres, porque elas geralmente assumem a maior parte das responsabilidades familiares", conclui a pesquisa.
A CSI engloba 312 sindicatos de 157 países, que representam juntos um total de 170 milhões de trabalhadores.
Fonte: BBC http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/03/090304_diferencasalarios_mb_cq.shtml
sábado, 4 de outubro de 2008
Será que agora vai?
Carolina Glycerio
Enviada especial da BBC Brasil a Sobral
A constatação do fenômeno do analfabetismo escolar, ou das crianças que freqüentam a escola mas não aprendem, tem aumentado
a pressão sobre os municípios para melhorar a educação fundamental, a parte que lhes cabe no latifúndio educacional.
"Não é que (o Brasil) não saiba educar, não sabe educar todos. Nosso problema de qualidade é muito mais profundamente um problemade eqüidade", disse o ministro da educação, Fernando Haddad, em recente entrevista a correspondentes internacionais.
"Não existia Ideb para o município (antes de 2005). Como os prefeitos tomaram posse em 2005 e os novos tomarão posse em 2009, há 'Idebs' e há como julgar as gestões municipais no que diz respeito à qualidade."
'Jogo de culpa'
Embora o último Ideb também tenha indicado uma diminuição das desigualdades regionais, a falta de recursos e o perfil socioeconômico dos alunos são explicações comuns de municípios pobres que têm mau desempenho no Ideb.
Ainda assim, cidades como Sobral, no Ceará, e Teresina, no Piauí, conseguiram elevar o seu Ideb investindo o que está previsto em lei - no mínimo 25% das receitas obtidas com impostos. Entre 2005 e 2007, Teresina melhorou de 4,2 para 4,9 pontos e Sobral, de 4,0 para 4,9.
Para o diretor da Escola de Formação de Professores de Sobral, Joan Edessom Oliveira, há um "jogo de culpa" que impede que o município assuma a sua responsabilidade e prejudica o aprendizado dos alunos.
"A escola diz que os meninos não aprendem porque são pobres, porque os pais não se interessam, porque as famílias são desestruturadas", diz Oliveira.
"Precisamos intervir. Nós, escola pública, temos alunos pobres, muitas vezes com problemas de família, muitas vezes em realidades periféricas, violentas, mas eles estão ali e eles dão conta dos conteúdos como todos os outros. A escola precisa garantir que dêem conta."
"A gente apóia a autonomia pedagógica (das escolas), mas também que o município assuma a sua responsabilidade de acompanhar (o desempenho)", disse Aguiar. "Onde os resultados são péssimos, está todo mundo solto."
A despeito dessa aparente falta de interesse, ou por causa dela, educadores discutem cada vez mais meios de envolver a comunidade com os assuntos da escola, a começar pelas próprias famílias dos alunos.
Outro desafio apontado por especialistas é a falta de integração das secretarias de educação com as de saúde e assistência social.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Ai, ai, Brasil, Brasil...
Banda larga no Brasil é uma das piores do mundo
da Folha de S.Paulo
A qualidade da internet banda larga (rápida) no Brasil está entre as piores no mundo e é insuficiente para atender as necessidades dos usuários que usam hoje os aplicativos da web. Segundo estudo com 42 países, a internet brasileira só é melhor que o serviço de quatro nações. Somente Chipre, México, Índia e China oferecem um serviço inferior ao brasileiro.
A internet rápida no Brasil não é considerada adequada hoje para ver vídeos em sites como YouTube, baixar pequenos arquivos e navegar pela rede, mostra a pesquisa feita para a Cisco pelas universidades de Oxford (Reino Unido) e Oviedo (Espanha). O estudo, publicado ontem no exterior, deve ser divulgado com mais detalhes sobre o Brasil na segunda-feira.
A pesquisa leva em conta a velocidade do acesso, os atrasos na rede e a perda de dados e, a partir desses dados, dá uma nota para o serviço de banda larga de cada país. "Nós estamos olhando para a qualidade, não para a penetração", afirmou, em nota, Fernando Gil de Bernabé, diretor da Cisco.
O estudo afirma, por exemplo, que a velocidade mínima adequada para baixar arquivos na internet é de 3,75 Mbps (megabits por segundo). No Brasil, pesquisa da própria Cisco, considera banda larga a internet com velocidade de 128 kbps (muito inferior ao desejado). O levantamento mais recente da empresa diz que existiam 10 milhões de conexões de alta velocidade no Brasil no final de junho, 48,3% mais que no mesmo período do ano passado.
De acordo com os pesquisadores, a internet em um período de três a cinco anos exigirá uma velocidade de download ainda maior, de pelo menos 11,25 Mbps, para que o usuário consiga ter boa qualidade ao assistir a vídeos de alta definição, por exemplo.
"As velocidades médias de download são adequadas [em 23 países] para navegar pela rede, trocar e-mails e para baixar e fazer "streaming" [transmissão direta pela internet] de vídeos básicos, mas estamos vendo cada vez mais aplicativos interativos, mais conteúdo gerado pelos usuários sendo colocado na rede e compartilhado, e uma quantidade crescente de serviços de vídeos de alta qualidade tornada disponível", afirmou Alastair Nicholson, pesquisador de Oxford.
Pela pesquisa, somente o Japão --que tem o melhor serviço no momento-- já tem uma internet com qualidade suficiente para atender as necessidades dos usuários daqui a cinco anos. Depois da internet japonesa, os melhores serviços são oferecidos por Suécia, Holanda e Estônia. Outro país báltico, a Lituânia, aparece na sétima colocação no levantamento.
sábado, 13 de setembro de 2008
Pensamentos alheios
"O problema é que a abolição da escravatura, embora tenha sido fato notável na história da formação brasileira, foi muito incompleta. Joaquim Nabuco, um homem de extrema visão, lembrava que, com a abolição, os problemas dos negros não estariam resolvidos, eles estariam apenas começando. Nabuco dizia que era necessário preparar o negro para ser cidadão, mas quem se interessou por isso? O novo governo, os novos líderes, os industriais, a Igreja? Ninguém se interessou. O negro livre deixou as fazendas e os engenhos e foi inchar as periferias das cidades. Abandonado, constitui-se num sub-brasileiro. Por isso os dados dessa pesquisa só revelam que há uma discriminação contra homens que não foram educados para ser cidadãos brasileiros."
Sérgio Buarque de Hollanda (1976), a respeito de sua afirmação de no Brasil nunca haver existido democracia.
"No Brasil, sempre foi uma camada miúda e muito exígua que decidiu. O povo sempre está inteiramente fora disso. As lutas, ou mudanças, são executadas por essa elite e em benefício dela, é óbvio. A grande massa navega adormecida, num estado letárgic, mas em certos momentos, de repente, pode irromper brutalmente."
Depois de tanto tempo, o que é que mudou? Se algo, muito pouco...
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Só pra constar...
Não tem como dizer que não vivemos em um país democrático, que nossos governantes são escolhidos democraticamente pelo povo, que a economia vai indo de vento em popa, que estamos entre o seletíssimo grupo das quinze maiores economias do planeta, etc.
Também não dá pra negar a falta de liberdade do povo chinês na maior parte de suas vidas. Não se pode migrar do campo para a cidade sem prévia autorização do governo (leia-se do PCC, que não é o Primeiro Comando da Capital não, tá?); a falta de liberdade de escolher quantos filhos ter, tendo o casal a única opção de "ter" ou "não ter" um filho; ter que se submeter ao modo socialista de viver; além de conviver com a pena capital aguardando pelos criminosos.
Bem, o que eu queria mostrar com meu humilde post era apenas o fato de que o Brasil ainda tem muuuuita coisa pra mudar. E tudo pode ser conseguido com apenas a conscientização do povo. O nosso povo brasileiro não pensa (muito) nas coisas erradas porque, primeiro, não tem educação (no sentido de estudo), não tem idéia do que é a política, não dá valor ao voto democrático, e, por último, não quer saber dessas coisas complicadas já que tem muito o que fazer (trabalhar) e pensar (futebol).
Este nosso povo é filho de uma colônia explorada até as últimas gotas por potências exteriores, acostumada à divisão de classes desde cedo (Europeus X Negros/Índios), nascida e criada em "mini-reinos" governados pelos Coronéis e seus capangas... Esta nossa geração (incluo-me aqui), além de tudo isso, ainda é filha da época da ditadura, uma época em que se tinha medo de pensar, de ser contra o sistema, de extravasar qualquer emoção política em público. Ainda vivemos sob leis criadas para cercear os (poucos) direitos do cidadão, só dando a eles a opção do pão e circo.
Senti muito isso morando aqui na Coréia, que de uma forma ou de outra, é bem parecida com o nosso Gigante-deitado-eternamente-em-berço-esplêndido. O povo coreano passou também uma boa parte de sua vida vassalo da China, em guerra com o Japão, e, mais recentemente, subordinada ao jugo japonês durante décadas antes que o país fosse invadido pelas duas grandes forças mundiais no pós-guerra, os soviéticos ao norte e os americanos ao sul, o que rendeu a divisão do país a qual continua até hoje. Logo após a democratização da Coréia do Sul, o país se viu jogado em uma época de ditadura (meio no estilo Getúlio Vargas) e, logo depois, pelos militares.
Todo esse pano de fundo deu um resultado meio parecido ao pensamento do povo brasileiro.
Para o coreano, não há país melhor que a Coréia, não há comida melhor que a coreana, não há montes e mares mais belos que os deles... Parece com alguém que vocês conhecem?
No entanto, o ponto de ruptura entre as duas nações se deu há cerca de uns quarenta anos, quando o governo decidiu investir. Não vou dizer, como muitos dizem, que o que mudou a Coréia foi a educação. Isso porque a educação na Coréia sempre, desde o primórdios do princípio, por influência da China e de suas doutrinas (como o Budismo e, mais tarde, o Confucionismo), sempre havia sido de extrema importância. Além disso, logo após a abertura e a ocidentalização da Coréia no finzinho do séc. XIX e começo do séc. XX, os americanos chegaram aqui ávidos por um país à espera de evangelização, o que trouxe o protestantismo e universidades (no estilo ocidental) para o país. É claro que houve investimento na área de educação, mas creio eu de uma forma um pouco menos direta do que o é dito a torto e a direito por aí. (Corrijam-me se estiver equivocado.) A "tara" do povo coreano de dar estudo aos filhos somente se alastrou às classes mais baixas que eram proibidas de fazê-lo por questões financeiras e sociais (a não ser que mandassem o filho estudar nos templos). A partir dos anos 60, o governo injetou grana pesada é na indústria coreana que precisava crescer a todo custo e exportar para gerar divisas e tirar o pobre país agrícola do úmido campo de arroz. Foi aí que nasceram os grandes conglomerados coreanos como Hyundae, Samsung e LG, só pra citar uns poucos e mais conhecidos no Brasil. Com o aumento de trabalho, veio o aumento de dinheiro, com o aumento de dinheiro e com setores especializados, veio a demanda de educação, com a demanda de educação, veio uma geração mais preparada, com essa geração mais preparada, veio mais forças para as grandes empresas, e assim vem sendo, uma bola de neve.
O problema é que aqui também tem problema de educação. Ao ver os números brutos e descontextualizados, parece que "tudo vai bem no Reino da Dinamarca", mas algo está podre. Ao meu ver, convivendo com os coreanos que pululam aqui e ali neste país, percebo que o esforço para o estudo é muito grande, mas o resultado é relativamente pífio. O coreano médio não quer saber muito mais do que um brasileiro médio (de nível universitário). As pretensões são as mesmas de se conseguir um bom emprego em uma grande empresa, entrar às 9, sair às 5 (com sorte), emprestar dinheiro pra comprar casa, pagar durante 20 anos, ter filhos, botá-los na escola até a faculdade, e depois morrer (já que não dá muito tempo pra aposentar).
Os coreanos praticamente vivem na escola, principalmente na época do segundo grau (sempre esqueço o nome novo que deram... ensino médio?). Saem de casa às 6, vão pra escola o dia inteiro, depois da aula mais ou menos às 5, vão estudar na escola mesmo, por algumas (boas) horas e depois, vão pra casa?, não!, vão pro cursinho estudar de novo até a meia-noite ou uma da manhã, pra no dia seguinte fazer a mesma coisa (principalmente no terceiro ano do ensino médio).
E estudam o quê? - pergunto eu. Estudam, ou melhor, memorizam questões de vestibular.
A vida dos estudantes coreanos se resume a decorar questões de vestibular... Claro que há exceções, mas na maioria dos casos, as escolas só ensinam e os pais só enfatizam o fato de o "ser" ser capaz de passar na prova do vestibular! Isso já estava acontecendo no Brasil quando saí com as "escolas" do Objetivo, do Anglo, etc, que moldam seus currículos baseados no vestibular. Eu acho isso um impropério! Coitado do jovem, que é uma esponja, é capaz de aprender qualquer coisa, só é ensinado a resolver questões prontas que se repetem de ano a ano! Ao invés de ensinar o sujeito a base e dar todo o conhecimento necessário o qual por meio de raciocínio lógico e bom senso vão guiá-lo para o resto de sua vida, as escolas só ensinam os coitados a resolver problemas. O que acontece? Viram robozinhos! É o que mais vejo por aqui... A maioria dos coreanos, não sabe de nada, só do que decoraram para resolver os problemas que aparecem na vida. A meu ver, eles não tem preparação alguma a não ser o fato de serem aptos a decorar o manual de instruções que vai salvar a pele do sujeito para aquela ocasião. Quando não precisar mais, é só apertar "delete"; se precisar de novo, é só decorar. Acho que é por isso que coreano gosta tanto de computador. É exatamente o que eles são: encheu o disco rígido? formata! precisa de mais programas? dá um download!
Pois é, tudo isso só pra chegar no ponto central.
Será que nosso mundo tem jeito? O Brasil tá assim, a Coréia tá assado, a China tá daquele jeito, o Reino de Nosso Senhor GW Bush está de mal a pior...
E muita coisa, por estarmos muito acostumados, não conseguimos ver. Se tudo está errado, o que está certo parece errado. Acostumamo-nos a ver sempre a mesma coisa, sempre a mesma pasmaceira, e se alguém sai desses trilhos, essa pessoa é estranha, é errada. Para que mudar? Para que se dar ao trabalho de mudar?
No entanto, meus amigos, quando temos a oportunidade de um campo neutro, de um distanciamento que nos dá a possibilidade (não que todos façam isso) de observar com outros olhos e com novos parâmetros, muita coisa deveria e poderia ser mudada. Não obstante, isso não é fácil pela mentalidade do gado que vai sendo tocado ao som do berrante de 508 anos de servidão.
Há um (bom) certo tempo atrás, estava eu em Pouso Alegre, a cidade que abraça o futuro, e matava meu tempo lendo um jornal na praça pública do centro da cidade à frente da catedral. Quando menos esperava, uma senhora se aproximou e disse, na mais pura boa-vontade: "Bom dia, moço!" - ao que lhe respondi - "Bom dia." Continuou ela então: "Não lê muito não, que faz mal pras vistas, viu? Bom dia." E assim foi. Isso ficou marcado como uma facada em meu peito, sensação que não esqueço até hoje. Enquanto o povo for avesso à educação, à informação, ao pensamento crítico, à expressão de suas opiniões, aos debates, etc, nosso país e nosso povo nunca sairá da lama em que reclama estar por tantos e tantos séculos. Pensei em perguntar-lhe se muita TV também não faria mal às vistas, mas contive-me e decidi não prolongar a conversa. Também não me faria entender.
Isso é algo que sempre ouvi desde molecote (que palavrinha besta, né?). "Não deixe esse menino ler/estudar tanto assim que ele fica louco!" Muita gente dizia isso a meus pais e eu me lembro como se fora ontem.
No entanto, de uma forma ou de outra, acho que eles tinham uma pontinha de razão... Se eu tivesse seguido seus conselhos, hoje estaria feliz no meu cantinho assistindo Domingão do Faustão/Domingo Legal deitado no sofá da sala...
Um abraço com certa indignação...
Juliano
PS: Quanto ao fato de vivermos em um país democrático de livre expressão e sem censura, favor ler o seguinte post do blog "A Nova Corja": http://www.novacorja.org/?p=4238.
Obrigado pela atenção.
PPS: E eu ainda tenho que estudar pro meu exame... Ai, ai...
domingo, 10 de agosto de 2008
Olimpíadas e China
No entanto, muitas outras pessoas deixam esses espírito de lado e partem para o lado político. Partem para a difamação e apontam os dedos às faltas do país sede, a China.
Como isso tem sido manifestado em várias partes do mundo, não poderia ser diferente em nosso país, o Brasil. Tenho lido muitas coisas pela internet afora onde pessoas dizem que não apóiam os jogos, que não assistirão, não querem fazer parte dessa horrenda nação que não dá liberdade a seus cidadãos, etc e coisa e tal.
Analisando friamente, de todos os protestos que tenho lido por aí, muitos deles se mostram vazios e sem base alguma, a não ser a cópia de algo que a pessoa ouviu falar ou leu em algum lugar e agora só repete de forma mais do que psitacista. Não passam de frases ocas que só querem atacar os pontos negativos (que, sim, existem), mas sem se preocupar em embasamentos firmes para a exposição de suas idéias.
No entanto, o problema não é esse de ficar mostrando o que é ruim em um país do outro lado do globo. O que me deixa encanzinado é o fato que a maioria das pessoas que fazem isso parecem achar-se vivendo em um paraíso onde não há problemas, onde tudo está certo, onde não há nada a fazer para melhorar a situação.
As pessoas citam fatos como a poluição, o problema dos direitos humanos, as exportações chinesas, a censura, e o diabo a quatro. Mas, pensando friamente, como anda o nosso país? Como anda o Brasil?
Poluição: já esteve bem, mas bem mesmo, pior. No entando, ainda há muito que se fazer. Eu como paulisteiro (paulista+mineiro) não me esqueço dos nossos amados Tietê e Pinheiros. Quem nunca teve uma nauseazinha, pequena que fosse, passando por esses rios em um quente dia de verão não é humano. Quem pega trem nas estações que margeiam o rio Pinheiros sabe muito bem disso. Quem vai do Butantã ao Eldorado a pé, cruzando a ponte Eusébio Matoso sabe muito bem disso... Isso é só um grãozinho de areia no oceano... O processamento do lixo e do esgoto na maioria das cidades não passa nem perto de levar em conta o meio-ambiente e o impacto que possa vir a aparecer na época dos nossos filhos ou netos. E assim vai... Só para ilustrar, o nosso país é o quarto emissor de gases formadores do efeito estufa, com 5,4%, atrás da Indonésia (7,4%), China (11,9%) e Estados Unidos (45,8%).
Direitos humanos: gostaria de dizer que não temos problemas nessa área, já que é o pecado capital da China, mas, pensando bem... Há alguns casos, creio. Citando uma parte do preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos:
"(...) o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo"
Só pra encurtar o assunto, vamos ver as palavras-chave deste pequeníssimo excerto:
- reconhecimento da dignidade
- direitos iguais e inalienáveis
- liberdade
- justiça
- paz
Dignidade só para poucos, ainda temos cerca de 50% da população vivendo em condições abaixo do que se possa considerar suportável.
Direitos iguais e inalienáveis para quem tem dinheiro para poder pagar por eles.
Justiça que é feita quando a mídia decide que deva ser feita, mas ainda dá pra conversar e tomar um cafezinho.
Paz e liberdade! As pessoas realmente sabem o que significam essas palavras no Brasil??? De tudo o que eu sinto aqui na Coréia, a melhor coisa disparado é a paz e a liberdade. Onde no Brasil alguém poderia ir ao banco, sacar 1000 dólares e sair contando o bolo de 100 notas na rua? Onde no Brasil alguém (mulheres desacompanhadas principalmente) poderia andar às 3 da madrugada em um lugar calmo ou deserto sem iluminação e não dar a mínima para isso? Onde é que no Brasil alguém tem a possibilidade de subir um morro no meio da cidade com umas casinhas amontoadas aqui e ali, mas só com o intuito de apreciar a vista do topo? E isso tudo é porque no Brasil não tem guerra! Não é o que todo mundo fala? E isso tudo porque a Coréia do Sul, em teoria, ainda está em guerra com a Coréia do Norte; o fim da guerra nunca foi declarado... Só teve um armistício, uma suspensão provisória.
Pois é...
Ainda tem o caso do trabalho infantil e trabalho escravo pelos quais o "Brazil" é conhecido mundialmente.
Além disso, também o caso dos meninos de rua, do tráfico de drogas, da guerra urbana do crime organizado...
Os produtos chineses são também tratados como monstros que invadem os mercados, impossibilitando a venda dos produtos nacionais e blá, blá, blá... Todo mundo já conhece essa ladainha. No entando, os produtos Brasileiros também fazem algo similar no nosso arredor (América do Sul). Quem não se lembra dos protestos dos argentinos contra a importação de produtos brasileiros? Quem não sabe das empresas brasileiras que estão entrando nos outros países e comprando muito do que vêem pela frente? O imperialismo comercial brasileiro, ainda que pequeno comparado com o de outros países, já se faz sentir aos poucos. E nós, enchemos nosso peito de orgulho, de que o Brasil está crescendo e se mostrando ao mundo, mas não pensamos no que os argentinos, bolivianos, uruguaios, paraguaios, colombianos pensam de nós. Talvez o mesmo que nós pensemos sobre os Estados Unidos (no sentido pejorativo)...
Ainda bem que não temos censura! Isso é um absurdo, não é mesmo?
Vocês já ouviram falar de um documentário da BBC chamado "Beyond Citizen Kane"? Segue uma explicaçãozinha retirada da Wikipédia:
Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane.E isso tudo nos anos 90! Quem diria! Muita gente não sabe...Controvérsia da Globo sobre direitos britânicos
O documentário foi transmitido pela primeira vez em setembro de 1993, por meio do Canal 4 britânico. A transmissão foi adiado por um ano, porque a Rede Globo contestou, baseado em leis do Reino Unido, os produtores de Muito Além do Cidadão Kane pelo uso sem permissão de pequenos fragmentos de programas da emissora para fins de "observação crítica e de revisão".
Durante este período, o diretor Simon Hartog morreu após uma longa enfermidade. O processo de edição do documentário foi assumido por seu co-produtor, John Ellis. Quando pôde ser finalmente transmitido, cópias do documentário foram disponibilizadas ao custo de produção pelo Channel 4. Muitas cópias foram enviados ao Brasil através da comunidade brasileira residente na Grã-Bretanha.
Banimento no Brasil
O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois.
Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. [1] Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado.
O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet.
Aí, muita gente vai dizer: mas olha! não tem censura agora porque podemos ver isso tudo na internet, posso falar o que quiser e não vou preso... Mas, será? O que é que a grande maioria do povo brasileiro sabe? O que é estudado nas escolas, o que é aprendido por meio de literatura vasta e variada, ou o que é passado na televisão? Quando alguma coisa passa na TV, ou sai no jornal, todo mundo toma aquilo por verdade verdadeira, mas será mesmo? A censura no Brasil não é feita ativamente porque não precisa. O povo já nasce censurado das mais básicas necessidades humanas, do conhecimento, da opinião crítica, da educação, da paz e do direito de ir e vir... E o problema é que ninguém vê isso.
Mas o que mais me surpreende é que o nosso povo em geral está sempre descontente; e faz o quê? Espera. Espera que alguém faça algo, porque os descontentes estão muito ocupados com as mulheres melancias, os quadrados, os churrascos e as baladas. Se perguntar, muita gente fala que não tá bom, que podia tá melhor, mas quem faz alguma coisa? Ninguém. O brasileiro sempre espera que alguém faça algo por ele. Pra que jogar a embalagem do sorvete na lata de lixo se tem o gari que vai passar pra varrer a rua? Além do que, se não me atinge diretamente, pra que vou me preocupar?
Além disso, o Big Brother (nada a ver com o programa de TV, tá bom, meninos?) hoje em dia já existe, só que mudou de nome... O novo nome do Big Brother agora é IP...
Não sei se alguém viu o seriado na internet "Vida no Trânsito". Tem um cara lá que é exatamente isto o que estou falando. Ele está sempre nervosinho com a situação, expõe todos os problemas e diz: "alguém PRECISA fazer alguma coisa!", mas ele mesmo fica jogando dominó com o taxista e fumando seus cigarrinhos.
Quanto às execuções, não tenho muito o que falar. Ainda bem que não temos isso no nosso país, não é verdade? Não temos chacinas, assassinatos, assaltos à mão armada, seqüestros, coisas desse tipo. Que bom!
Rap das armas (744691 visualizações)
Trabalho escravo
Tortura
Chacina
Tráfico
E também tem aquela do Tibete e do Turcomenistão do Leste (aquele lugar onde acabou de ter um arremedo de carro-bomba que matou 16 policiais). Quem assistiu a cerimônia de abertura das Olimpíadas já sabe: a china tem 56 diferentes etnias dentro de seu imenso território (maior que o do Brasil). Dizem que esse território foi tomado à força e que eles forçam a homogeinização dos povos pela língua e pela cultura... Alguém já parou para pensar no nosso "Novo Continente"? A América (não no sentido estadunidense, mas no sentido geográfico, ou seja, as três Américas, do Norte, Central e do Sul) foi criada extirpando todas as nações existentes por aqui e os pobrezinhos que sobreviveram às primeiras investidas hoje se encontram em uma situação que não é lá das melhores. Mas eles são índios, não é? Até há pouquíssimo tempo, eles eram considerados legalmente incapazes tanto quanto uma criança...
E na China, onde eles têm 56 diferentes etnias, já dá tanto pano pra manga; imagina no Brazil que temos só de povos indígenas mais do que 200! Já ouviram falar dos Aconãs, Acuntsus, Aicanãs, Ajurus, Amanaiés, Amondauas, Anacés, Anambés, Apaniecras-canelas, Aparaís, Apiacás, Apinajés, Apolimas-araras, Apurinãs, Aquáuas, Aranãs, Arapaços, Araras, Araras-caros, Araras-do-aripuanã, Arauetés, Aricapus, Aruás, Aticuns-umãs, Auetis, Avás-canoeiros, Bacairis, Banauás, Baníuas, Barás, Barasanas, Barés, Bororos, Caapores, Cadiuéus, Caiabis, Caiapós, Caiapós-xicrins, Caimbés, Caingangues, Caixanas, Calabaças, Calabaças-jandaíras, Calancós, Calapalos, Camaiurás, Cambas, Cambebas, Cambiuás, Campas, Canamaris, Canindés, Canoês, Cantarurés, Capinauás, Carajás, Carapanãs, Carapotós, Caripunas, Cariris, Cariris-xocós, Caritianas, Caruazus, Catuquinas, Catuquinas-pano, Caxagós, Caxararis, Caxinauás, Caxixós, Chamacocos, Chiquitanos, Cintas-largas, Cocamas, Coiupancás, Corubos, Craós, Crenaques, Cricatis, Cubeos, Cuicuros, Cujubins, Culinas-pano, Curuaias, Denis, Desanos, Dous, Eleotérios-do-catu, Enáuenês-nauês, Euaruianas, Fulniôs, Galibis, Galibis-maruornos, Gaviões-mondés, Guajajaras, Guajás, Guaranis, Guatós, Hupdás, Ianomâmis, Iaualapitis, Iauanauás, Icpengues, Iecuanas, Ingaricós, Iranxes, Jabutis, Jamamadis, Jaminauás, Jarauaras, Javaés, Jenipapos-canindés, Jiahuis, Jiripancós, Jucás, Jumas, Jurunas, Machineris, Macunas, Macurapes, Macuxis, Marubos, Matipus, Matises, Matsés, Maxacalis, Meinacos, Menquis, Miranhas, Miritis-tapuias, Mundurucus, Muras, Nadobes, Nambiquaras, Naruvotos, Náuas, Nauquás, Nuquinis, Ofaiés, Oiampis, Oro-uins, Paiacus, Palicures, Panarás, Pancaiucás, Pancararés, Pancararus, Pancarus, Paracanãs, Paracatejês-gaviões, Parecis, Parintintins, Patamonas, Pataxós, Pataxós-hã-hã-hães, Paumaris, Pipipãs, Pipipãs-de-cambixuru, Pirarrãs, Piratapuias, Pitaguaris, Poianauas, Potiguaras, Pucobiés-gaviões, Quiriris, Rancocamecras-canelas, Sacurabiates, Saterés-maués, Sirianos, Suiás, Suruís, Suruuarrás, Tabajaras, Tapaiúnas, Tapebas, Tapirapés, Tapuias, Tarianas, Taurepangues, Tembés, Tenharins, Terenas, Ticunas, Tingui-botós, Tiriós, Torás, Tremembés, Trucás, Trumais, Tsunhuns-djapás, Tucanos, Tuiúcas, Tumbalalás, Tuparis, Tupinambás, Tupiniquins, Turiuaras, Tuxás, Uaianas, Uaimiris-atroaris, Uaiuais, Uananos, Uapixanas, Uarequenas, Uaris, Uassus, Uassus-cocais, Uaurás, Uitotos, Umutinas, Xacriabás, Xambioás, Xavantes, Xerentes, Xetás, Xipaias, Xoclengues, Xocós, Xucurus, Xucurus-cariris, Yuhupdeh, Zoés e Zorós?
Com certeza tem até mais que isso, e já teve muito mais ainda!
E não falando dos povos atuais e dos já exterminados, o que dizer do território brasileiro? Quem fez até a 4.ª série primária deve (ou deveria) conhecer algo a respeito da Bula Inter Coetera e do Tratado de Tordesilhas. Portugal só tinha direito às terras a leste da linha de Tordesilhas, o que equivalia a um quarto ou menos até do território atual ocupado pelo Brasil. O que fizeram os Portugueses, nossos avós? Foram tomando o que podiam, foram entrando no sertão e nas florestas e foram tomando, ignorando quem vivesse por lá, como sempre. Encontrando índios pelo caminho, faziam amizade (leia-se: exploravam o trabalho escravo indígena) ou, se os índios não eram "amigáveis", azar o deles: vai apodrecer.
Até a pouco tempo (séc. XIX) o Paraguai era relativamente grande e forte (lembro de um mapa antigo que vi no Museu do Ipiranga que mostrava Sorocaba quase na fronteira com o Paraguai...), o Acre era parte da Bolívia... E por aí vai...
Conheço gente que até hoje reclama da perda da Cisplatina... Sentem-se castrados por terem perdido um pedaço de terra do nosso país (que nem nos pertenceu por muito tempo, diga-se de passagem...).
E os Estados Unidos da América? Deveriam devolver mais de metade de seu território ao México? E o Alaska comprado da Rússia e a Luisiânia comprada da França? Só porque foram comprados por uma mixaria não tem problema, não é?
Agora, a China só porque invadiu o Tibete nos anos 50, depois da Segunda Guerra, quando a nova ordem já estava instalada, é atacada por todos os lados? E quanto às grandes potências colonialistas européias, ou estadunidenses, ou japonesas (só para citar algumas)?
Vou ficando por aqui na esperança de ter atiçado um pouco algumas mentes para um pensamento mais crítico e menos passivo. Apesar de termos ainda um longo caminho pela frente, se cada um fizer uma pequenina coisa, talvez o futuro não seja tão triste.
Se alguém tiver algum ponto a incluir, por favor comente.
Um abraço,
Juliano
PS: Só para constar, aí vai uma entrevista do Lula para a BBC onde esses fatos são mencionados como possíveis impecílios à realização das Olimpíadas no Rio em 2016... Aqui.
PPS: Mais umas coisas para ler...
PNAD:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2006/brasilpnad2006.pdf
Race segregation in Brazil (estudos acadêmicos):
http://paa2006.princeton.edu/download.aspx?submissionId=61570
http://www.nd.edu/~kellogg/publications/workingpapers/WPS/173.pdf
http://books.google.com/books?id=YwJoyyXm7ZkC&dq=significance+of+skin+color+in+brazil&pg=PP1&ots=cQeqRUKcIy&sig=og5d-Ia5Hp2zrFEB9ApVMFxRH9I&prev=http://www.google.com/search%3Fsourceid%3Dnavclient-ff%26ie%3DUTF-8%26rls%3DGGGL,GGGL:2006-46,GGGL:en%26q%3Dsignificance%2Bof%2Bskin%2Bcolor%2Bin%2Bbrazil&sa=X&oi=print&ct=title#PPP15,M1
Estupro - BBC:
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/6266712.stm
Miami Herald:
http://www.miamiherald.com/multimedia/news/afrolatin/part3/index.html
sábado, 9 de agosto de 2008
Brasil X Coréia
E já começos bem: o Brasil acabou de perder da Coréia do Sul no basquete.
Como eu não tenho muita paciência pra ficar assistindo esses jogos, principalmente pela internet no laboratório, eu vi só o pedaço em que o Brasil estava penando para manter o jogo, fechando o tempo com vantagem de uns dois pontos. Joguinho bem sofrido pros dois lados.
Depois, parei de ver pra fazer minhas coisas e agora que voltei, tive a surpresa de ver o time brasileiro atrás por uns bons pontos. Como tudo na Coréia é rápido, não deu tempo de ver o resultado final. Quando apitou o sinal de "game over", os comentaristas já se despediram e o comercial entrou. Pelo que me lembro foram uns seis pontos de diferença mais ou menos.
Quanto à Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim ontem, eu achei uma coisa de louco! Acho que só mesmo na China pra poder fazer uma coisa daquelas. Foi um espetáculo e tanto! O problema é que resolvi assistir à cerimônia num café (ou cafeteria) que tinha umas TVs (ah, e quando menciono TV em comércio aqui na Coréia, quero dizer telão de LCD de umas 30 e tantas polegadas... Normal.). Mas o volume das TVs estavam baixinhos e resolvi escutar alguma transmissão feita pelo rádio com as imagens da TV (o rádio que usei foi do meu dicionário eletrônico). No começo tudo bem... Aquelas imagens e os comentaristas que não paravam de falar nunca (afinal era rádio, né? - mas mesmo assim eles podiam se calar um pouco pra poder deixar o som de fundo um pouco mais audível...). Valeu a pena. Depois do show... e da pontinha de "inveja" que se fazia sentir por parte dos coreanos quanto às invenções chinesas (relógio de sol, impressão com tipos móveis), as quais qualquer coreano sabe que foram inventadas pelo Rei Sejong, o Grande, veio a hora do desfile das comitivas de cada nação. Passou a Grécia, não sei quem mais, não sei quem mais, e quando chegou na vez da Dinamarca (ou um pouco antes, não me lembro bem): comercial! Ficou passando comercial por uns bons 10~15 minutos!!! Eu só "vi" o Brasil passando pelo rádio!!! É ou não é "expressionante"? Coideloco. Não me lembro no Brasil como é, mas acho que quando transmitimos a cerimônia, transmitimo-la por inteiro não é não? Não importa que país ou região seja a que esteja passando, a transmissão é feita sem cortes, nem que dure 10 horas... Se tiver alguma intervenção comercial seria por meio de aluma vinhetinha gráfica passando no rodapé da imagem ou em uma chamada de no máximo 30 segundos de duração, não é? Corrijam-me por favor se errado estiver.
Aqui não. Pelo menos 20 minutos (já que foram dois cortes para comerciais) foram gastos com propagandas atrás de propagandas, enrolando até que a Coréia apareceu lá no finalzinho do espetáculo. Aí sim eles transmitiram tudo... O.o
Na hora fiquei muito puto. E é engraçado como o espírito patriótico cresce quando vivemos em outro país... No Brasil, eu sou apenas mais um, como qualquer outro; aqui, eu sou sempre o brasileiro, o represente de uma nação de quase 190.000.000 de pessoas. Para os coreanos que eu conheço, eu sou o protótipo de brasileiro... e eu tenho até pena, já que como brasileiro eu não tenho nada de mais: não danço, não jogo e não assisto e não sei de futebol, não sou negro... quebro todos os paradigmas que eles têm. hahaha
Já que aqui me sinto mais brasileiro do que qualquer coisa, eu queria, meio subconscientemente, ver o desfile dos atletas brasileiros entrando em campo frente às outras duzentas e tantas nações presentes... não pude. Na hora, fiquei puto... agora conformei-me.
Finda-se aqui o primeiro post relativo aos Jogos Olímpicos de Pequim 2008.
Aguardem...
terça-feira, 22 de julho de 2008
Óia! Ronaldinho veio pra Coréia!
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Cada um no seu quadrado....
"Cada um no seu quadrado, cada um no seu quadrado..."
"Créu, créu, créu, créu, créu, créu, créu, créu..."
Mulheres frutas e o diabo a quatro...
Isso tudo me faz pensar muito se eu quero voltar para o Brasil depois. É um pouco medonha essa situação. Já comentei anteriormente em algum outro post, mas a situação vai de vento em popa a um destino que tenho medo de prever. Isso tudo me faz lembrar de um filme chamado "Idiocracy". Se puderem ver, vejam, pois é mais ou menos o que eu já imaginava e eu fiquei com medo quando vi minha imaginação retratada nesse filme...
Ai, ai, ai... O que será de nosso país daqui a alguns anos?
Quem viver verá.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Só pra não perder o embalo...
Obs.: Plágio claro, ops, releitura artística de "New York, New York" imortalizada por Sinatra. Mas quem se importa? São Paulo ainda é São Paulo! hehe
domingo, 30 de março de 2008
Posso fazer uma pergunta???
Às vezes eu tenho medo do que está por vir...
PS: Alguém já viu um filme chamado "Idiocracy"? É uma daquelas comédias bestas americanas, no entanto, no fundo, me fez pensar muito... E eu fico com muito medo...
sábado, 27 de outubro de 2007
Aquarela
Gostaria de compartilhar com vocês... e descolorirá...
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
O mundo é pequeno...
De qualquer forma, não deixo de me surpreender de encontrar um sul-mineiro aqui em Seul.
Até a próxima, com mais notícias da Coréia.