Minha vida na Coréia: mestrado, viagens, enfim, meus pensamentos com muito café e kimchi. ^^
Itens compartilhados de Juliano
sábado, 4 de outubro de 2008
Viagem à China - ainda mais uma parte
Olá, pessoas que lêem meu blog! Apesar de não saber direito quem são pois quase não recebo comentários... Mas aí vai mais um dia de aventuras em território chinês.
Depois de termos nos aventurado pelas primeiras atravessadas de rua em Tianjin, a cidade portuária onde desembarcamos, voltamos ao nosso hotel sãos e salvos e com o bucho cheio. Prontos para dormir.
No dia seguinte, descemos novamente os 12 andares que nos separavam do solo (os hotéis na China geralmente são bem grandes, e altos) e partimos em direção ao balcão onde deveríamos fazer nosso check-out. Tudo correu bem, inclusive a devolução de 100 yuans por pessoa que pediram no dia anterior como caução... na verdade tudo na China tem isso, se não se paga caução, não se consegue o serviço: hotel, internet, e até o cartãozinho pra comer no shopping (mais pra frente vocês vão saber). E fui até a "agência de turismo" que tinha no hotel, pra perguntar onde é que poderíamos ir pra conhecer um pouco de Tianjin antes de tomarmos rumo a Pequim. O engraçado é que ninguém sabia de nada. Nem de como poderíamos ir ao centro... No dia anterior, como disse no post anterior, já tínhamos visto o metrô, relativamente perto do hotel, e, com o pensamento lógico que Deus me deu, imaginei que seria o modo mais fácil (e econômico) de nos locomovermos... Quando sugeri isso, as meninas se entreolharam e, em coro, responderam: "Metrô? Onde? Tem?" Num güentei. Como é que elas não sabem disso? Elas passam a vida toda dentro do hotel, trabalhando e dormindo? - pensei, mas contive-me. E adjungi: "Mas ontem, ao passarmos pela avenida tal aqui perto, vimos uma estação do metrô e tal..." Ao que me responderam: "Ah, então já tá pronto??? Não sabia..." De qualquer forma, como estávamos com mochilas grandes, chegamos à conclusão que seria melhor tomarmos um táxi, já que o centro não era tão longe. Desanimado com as orientações recebidas, fomos à rua e tomamos um táxi para o centro, já que as mesmas meninas que não sabiam do metrô, também não sabiam onde ficava a parte histórica de Tianjin (que é bem famosa pela influência colonial com inúmeras construções inglesas, francesas... da época em que Tianjin era um entreposto comercial e portuário que ligava a China ao ocidente, meio como Shanghai, Hong-Kong e Macau). E o pertinho de chinês é igual a pertinho de mineiro, "é logo ali" e demora uma meia hora. Mas chegamos, fazendo o possível para me comunicar com a taxista, uma senhora gentil e prestativa. Chegamos, pagamos uma quantia módica e de mochilão nas costas saímos para percorrer o centro (comercial) de Tianjin.
Tianjin é uma cidade que não deixa a desejar (no quesito "capitalismo"). Tem lojas para todos os gostos e bolsos, e inúmeros shoppings se apertando um ao lado do outro no centro (que é bem grandinho). Roda pra cá, roda pra lá, acabamos parando no Isetan, uma rede japonesa de lojas de departamento e resolvemos dar uma olhada. E como toda loja de departamento que se preze, havia no subsolo um supermercado com tudo o que poderíamos querer. Como já se aproximava a hora do almoço, resolvemos fazer a feira por lá mesmo. Eun Bee comprou um saco de mangostão e eu fiquei com um saco (tipo saco de leite) de iogurte de mamão da Parmalat (saudades gastronômicas brasileiras, já que na coréia não tem nem iogurte (que se preze), nem mamão, nem Parmalat). Feliz da vida com meu achado mamonístico, seguimos rumo à superfície e fomos parar num outro shopping do outro lado da avenida. Chegando lá, vi uma pequena banquinha de jornais e pensei em comprar um mapa da cidade pra não ficar dependendo das informações desencontradas das meninas da agência. Cheguei pro tiozinho da banca e sem pestanejar soltei meu chinês, ao que se deu o seguinte diálogo:
-有地图吗?
-有。
-多少钱?
-5块。
-给我一个。
-谢谢。
Tecla SAP:
- Tem mapa?
- Tem.
- Quanto é?
- 5 yuans.
- Me dá um.
- Obrigado.
E saí feliz da vida com meu chinês e com meu mapinha na mão. Entramos num Starbucks, acomodamo-nos nas confortáveis poltronas e pus-me a estudar o mapa e a comer uns bolinhos que Eun Bee tinha comprado no dia anterior. Descobri que estávamos relativamente próximos à estação central de Tianjin e que "teoricamente" não seria tão difícil irmos até lá. Pelo mapa parecia uma caminhada de uns quinze minutos. Mas eu havia me esquecido que as coisas na China são um pouco superlativas...
PS: Post escrito em OUTUBRO!!! e esquecido no balaio de gatos... E olha que ainda tem história!!!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Viagem - Mais uma parte
16 de agosto
Ao instalarmo-nos confortavelmente no quarto do hotel, saímos à rua à procura de aventuras na recém-chegada China.
Descemos os 12 andares de elevador, saímos do saguão do hotel, e vimo-nos em uma cidade desconhecida por volta das 8 da noite. Que fazer? Sair para fazer reconhecimento de área.
Logo à frente do hotel havia uma grande avenida, que na verdade é um tipo de rodovia que corta a cidade de norte a sul e de leste a oeste, um tipo de Avenida do Contorno (pra quem conhece BH) ou Anel Viário pra quem conhece SP (daqui a alguns anos, porém). Nas cidades chinesas isso parece ser muito comum. Tianjin, que é menor, tem só dois anéis, o número 1 (exterior) e o número 2 (interior). Beijing, por sua vez, tem 7, mas o anel número 1 não conta porque é a avenida que rodeia a Cidade Proibida e a Praça da Paz Celestial (o centro da capital). Mesmo assim, 6 anéis viários dentro da cidade ajudam bastante no desafogo do tráfego. Um caminho que demoraria uma hora, é feito em 30 minutos, mais ou menos. Parece pouca diferença, mas ajuda bastante.
Bem, voltando a Tianjin, logo ao sair do hotel, já nos vimos de frente à primeira aventura da viagem: atravessar a rua. Chegamos ao cruzamento desse anel viário com mais uma meia-dúzia de ruas (um pouco de exagero, mas era a impressão que dava): carros de todos os lados, bicicletas e motos, além de pedestres por todos os lados, num balé orquestrado por um diretor invisível, tudo harmonizado pela sinfonia de buzinas aqui e acolá. Examinamos o processo durante uns minutos e a primeira conclusão a que chegamos era de que o semáforo era quase um enfeite no meio daquela loucura toda. Ninguém se preocupava muito com ele. O semáforo funcionava mais como um tipo de sugestão: "tudo o que se movimenta deste lado deveria passar agora enquanto o que se movimenta do outro lado dá preferência". Não sei se deu pra entender, mas era mais ou menos assim. Além do mais, não havia faixa de pedestres, pelo menos onde estávamos. Então resolvemos escolher o modo mais lógico. Acompanhar os nativos de perto e pisar em suas pegadas (de preferência deixando o nativo para o lado em que o trânsito vinha, mais ou menos como um escudo). E não é que funciona? Passamos por entre os carros, motos, bicicletas e pedestres com certa facilidade, apesar do medinho que tentava se aflorar. Depois de um relativamente longo tempo, conseguimos atravessar todo o cruzamento, parando nas ilhas onde não havia trânsito no meio da rua, e chegamos a uma grande construção que tinha a maior pinta de supermercado. Com meu conhecimento de Ideogramas, só deu pra decifrar que o que eu via escrito na fachada do prédio era só o nome do estabelecimento, o que não esclarecia se era um supermercado ou uma loja de materiais de construção... No entanto, ao chegarmos à porta, vimos que realmente se tratava de um hipermercado com um tiozinho na porta falando um monte de coisa pra gente. Só consegui entender "9 horas! 9 horas!", informando-nos que o mercado fecharia a tal hora. Mas depois continuou falando mais e mais coisas... Depois entendi que era sobre a mochila... Acho que não podia entrar com mochila ou que tinha que deixar a mochila em algum lugar. Mas, olhando nossa cara de dãããã, fez um "tsc-tsc", tipo "ai, esses estrangeiros bobos que não sabem falar nada..." e fez um gesto para que entrássemos.
Supermercado no exterior é uma experiência única. Ainda mais em um lugar como a China onde nos sentimos analfabetos. (Mesmo assim, ainda consigo entender o básico e não tenho tanto problema... O problema foi na Tailândia onde queria comprar um chocolate, não achei, e saí com um iogurte... lá o negócio é trash.)
Acabei saindo do supermercado com uma garrafinha de suco de uvas verdes, um pacote de bolacha e um vidrinho de Nescafé (Nescafé mesmo, que nem esse que tem aí no Brasil, só que escrito em chinês de um lado e em inglês do outro.) Comprei café por ser um item de sobrevivência, já que na China café é quase inexistente, e quando existe, é relativamente caro.
Mas estávamos com fome. E o que comer?
Preferimos ser práticos. Ao invés de entrar em um restaurante chinês e ficar se matando para descobrir o que é cada prato (com nomes tipo "Dragão Dourado que Sobrevoa as Montanhas de Shenzheng com molho de Tesouros Marinhos"... e quando chega é batata doce empanada com camarão... tipo essas coisas...), preferimos ser pragmáticos e saciar a fome de um modo fácil e eficiente: KFC. O Kentucky Fried Chicken, juntamente com o McDonald's abunda em território chinês. E onde tem um, não passam 100 metros sem que esteja o outro. Parece até que combinam de montar as lojas nos mesmos lugares.
Pedimos nossos lanches e no suco, pedimos o especial que eles tinham para o verão. Qual não foi minha surpresa quando tomei o suco e percebi que era: maracujá! Tudo bem, maracujá misturado com outras frutas, mas tinha maracujá lá dentro! Ai, que "diliça"... Depois de dois anos sem saber o que é maracujá por aqui, minhas papilas gustativas se sentiram realizadas pelo prazer que o suco lhes deu. Ótimo! =)
Andamos um pouco mais, descobrimos uma estação de metrô do lado do hotel, vimos nosso primeiro McDonald's (perto do KFC), o qual tinha um mendigo sentado à porta pedindo dinheiro aos riquinhos que tinham dinheiro pra comer lá (o preço em relação ao custo de vida faz esse tipo de comida (McDonald's, KFC, Pizza Hut) ser relativamente bem mais caro do que no Brasil. Mesmo assim, sempre tinha muuuita gente).
Após esse percurso, estávamos cansados e resolvemos então enfrentar a aventura de atravessar as ruas de volta para o hotel. Dessa vez foi mais rápido, só foi difícil achar um escudo humano...
Dormimos para no dia seguinte conhecer um pouquinho de Tianjin e tomarmos rumo à Pequim.
Mas aí já é uma outra história. Fica pra próxima.
T+
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Estamos voltando...
Só me dá um tempo pra desfazer as malas e tomar um bom banho, tá?
Depois eu conto as novidades.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
De volta de outro mundo...
中国 China
O que que é aquilo??? Pequim é basicamente indescritível! A única impressão que foi comum a mim e a todos os meus amigos é a de que tudo é absurdamente enorme, gigantesco, colossal!
As ruas são avenidas, e as avenidas, principalmente nos cruzamentos, são parecidas com o "Cebolão" das marginais de São Paulo: viadutos sobre mais viadutos, seis faixas para carros (no mínimo) e duas para bicicletas.
Depois escrevo mais.
再见!Tchau!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
A caminho do quadrimilenar "Reino do Centro"
Por enquanto ficam somente minha curiosidade, minhas expectativas e meu sono, já que decidi não dormir para não correr o risco de perder a hora de sair de casa. Temos que chegar ao aeroporto às 9:30 da manhã e, portanto, sair de casa às 7:30 no máximo. O vôo em si sai às 11:30, mas temos que nos encontrar com o pessoal da agência de viagens, pegar nossas passagens, ouvir o sermão de explicações que eles nos vão dar e fazer compras no freeshop! hehe
Vou eu mais um grupo de amigos das mais variadas origens (em ordem alfabética): Áustria, Bulgária, Cazaquistão, Rússia, Uzbequistão. Ao todo, somos sete. Passaremos o fim de semana em Pequim, ou Běijīng como dizem os chineses, com direito a visita à Grande Muralha! Além disso, passaremos por outras atrações como a Cidade Proibida, a Praça da Paz Celestial, dentre outras.
É uma pena ser um pacote de turismo, pelo menos para mim que gosto de explorar os lugares por onde passo e gosto de ter tempo para apreciar tudo. Mesmo com um visto de trinta dias, passarei apenas quatro... E não dá pra mudar. Gostaria até de me aventurar por outras cidades, mas não vai dar. Tem que ser só Pequim.
Pois é. Vamos ver no que vai dar. E se der, eu dou uma postada quando estiver por lá.
Um abraço pra quem fica.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Muita agua ja passou por debaixo da ponte
Voltando a Seul, voltamos também às aulas, mas por pouco tempo. Tivemos aula até a última sexta de julho. Já que as aulas de mestrado começam em setembro, o NIIED resolveu nos dar um mês de férias. Por isso terminanos o curso na metade do livro. Fiquei com um pouco de dó por não chegar ao fim, mas as férias chegaram mais do que na hora. Aproveitei para descansar tudo o que podia e acabei trocando a noite pelo dia. Principalmente depois que comprei um novo computador. O velho já não estava dando mais. Principalmente com a internet ppalli-ppalli (vide acima) que eles têm por aqui que chega a dar uns 2MB/seg. Não há disco que chegue. Além disso, como o computador era meio lento, não dava conta do recado nem mesmo com a internet. Reclamava daqui, reclamava dali, acabei conversando com o Arif (um cara de Bangladesh que já está aqui há 8 anos) e ele me disse que tinha uma placa mãe de Pentium IV que ele não usava mais e que só faltava a memória RAM. Resolvi pegar e fazer o upgrade eu mesmo, mas fui tentar comprar a bendita memória e como era DDR, era mais difícil de achar e mais cara que a DDR2. Acabei indo e vindo 3 vezes na Santa Ifigênia daqui (que, diga-se de passagem, dá de mil a zero na de São Paulo, mas é ainda menor um pouco que Akihabara de Tóquio). No final das contas, consegui achar a abençoada memória e fui montar o computador. Foi aí que vi que precisava de uma nova fonte também de maior potência. Bem, chegou então a um ponto em que eu teria que acabar comprando um monte de coisas novas mais e, por fim, optei por comprar um PC novo de vez. Fui na loja onde havia comprado a RAM e pedi para eles montarem um PC novo dando a RAM como parte do pagamento. Eles aceitaram. Acabei ficando com um Intel Core 2 Duo de 1.6 GHz e 1 GB de RAM + HD de 250 GB. O monitor e os drives de CD, DVD/RAM e floppy eu já tinha dos outros 2 computadores que havia ganhado. Comprei também um teclado novo e um par de caixinhas de som. Tudo acabou ficando por W 295.000. Acho que tá bom. Considerando o monitor LCD widescreen de 17" com sintonizador de TV por W 180.000 e o DVD/RAM por W 40.000, o micro todo saiu por W 515.000. Graças a isso, acabei gastando minhas parcas economias e fiquei as férias em casa mesmo, no calor infernal de agosto, que é o mês dos três "bok" (삼복 三伏), os três períodos mais quentes do ano, quando é de praxe comer comidas quentes para combater "fogo com fogo", chamado de Iyeolchiyeol (이열치열 以熱治熱 = calor parecido cura calor). É nessa época que, reza a tradição, deve-se comer boshintang (보신탕 補身湯), ou melhor, sopa de cachorro. Como eu não podia ficar fora dessa, fui experimentar. Não é nada demais. Se ninguém falar nada, passa por sopa de carnes variadas (meio porco, meio vaca e meio algo que não sei direito, talvez carneiro ou cabrito?). Para mim não foi tão bom porque normalmente não gosto de carne com muita gordura e a maior parte dos nacos tinha bastante. Mas como experiência, valeu a pena. Antes que comecem a falar, carne de cachorro é um tema complicado por aqui também. Principalmente os jovens se recusam terminantemente a comê-la, claro que com excessões). É também mais comum no interior que nas metrópoles. É mais comum com os mais velhos e também com os turistas! Homens também têm uma tendência maior de comer também porque se diz que é uma carne afrodisíaca. No meu caso, comi com a tia da Eun Bee (esta ficou só olhando enquanto a tia se esbaldava e eu apreciava a experiência). O pior de tudo foi achar um restaurante. Acabei apelando para o Lonely Planet que tinha apenas um endereço em toda Seul. De acordo com a tia, não foi dos melhores, mas tampouco estava ruim: veredito final mediano. Disse ela que quando for a Busan, ela vai me levar a um lugar bem melhor. Vamos ver.
Neste momento, estou na Universidade Nacional de Seul esperando a orientação dos estudantes estrangeiros que começará às duas. Cheguei aqui por volta das dez, pois uma vizinha de Taiwan que acabou de chegar aqui na Coréia e ainda não conhece bem a cidade também tinha que vir, mas no caso dela às 10:30 porque ela foi na sessão em chinês. Para mim foi bom pois acabei tendo que sair da toca na parte da manhã, coisa que não fazia havia quase um mês. Isso me faz sentir mais produtivo e ativo. Além do que espero reajustar meu relógio biológico antes que as aulas comecem. Não agüento mais dormir às 5 da manhã e não fazer quase nada durante o dia. Espero que consiga.
Quanto ao tempo, hoje está maravilhoso! O outono já está dando os ares de sua graça. O céu está nublado e um doce ventinho está soprando, refrescando o inferno que estava por aqui. Os dias têm sido bem quentes, por volta dos 30 a 35°C até mesmo à noite. E úmidos! Sempre acima dos 90%. Isso faz-me sentir completamente inutilizado, já que apenas o fato de trocar de roupa, ou qualquer outro tipo de exercício físico banal, já é o bastante para fazer o suor correr às bicas. É realmente absurdo. Para completar, ainda tem o dormitório onde moro que não possui ar condicionado. 24 horas por dia a temperatura do meu quarto se mantém por volta dos 30°C! Durma-se com um calor desses! Ainda bem que é só durante o verão, os outros nove meses restantes do ano são maravilhosamente refrescantes. Tudo bem que esses comentários não deveriam vir de um brasileiro, mas para quem não gosta de futebol, não consegue dançar, gostar de tempo frio não é tão estranho assim, não é?
Bom vou parando por aqui hoje (já são seis páginas do meu caderninho e minha mão está doendo). Não sei quando volto a escrever, mas espero que seja em breve. Quanto a vocês, espero também que escrevam algo para mim de vez em quando. Podem enviar pelos comentários mesmo, ou por e-mail. A todos os meus amigos e parentes, um enorme abraço e muito saudade.
29/08/2007
terça-feira, 3 de julho de 2007
Jejudo, aqui vou eu!
Para mais informações clique aqui (em português, com pouca informação) ou aqui (em inglês, com mais informação).
PS: Um amigo marroquino (muçulmano) acabou de dizer que vai seqüestrar o avião!!! hehe Imagina a cara dos coreanos quando eles se virem com dezenas de estrangeiros dentro do mesmo avião!!! Vai ser muito engraçado!!!
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Ano do porco
sábado, 9 de dezembro de 2006
Minha viagem a Busan! Como fiquei orgulhoso quando escrevi tudo isso em coreano!
지 난 주 일요일에는 내가 은비를 만나러 부산에 갔다. 서울역에서 부산역까지 KTX로 갔다. 그리고 내 옆 자리에 친절한 서울교육대학교 사회교육과 경제학 교수님이 앉으셨다. 성함이 김종호였다. 처음부터 그 교수님이 참 친절하고 태화를 빨리 시작하셨다. 처음에는 영어로 인사 하시고 자기소개도 하셨다. 나도 인사와 자기소개를 한국말로 해 봤다. 그래서 우리가 브라질 이야기를 많이 했다. 김 교수님이 그 이야기를 참 마음에 들어 하셔서 "우리 수업에서 그 이야기 하고 싶지 않아요?"라고 하시고 나를 초대하셨다. 그리고 그 일에 대한 준비하려고 이번 주에는 김 교수님께 연락할 것이다.
No domingo da semana passada fui a Busan me encontrar com Eun Bee. Fui de KTX (Korea Train eXpress) da estação de Seul até a estação de Busan. Ao meu lado sentou-se um professor do departamento de educação social e economia da Universidade de Educação de Seul. Desde o início esse professor já começou a falar comigo muito simpaticamente. No começo, cumprimentou-me em inglês e se apresentou. Eu também o cumprimentei e tentei me apresentar em coreano. Então começamos a conversar muito sobre o Brasil. O professor Kim (NT: Podia ser outro nome?) se interessou tanto que me convidou para fazer uma apresentação em sua sala de aula. Vou fazer os devidos preparativos e entrarei em contato com ele nesta semana. (NT: Na realidade não fiz nada ainda...)
부산 에 도착했고 교수님께서 은비를 만나고 싶어하셨다. 두 명이 조금 이야기하고 교수님은 친구 아버님 장례식에 가셨다. 나는 은비를 만나고 정말 많이 기뻐졌다. 은비도 기뻐했다. 우리가 바로 지하철을 타고 은비의 포르투갈어 교수님 집에 갔다. 필리빠 교수님이 포르투갈 사람인데 브라질 사람과 비슷한 문화가 있다. 그래서 교수님이지만 진구처럼 지낸다. 그 때 필리빠는 대국에 갈 것이었다. 그래서 자기 댁을 나한테 머물러도 좋다고 했다. 그 때문에 호텔에서 자지 않고 돈을 절약할 수 있어서 좋았다. 그 날에 필리빠와 은비랑 많이 이야기했다.
Tendo chegado a Busan, o professor queria se encontrar com a Eun Bee. Os dois conversaram um pouco e o professor saiu para ir ao funeral do pai de seu amigo. Quando me encontrei com Eun Bee, fiquei muito feliz. Eun Bee também ficou. Tomamos o metrô e fomos direto à casa da professora de português da Eun Bee. A professora Filipa é portuguesa e sua cultura é parecida à dos brasileiros. (NT: Parecida se comparamos com a cultura coreana...) Por isso, apesar de ser professora, age como amiga. Esse dia, Filipa estava de partida para a Tailândia e por isso ofereceu sua casa para que eu ficasse em Busan. Foi muito bom que não precisei pagar hotel e economizei um dinheirinho. Nesse dia conversamos bastante, eu, Eun Bee e Filipa.
월요일에는 은비랑 부산 구경을 하러 많은 곳에 갔다. 그 곳 중의 하나는 태종대공원이었다. 부산에 유명한 데이트 코스인데 정말 예쁜 곳이다. 우리가 태종대 공원 입구에서 귀여운 기차와 비슷한 버스를 타고 태종대 전망대까지 갔다. 그 곳에서는 부산의 예쁜 바다를 잘 볼 수 있다. 그런데 추석이 가까워서 달도 정말 예뻤다. 그 다음에 우리가 서면에 가고 상파울루에 없는 KFC에서 맛있는 저녁 밥을 먹었다.
Na segunda-feira, fui passear por Busan com Eun Bee. Dentre os lugares a que fomos, um deles foi o Parque de Tejongde (Taejongdae Gongweon, 태종대공원, 太宗臺公園), um lugar muito bonito e famoso aonde os casais vão para passear (NT: em coreano: "date course"). Na entrada do parque tomamos um ônibus em formato de trenzinho bonitinho (NT: como os trenzinhos de quermesse do Brasil, só que mais caprichado) e fomos até o topo da montanha. Desse lugar podia-se ver muito bem o lindo mar de Busan. E como estávamos na época do Chusŏk (NT: festival que acontece durante a lua cheia de outubro), a lua também estava muito bonita. Fomos depois a Sŏmyŏn (Seomyeon, 서면, 西面) e jantamos muito bem no KFC que já não existe mais em São Paulo.
화요일에는 은비의 친구와 그 친구의 남자 친구랑 경주에 갔다. 경주에 도착해서 비빔밥을 먹고 불국사에 갔다. 불국사에서 많이 사진을 찍었다. 너무 아름답고 역사적인 장소다. 그 다음에 석굴암에 갔다. 정말 인상적인 광경이었다. 시내에 가서 우리는 자전거를 타서 너무 많이 재미있게 놀았다. 부산에 돌아가서 우리는 맛있는 부대찌개를 먹었다.
수요일에는 다시 서면에 갔다. 서면의 서점에 가서 한국말을 배우려고 초등학교 책을 샀다. 그 다음에 은비가 좋아하는 베트남 식당에서 쌀국수와 베트남 식 만두를 먹었다. 그 다음 날에 은비가 울산에 가기 때문에 기숙사 친구가 부산에 왔다. 그래서 은비랑 부산역에 친구를 대리러 갔다. 우리가 집에 돌아올 때, 친구가 지갑을 잃어버렸다고 했다. 부산역에 전화했지만 지갑을 찾을 수 없었다.
목요일에는 은비를 대려다 주러 노포동 버스 터미널에 갔다. 터미널에서 나와 호세가 범어사에 갔다. 범어사가 정말 아름다웠다. 거기에서도 많이 사진을 찍고 절의 분위기를 느꼈다. 그 다음에 호세의 처음 한국 바다인 광안리에 갔다. 바닷게를 걷고 훼밀리마트 앞 탁자에서 여러 이야기를 했다.
목요일에 늦게 잤기 때문에 금요일에는 늦게 일어났다. 집에서 이야기도 하고 인터넷을도 했다. 세 시에 해운대에 갔다. 해운대 바닷게도 걸었다. 부산 아쿠아리움에도 갔다. 아쿠아리움에서 은비한테 백곰하고 홍이진이란 우리 친구한테 거북이 인형을 샀다. 홍이진 생일은 금요일이었다. 그 다음에 차이나 타운에 가고 싶었는데 러시아 타운에 갔다. 나와 호세가 거기를 걷고 좀 무서웠지만 재미있었다. 그 다음에 부산역에 가서 기차표를 샀다.
토요일에는 은비가 부산에 돌아왔다. 필리빠 집을 청소하고 그 다음에 삼겹살을 먹으러 갔다. 삼겹살을 먹은 후에 우리 다 커피숍에 가서 이야기를 많이 했다. 나와 은비는 포르투갈어로 이야기하고 호세는 스페인어로 이야기했기 때문에 옆 탁자 여자가 스페인어로 우리한테 말을 걸었다. 호세는 너무 기뻐서 그녀랑 이야기하고 전화 번호를 바꿨다.
일요일에는 일찍 일어나야 했다. 기차가 아침 여덟 시 삼 분에 출발하기 때문이다. 기차를 타고 추석 때문에 옥천까지 앉아서 갔지만 서울까지 서서 왔다. 힘들었지만 여행이 많이 재미있었다.
2006년 10월 9일
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
A primeira tentativa de blog...
-
Já tem mais ou menos um semana que cheguei aqui em Seul. Tudo está muito bom, principalmente agora que ainda estou de férias! Minhas aulas só vão começar no dia 4 de setembro e até lá, dá pra aproveitar bastante a vida por aqui!
Saí de São Paulo no dia 15 de agosto, o feriado nacional coreano de libertação do Japão. Fui primeiro a Toronto, no Canadá, esperei algumas horas por lá e embarquei de novo agora com destino a Seul.
Viagem
De SP a Toronto, despachei duas malas grandes e levei uma mochila imensa como bagagem de mão comigo dentro do avião. Foi horrível até pra colocar no porta-bagagens que fica em cima das nossas cabeças. Não queria nem entrar. Mas tudo bem. Chegando ao Canadá, tive que desembarcar, passar pela imigração e pela alfândega e saí para o aeroporto. Pra começar, uma de minhas malas não apareceu na esteira e fiquei desesperado, pensei que havia sido estraviada. Pergunta pra um, pergunta pra outro, descobri que a mala que apareceu é que não tinha que ter aparecido. Como as duas estavam etiquetadas com o destino de "Incheon (Coréia)", elas teriam que ser enviadas automaticamente. Tudo bem. Peguei a mala fugitiva e a pus de novo na esteira de trânsito e saí para o aeroporto. Fui logo aos balcões da Air Canada para deixar preparado meu check-in para o próximo vôo e o carinha que estava lá já veio me dizendo que se a mochila fosse bagagem de mão, eles não deixariam embarcar. "Confiando no meu santo", sentei no chão e fui tirando as coisas da mochila grande e passando para a pequena que estava dentro dela. Pus o necessário para a viagem e resolvi fazer o check-in com a mochila grande para ser enviada. A mocinha que me atendeu foi super gentil e eu, aos poucos, fui falando que no Brasil já havia despachado duas malas e precisava despachar esta outra agora. Isso vai contra o regulamento da companhia que só deixa despachar duas malas grandes de 32 kg. E eu já tinha feito isso... A mocinha então ficou preocupada e eu expliquei a situação: estava indo para a Coréia, ia ficar mais ou menos 3 anos, tinha muita coisa pra levar, e lá estavam livros de que eu iria precisar para meu curso de mestrado, etc, etc... Depois de conversarcom seu superior, ela me deu um sorriso e me deixou despachar a famigerada mochila. Depois disso, só alegria! Fiquei caminhando pelo terminal. Terceiro andar, segundo andar, primeiro andar, terceiro andar de novo... Tomei café, comprei chocolate, comprei até um livro! Fiquei lendo, conversei com algumas pessoas. Em suma, tentei matar o tempo durante as longas horas que fiquei esperando o próximo vôo.
Na hora do embarque, fui até o portão e encontrei 300 milhões de coreanos e meia dúzia de ocidentais para entrar no mesmo avião meu. Na hora do embarque, a fila foi enorme e, como não sou besta nem nada, fiquei sentadinho nas poltronas da sala de espera lendo uns 4 ou 5 capítulos do meu livro. Fiquei lá até que a fila sumiu e chamaram meu nome e o de umas outras pessoas e embarquei sossegadamente (mas com 20 minutos de atraso).
Na chegada à Coréia, graças ao atraso no Canadá (que fique bem claro que não foi causado por mim, e sim pelos 300 milhões de coreanos!), eu saí com duas horas de atraso. Também porque a minha mochila, aquela despachada no Canadá, não resolvia aparecer na esteira. Foi uma das últimas e, conseqüentemente, eu fui um dos últimos a sair. Quando finalmente saí, Eun Bee estava desesperada pensando de tudo, menos que minha mochila demorou a sair. Nós nos encontramos facilmente, e quando estávamos conversando, María, a outra brasileira que está aqui, apareceu e já nos levou pro ônibus que nos traria ao dormitório. Já nos explicou o necessário e disse que duas de suas amigas estariam no ponto nos esperando para nos levar a meu destino final.
Isso aconteceu às 21:30 do dia 17 de agosto em Seul, o que corresponde às 9:30 do mesmo dia em SP. Fazendo as contas, já que saí de casa mais ou menos às 17:00 do dia 15, dá um total de mais ou menos 40 horas e meia de viagem! Como não tenho papel aqui, não sei se está certo. Corrijam-me se não estiver. OK?
Como sabia que ia ser longa e cansativa a viagem, dormi o máimo que pude dentro do avião. E consegui! Normalmente, não consigo! Todos dizem que se dormirmos bastante, não teremos muito problema de adaptação ao novo fuso-horário. E não é que funcionou?!?!?! Cheguei aqui novinho em folha, claro que um pouco cansado, mas não tanto para quem andou metade do mundo. Já no primeiro dia, eu e Eun Bee fomos andarum pouco por perto do dormitório para fazer reconhecimento de campo. História essa que fica para o próximo capítulo.
Até.
Friday August 25, 2006 - 09:57pm (KST)

