Itens compartilhados de Juliano

domingo, 10 de agosto de 2008

Olimpíadas e China

Ao redor do mundo, muita gente está assistindo ao espetáculo quadrienal dos esportes, torcendo por suas nações, torcendo pela glória, seja ela de ouro, prata ou bronze. A luta pelo mais rápido, mais forte, mais belo.

No entanto, muitas outras pessoas deixam esses espírito de lado e partem para o lado político. Partem para a difamação e apontam os dedos às faltas do país sede, a China.

Como isso tem sido manifestado em várias partes do mundo, não poderia ser diferente em nosso país, o Brasil. Tenho lido muitas coisas pela internet afora onde pessoas dizem que não apóiam os jogos, que não assistirão, não querem fazer parte dessa horrenda nação que não dá liberdade a seus cidadãos, etc e coisa e tal.

Analisando friamente, de todos os protestos que tenho lido por aí, muitos deles se mostram vazios e sem base alguma, a não ser a cópia de algo que a pessoa ouviu falar ou leu em algum lugar e agora só repete de forma mais do que psitacista. Não passam de frases ocas que só querem atacar os pontos negativos (que, sim, existem), mas sem se preocupar em embasamentos firmes para a exposição de suas idéias.

No entanto, o problema não é esse de ficar mostrando o que é ruim em um país do outro lado do globo. O que me deixa encanzinado é o fato que a maioria das pessoas que fazem isso parecem achar-se vivendo em um paraíso onde não há problemas, onde tudo está certo, onde não há nada a fazer para melhorar a situação.

As pessoas citam fatos como a poluição, o problema dos direitos humanos, as exportações chinesas, a censura, e o diabo a quatro. Mas, pensando friamente, como anda o nosso país? Como anda o Brasil?

Poluição: já esteve bem, mas bem mesmo, pior. No entando, ainda há muito que se fazer. Eu como paulisteiro (paulista+mineiro) não me esqueço dos nossos amados Tietê e Pinheiros. Quem nunca teve uma nauseazinha, pequena que fosse, passando por esses rios em um quente dia de verão não é humano. Quem pega trem nas estações que margeiam o rio Pinheiros sabe muito bem disso. Quem vai do Butantã ao Eldorado a pé, cruzando a ponte Eusébio Matoso sabe muito bem disso... Isso é só um grãozinho de areia no oceano... O processamento do lixo e do esgoto na maioria das cidades não passa nem perto de levar em conta o meio-ambiente e o impacto que possa vir a aparecer na época dos nossos filhos ou netos. E assim vai... Só para ilustrar, o nosso país é o quarto emissor de gases formadores do efeito estufa, com 5,4%, atrás da Indonésia (7,4%), China (11,9%) e Estados Unidos (45,8%).

Direitos humanos: gostaria de dizer que não temos problemas nessa área, já que é o pecado capital da China, mas, pensando bem... Há alguns casos, creio. Citando uma parte do preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos:

"(...) o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo"

Só pra encurtar o assunto, vamos ver as palavras-chave deste pequeníssimo excerto:
  • reconhecimento da dignidade
  • direitos iguais e inalienáveis
  • liberdade
  • justiça
  • paz
Desses pontos quantos será que temos no Brasil?

Dignidade só para poucos, ainda temos cerca de 50% da população vivendo em condições abaixo do que se possa considerar suportável.

Direitos iguais e inalienáveis para quem tem dinheiro para poder pagar por eles.

Justiça que é feita quando a mídia decide que deva ser feita, mas ainda dá pra conversar e tomar um cafezinho.

Paz e liberdade! As pessoas realmente sabem o que significam essas palavras no Brasil??? De tudo o que eu sinto aqui na Coréia, a melhor coisa disparado é a paz e a liberdade. Onde no Brasil alguém poderia ir ao banco, sacar 1000 dólares e sair contando o bolo de 100 notas na rua? Onde no Brasil alguém (mulheres desacompanhadas principalmente) poderia andar às 3 da madrugada em um lugar calmo ou deserto sem iluminação e não dar a mínima para isso? Onde é que no Brasil alguém tem a possibilidade de subir um morro no meio da cidade com umas casinhas amontoadas aqui e ali, mas só com o intuito de apreciar a vista do topo? E isso tudo é porque no Brasil não tem guerra! Não é o que todo mundo fala? E isso tudo porque a Coréia do Sul, em teoria, ainda está em guerra com a Coréia do Norte; o fim da guerra nunca foi declarado... Só teve um armistício, uma suspensão provisória.
Pois é...

Ainda tem o caso do trabalho infantil e trabalho escravo pelos quais o "Brazil" é conhecido mundialmente.

Além disso, também o caso dos meninos de rua, do tráfico de drogas, da guerra urbana do crime organizado...

Os produtos chineses são também tratados como monstros que invadem os mercados, impossibilitando a venda dos produtos nacionais e blá, blá, blá... Todo mundo já conhece essa ladainha. No entando, os produtos Brasileiros também fazem algo similar no nosso arredor (América do Sul). Quem não se lembra dos protestos dos argentinos contra a importação de produtos brasileiros? Quem não sabe das empresas brasileiras que estão entrando nos outros países e comprando muito do que vêem pela frente? O imperialismo comercial brasileiro, ainda que pequeno comparado com o de outros países, já se faz sentir aos poucos. E nós, enchemos nosso peito de orgulho, de que o Brasil está crescendo e se mostrando ao mundo, mas não pensamos no que os argentinos, bolivianos, uruguaios, paraguaios, colombianos pensam de nós. Talvez o mesmo que nós pensemos sobre os Estados Unidos (no sentido pejorativo)...

Ainda bem que não temos censura! Isso é um absurdo, não é mesmo?
Vocês já ouviram falar de um documentário da BBC chamado "Beyond Citizen Kane"? Segue uma explicaçãozinha retirada da Wikipédia:

Beyond Citizen Kane (no Brasil, Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog produzido em 1993 para o Canal 4 do Reino Unido. A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, poder e suas relações políticas. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criada em 1941 por Orson Welles para Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo emprega a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como o fez Kane.

Controvérsia da Globo sobre direitos britânicos

O documentário foi transmitido pela primeira vez em setembro de 1993, por meio do Canal 4 britânico. A transmissão foi adiado por um ano, porque a Rede Globo contestou, baseado em leis do Reino Unido, os produtores de Muito Além do Cidadão Kane pelo uso sem permissão de pequenos fragmentos de programas da emissora para fins de "observação crítica e de revisão".

Durante este período, o diretor Simon Hartog morreu após uma longa enfermidade. O processo de edição do documentário foi assumido por seu co-produtor, John Ellis. Quando pôde ser finalmente transmitido, cópias do documentário foram disponibilizadas ao custo de produção pelo Channel 4. Muitas cópias foram enviados ao Brasil através da comunidade brasileira residente na Grã-Bretanha.

Banimento no Brasil

O filme seria exibido pela primeira vez no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro, em março de 1994. Um dia antes da estréia, a polícia militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia do filme, ameaçando em caso de desobediência multar a administração do MAM-RJ e também intimidando o secretário de cultura, que acabou sendo despedido três dias depois.

Durante os anos noventa, o filme foi mostrado ilegalmente em universidades e eventos sem anúncio público de partidos políticos. [1] Em 1995, a Globo tentou caçar as cópias disponíveis nos arquivos da Universidade de São Paulo através da Justiça Brasileira, mas o pedido lhe foi negado.

O filme teve acesso restrito a essas pessoas e só se tornou amplamente vistos a partir da década de 2000, graças à popularização da internet.

E isso tudo nos anos 90! Quem diria! Muita gente não sabe...
Aí, muita gente vai dizer: mas olha! não tem censura agora porque podemos ver isso tudo na internet, posso falar o que quiser e não vou preso... Mas, será? O que é que a grande maioria do povo brasileiro sabe? O que é estudado nas escolas, o que é aprendido por meio de literatura vasta e variada, ou o que é passado na televisão? Quando alguma coisa passa na TV, ou sai no jornal, todo mundo toma aquilo por verdade verdadeira, mas será mesmo? A censura no Brasil não é feita ativamente porque não precisa. O povo já nasce censurado das mais básicas necessidades humanas, do conhecimento, da opinião crítica, da educação, da paz e do direito de ir e vir... E o problema é que ninguém vê isso.

Mas o que mais me surpreende é que o nosso povo em geral está sempre descontente; e faz o quê? Espera. Espera que alguém faça algo, porque os descontentes estão muito ocupados com as mulheres melancias, os quadrados, os churrascos e as baladas. Se perguntar, muita gente fala que não tá bom, que podia tá melhor, mas quem faz alguma coisa? Ninguém. O brasileiro sempre espera que alguém faça algo por ele. Pra que jogar a embalagem do sorvete na lata de lixo se tem o gari que vai passar pra varrer a rua? Além do que, se não me atinge diretamente, pra que vou me preocupar?

Além disso, o Big Brother (nada a ver com o programa de TV, tá bom, meninos?) hoje em dia já existe, só que mudou de nome... O novo nome do Big Brother agora é IP...

Não sei se alguém viu o seriado na internet "Vida no Trânsito". Tem um cara lá que é exatamente isto o que estou falando. Ele está sempre nervosinho com a situação, expõe todos os problemas e diz: "alguém PRECISA fazer alguma coisa!", mas ele mesmo fica jogando dominó com o taxista e fumando seus cigarrinhos.

Quanto às execuções, não tenho muito o que falar. Ainda bem que não temos isso no nosso país, não é verdade? Não temos chacinas, assassinatos, assaltos à mão armada, seqüestros, coisas desse tipo. Que bom!


Rap das armas (744691 visualizações)


Trabalho escravo




Tortura


Chacina




Tráfico


E também tem aquela do Tibete e do Turcomenistão do Leste (aquele lugar onde acabou de ter um arremedo de carro-bomba que matou 16 policiais). Quem assistiu a cerimônia de abertura das Olimpíadas já sabe: a china tem 56 diferentes etnias dentro de seu imenso território (maior que o do Brasil). Dizem que esse território foi tomado à força e que eles forçam a homogeinização dos povos pela língua e pela cultura... Alguém já parou para pensar no nosso "Novo Continente"? A América (não no sentido estadunidense, mas no sentido geográfico, ou seja, as três Américas, do Norte, Central e do Sul) foi criada extirpando todas as nações existentes por aqui e os pobrezinhos que sobreviveram às primeiras investidas hoje se encontram em uma situação que não é lá das melhores. Mas eles são índios, não é? Até há pouquíssimo tempo, eles eram considerados legalmente incapazes tanto quanto uma criança...

E na China, onde eles têm 56 diferentes etnias, já dá tanto pano pra manga; imagina no Brazil que temos só de povos indígenas mais do que 200! Já ouviram falar dos Aconãs, Acuntsus, Aicanãs, Ajurus, Amanaiés, Amondauas, Anacés, Anambés, Apaniecras-canelas, Aparaís, Apiacás, Apinajés, Apolimas-araras, Apurinãs, Aquáuas, Aranãs, Arapaços, Araras, Araras-caros, Araras-do-aripuanã, Arauetés, Aricapus, Aruás, Aticuns-umãs, Auetis, Avás-canoeiros, Bacairis, Banauás, Baníuas, Barás, Barasanas, Barés, Bororos, Caapores, Cadiuéus, Caiabis, Caiapós, Caiapós-xicrins, Caimbés, Caingangues, Caixanas, Calabaças, Calabaças-jandaíras, Calancós, Calapalos, Camaiurás, Cambas, Cambebas, Cambiuás, Campas, Canamaris, Canindés, Canoês, Cantarurés, Capinauás, Carajás, Carapanãs, Carapotós, Caripunas, Cariris, Cariris-xocós, Caritianas, Caruazus, Catuquinas, Catuquinas-pano, Caxagós, Caxararis, Caxinauás, Caxixós, Chamacocos, Chiquitanos, Cintas-largas, Cocamas, Coiupancás, Corubos, Craós, Crenaques, Cricatis, Cubeos, Cuicuros, Cujubins, Culinas-pano, Curuaias, Denis, Desanos, Dous, Eleotérios-do-catu, Enáuenês-nauês, Euaruianas, Fulniôs, Galibis, Galibis-maruornos, Gaviões-mondés, Guajajaras, Guajás, Guaranis, Guatós, Hupdás, Ianomâmis, Iaualapitis, Iauanauás, Icpengues, Iecuanas, Ingaricós, Iranxes, Jabutis, Jamamadis, Jaminauás, Jarauaras, Javaés, Jenipapos-canindés, Jiahuis, Jiripancós, Jucás, Jumas, Jurunas, Machineris, Macunas, Macurapes, Macuxis, Marubos, Matipus, Matises, Matsés, Maxacalis, Meinacos, Menquis, Miranhas, Miritis-tapuias, Mundurucus, Muras, Nadobes, Nambiquaras, Naruvotos, Náuas, Nauquás, Nuquinis, Ofaiés, Oiampis, Oro-uins, Paiacus, Palicures, Panarás, Pancaiucás, Pancararés, Pancararus, Pancarus, Paracanãs, Paracatejês-gaviões, Parecis, Parintintins, Patamonas, Pataxós, Pataxós-hã-hã-hães, Paumaris, Pipipãs, Pipipãs-de-cambixuru, Pirarrãs, Piratapuias, Pitaguaris, Poianauas, Potiguaras, Pucobiés-gaviões, Quiriris, Rancocamecras-canelas, Sacurabiates, Saterés-maués, Sirianos, Suiás, Suruís, Suruuarrás, Tabajaras, Tapaiúnas, Tapebas, Tapirapés, Tapuias, Tarianas, Taurepangues, Tembés, Tenharins, Terenas, Ticunas, Tingui-botós, Tiriós, Torás, Tremembés, Trucás, Trumais, Tsunhuns-djapás, Tucanos, Tuiúcas, Tumbalalás, Tuparis, Tupinambás, Tupiniquins, Turiuaras, Tuxás, Uaianas, Uaimiris-atroaris, Uaiuais, Uananos, Uapixanas, Uarequenas, Uaris, Uassus, Uassus-cocais, Uaurás, Uitotos, Umutinas, Xacriabás, Xambioás, Xavantes, Xerentes, Xetás, Xipaias, Xoclengues, Xocós, Xucurus, Xucurus-cariris, Yuhupdeh, Zoés e Zorós?
Com certeza tem até mais que isso, e já teve muito mais ainda!

E não falando dos povos atuais e dos já exterminados, o que dizer do território brasileiro? Quem fez até a 4.ª série primária deve (ou deveria) conhecer algo a respeito da Bula Inter Coetera e do Tratado de Tordesilhas. Portugal só tinha direito às terras a leste da linha de Tordesilhas, o que equivalia a um quarto ou menos até do território atual ocupado pelo Brasil. O que fizeram os Portugueses, nossos avós? Foram tomando o que podiam, foram entrando no sertão e nas florestas e foram tomando, ignorando quem vivesse por lá, como sempre. Encontrando índios pelo caminho, faziam amizade (leia-se: exploravam o trabalho escravo indígena) ou, se os índios não eram "amigáveis", azar o deles: vai apodrecer.
Até a pouco tempo (séc. XIX) o Paraguai era relativamente grande e forte (lembro de um mapa antigo que vi no Museu do Ipiranga que mostrava Sorocaba quase na fronteira com o Paraguai...), o Acre era parte da Bolívia... E por aí vai...
Conheço gente que até hoje reclama da perda da Cisplatina... Sentem-se castrados por terem perdido um pedaço de terra do nosso país (que nem nos pertenceu por muito tempo, diga-se de passagem...).

E os Estados Unidos da América? Deveriam devolver mais de metade de seu território ao México? E o Alaska comprado da Rússia e a Luisiânia comprada da França? Só porque foram comprados por uma mixaria não tem problema, não é?

Agora, a China só porque invadiu o Tibete nos anos 50, depois da Segunda Guerra, quando a nova ordem já estava instalada, é atacada por todos os lados? E quanto às grandes potências colonialistas européias, ou estadunidenses, ou japonesas (só para citar algumas)?



Vou ficando por aqui na esperança de ter atiçado um pouco algumas mentes para um pensamento mais crítico e menos passivo. Apesar de termos ainda um longo caminho pela frente, se cada um fizer uma pequenina coisa, talvez o futuro não seja tão triste.

Se alguém tiver algum ponto a incluir, por favor comente.

Um abraço,

Juliano

PS: Só para constar, aí vai uma entrevista do Lula para a BBC onde esses fatos são mencionados como possíveis impecílios à realização das Olimpíadas no Rio em 2016... Aqui.

PPS: Mais umas coisas para ler...

PNAD:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2006/brasilpnad2006.pdf

Race segregation in Brazil (estudos acadêmicos):
http://paa2006.princeton.edu/download.aspx?submissionId=61570
http://www.nd.edu/~kellogg/publications/workingpapers/WPS/173.pdf
http://books.google.com/books?id=YwJoyyXm7ZkC&dq=significance+of+skin+color+in+brazil&pg=PP1&ots=cQeqRUKcIy&sig=og5d-Ia5Hp2zrFEB9ApVMFxRH9I&prev=http://www.google.com/search%3Fsourceid%3Dnavclient-ff%26ie%3DUTF-8%26rls%3DGGGL,GGGL:2006-46,GGGL:en%26q%3Dsignificance%2Bof%2Bskin%2Bcolor%2Bin%2Bbrazil&sa=X&oi=print&ct=title#PPP15,M1

Estupro - BBC:
http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/6266712.stm

Miami Herald:
http://www.miamiherald.com/multimedia/news/afrolatin/part3/index.html

7 comentários:

(^oo^) bad girl (^oo^) disse...

So good......

séfora disse...

Excelente post, muito bem escrito. Conseguiu fazer uma ótima síntese da situação do nosso querido país.
A respeito do vídeo do lula : “pra que pensar se eu tenho o que eu quero ,tenho a nega ,o meu bolero a tv e o carnaval...”

um abraço!

Jorge disse...

Hello friend: it wanted invitarte that you visit blog that I am making with my students of second year of the secondary one on the DISCRIMINATION.
http://nodiscrimine.blogspot.com
arduous and interesting Subject.
Surely it will be of your affability.
We invited to you that you read what pleases of him and makes an opinion on he himself.
Its contribution will be valuable.
In blog it will find a translator of the page in several languages if he needs it.
A hug from Argentina.

Séfora disse...

O que dizer? Fantástico!!
É por isso que eu gosto de você!!

Não tem como não fazer outra citação:
"o que falta é cultura pra cuspir na estrutura"

voyage disse...

Caro Juliano,

Favor subir o blogroll para um local mais visivel. Lá embaixo só rendeu um clique. Em breve atualizaremos o Cuxaxo com um link na seção "Nossos Blogs". Obrigado.

Voyage
Cuxaxo Inc.

Carlos disse...

Será que aqui é tão diferente assim?
Quando vemos a MBC assumindo que cometeu "erros de tradução" em um programa sobre a questão da carne americana/vaca louca, contribuindo para a histeria que se seguiu, fica difícil separar o joio do trigo (nessa e outras questões).
Perdoe-me o comentário, mas esse post tá mais pra estudante-chinês-que-não-aguenta-ouvir -críticas. Podemos sim, ter muitos problemas idênticos à China. Mas, cá entre nós, comparar o nível de liberdade... não dá né.
Abraços
Carlos.

Henrique disse...

Muito bom! Praticamente uma aula de história e de análise crítica da política mundial e local. Parabéns!

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