Itens compartilhados de Juliano

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz ano novo!!!

Aqui vamos nós para o ano do rato!
Vou sair daqui a pouco para passar meu réveillon em Jonggak como alguns outros milhões de coreanos e estrangeiros.
Tradicionalmente o ano novo coreano é marcado com o toque do sino mais tradicional de Seul, o que dá o nome à região de Jonggak (que significa "Pavilhão do Sino"), o sino que era usado como alarme de invasões, incêndios e boas-novas também na Seul dos reis da Terra da Manhã Tranqüila de outrora.
Hoje em dia, Jonggak nada mais é do que uma construção antiga no meio do mar de arranha-céus da Seul moderna e (quase-)cosmopolita, somente lembrado no dia 31 de dezembro, quando as "otoridade" e alguns artistas vão lá para participar da cerimônia milenar (essa sim é milenar!) do toque do sino. Tudo bem que a data do ano novo mudou para seguir o mundo ocidental, mas tradicionalmente o ano novo lunar também é muito festejado por aqui. Esse fica para daqui a dois meses em fevereiro, mais especificamente no dia 7 de fevereiro, quando celebraremos de verdade a chegada do ano do rato. Por enquanto, vai ser só a passagem do ano solar.
Aí embaixo vai um videozinho que eu achei na internet de alguém que vez este programa no ano passado. Daqui a algumas horas eu ponho o meu.
Um grande abraço a todos e muitas felicidades no ano que está chegando!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL! HO HO HO

Estou muito feliz!!!
Primeiro de tudo, feliz natal a todos!
No meu caso, mais do que feliz, meu natal foi divertido e... gostoso!
Fomos à ilha de Nami (Nam-i seom), um lugar muito famoso na Coréia por causa de uma novela que teve (para os nipófilos, 冬のソナタ). Alugamos uma casa por uma noite e fomos 14 pessoas passar a noite por lá.
Foi muito muito muito divertido.
Yulia, do Uzbequistão, preparou um frango muito bom e, literalmente, "salada russa", a nossa conhecida maionese, a qual os russos chamam de "olivier" (pronunciado à la française com sotaque russo, é claro).
Roberta, da Itália, preparou espagueti com conchas (não sei como se chamam em português), e lula recheada com atum (que estava muito bom!!!).
Eun Bee preparou patê de atum (ela já vai receber diploma de patezeira profissional, faz patê a três por dois...) que também estava muito bom.
Fora isso, estávamos na presença de russos e adjacentes (Rússia, Bulgária, Uzbequistão), germânicos (Áustria, Alemanha, e de um certo ponto de vista, França), "latinos" (Itália, e de um certo ponto de vista, França) e "neo-latino", eu do Brasil, além, é claro, de representantes do hemisfério oriental, da terra onde estamos, Coréia. E, por isso, obviamente, não faltou o que beber.
Eu fiquei em pé até umas 3, depois de comer e beber e fui tentar me deitar. No melhor estilo coreano, a casa tinha aquecimento no chão, e não tinha cama, todo mundo dorme no chão mesmo. O problema é que o "bendito" chão estava queimando de tão quente!!! Não dava pra dormir. Depois de tentar em vão por uns 30 minutos, resolvi sair de casa pra tomar uma fresca fora... Sob um frio abaixo de zero que se fazia sentir como uma gostosa brisa marítima na praia do Mucuripe em Fortaleza, extremamente refrescante... Não dava pra dormir naquele chão de mais de 40 graus.
Depois de muito ponderar, resolvemos estender uns 6 edredons no chão (na Coréia não se usam colchões normalmente), um em cima do outro, só para tentar cortar o calor que subia do piso; mesmo assim ainda dava pra sentir. Pelo menos, consegui dormir por algumas horas.
Depois, na volta, tomamos o trem para Seul que estava, obviamente, lotado. Não nos preocupamos: sentamos na porta mesmo, começamos a beber cerveja, a cantar e a falar merda... eu, Oleg (russo), Roberta (italiana) e Sofia (búlgara). Nem vimos passar a viagem de uma hora.
Chegamos agora há pouco e aproveitei para ver se minhas notas já haviam saído e qual não foi minha surpresa quando, depois de muito procurar pelo site (foi a minha primeira vez na nova faculdade...), eu encontrei e achei: 3.76!!!
Para nós, brasileiros, parece pouco, né? Mas não!!! He he he!!! São 3.76 em 4! Isso dá 94% de aproveitamento! Ah... que alívio! Isso me poupou de ter que pagar o curso no semestre que vem! Pois é. Aqui é assim: se não conseguir média de 3, tem que pagar. Agora deu pra sentir que eles realmente fazem um pouco de vista grossa com os estrangeiros, hehe. Também porque eu descobri que o governo que me paga para estudar aqui, também paga meu professor orientador para "tomar conta de mim". E vocês acham que ele quer perder essa "boquinha"? Nem matando! He he he!
E tendo dito, que viva a Coréia! E feliz natal para quem está aí no Brasil!
Muitas felicidades e até o próximo post.

Juliano

PS: Papai Noel existe! ;)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Fotos...

Não se esqueçam de ver as fotos no picasa! Dêem uma passadinha por lá, viu?^^

domingo, 16 de dezembro de 2007

Quase nos finalmentes

Oi, gente!
Faz muuuito tempo que eu não escrevia aqui no blog. Tudo graças à época de provas, trabalhos, apresentações, etc, etc. Não foi fácil, não. Apesar de eu ter apenas 3 matérias, eu me sinto como se tivesse dez.
Tudo começou um pouco mais de um mês atrás, quando tive que começar a preparar minha apresentação de sintaxe a respeito de "Retomada, Ciclicidade Sucessiva e Localidade de Operações" na língua irlandesa. O texto tinha umas 50 páginas e, por ser longo, foi dado a duas pessoas: eu e uma menina chinesa. O problema é que essa menina não entende quase nada de inglês e, durante todas as vezes em que nos encontramos, ao invés de discutirmos a respeito do texto, eu tinha que (tentar) traduzir o texto junto com ela. Ficamos mais de 30 horas só na metade do texto e eu tive só uma noite para preparar a minha parte, que era a outra metade. Foi uma beleza. E o melhor, é que na noite anterior à apresentação, ela me mandou o que ela preparou e aí me dei conta que ela tinha feito um capítulo a menos do que havíamos combinado, sobrando para mim entender e explicar o que ela deixou pra trás. E, para completar, eu tinha pegado gripe e estava me sentindo péssimo.
No dia seguinte, foi feita a apresentação e eu me surpreendi, porque esta professora, durante todas as outras apresentações dos outros alunos, sempre interrompia e explica isso ou aquilo, mas durante a minha, ela ficou quietinha e só balançava a cabeça concordando com o que eu dizia. Fiquei surpreso com isso, e mais ainda quando no final ela se virou pra mim e disse: "muito boa apresentação, viu?". Fiquei bem feliz com isso, e levantou meu ânimo para enfrentar as 3 semanas "maravilhosas" que me esperavam pela frente.
Na segunda-feira passada, tive uma apresentação na matéria de Lingüística Computacional Prática, onde falei sobre uma linguagem atualmente em criação por pesquisadores da Universidade do Minho para a criação de ontologias. Depois, na quarta, tive a prova final da matéria de Lingüística Computacional Teórica. Essa foi de amargar. Apesar de ter estudado, não me lembrava das fórmulas para a aplicação na hora da prova. Na verdade, as provas deste professor, que, diga-se de passagem, é meu orientador, são o ó. Na hora das aulas, ele passa como uma borboleta pela matéria, "explicando" (pelo menos é o que eu acho que ele acha que está fazendo), lendo as apresentações de power point que ele chupinha prontas de alguma universidade dos Estados Unidos, e, na hora da prova, ele pede pra gente dar os valores (calculados na mão com uma calculadora) que o programa daria se estivesse rodando no computador. Isso é o cúmulo. Para um resultado de cinco linhas de programa, o que o computador levaria menos de um segundo para rodar, nós levamos muitos e muitos minutos para digitar na calculadora e escrever passo-a-passo, o estado do programa ao fim de cada operação. Outra, se fosse apenas uma ou duas questões desse tipo, até que vá lá, mas foram umas oito! Haja paciência... Além disso, ele nos deu apenas duas horas para fazer tudo isso. Depois de acabar o tempo, e ninguém ter conseguido terminar, ele acabou dando mais meia hora. No final, nem sei o que esperar dessa prova.
No dia seguinte, tivemos uma prova de sintaxe. Também oito questões para serem resolvidas em 3 horas. Até aí, tudo bem porque era prova de consulta. O problema é que quando eu terminei de responder todos os 6 ítens da primeira questão já havia passado uma hora e meia... Comecei a correr, mas ao término das 3 horas, a professora chegou e ninguém tinha feito nem a metade. Ela então disse que poderíamos ficar até às 6 da tarde, que era quando ela sairia da universidade. Depois de 5 horas de prova e mais de 10 páginas (A3) escritas à mão, eu havia conseguido terminar uns 90% da prova. Mais que isso eu não conseguia fazer, não sei se por ignorância das respostas ou por fastio mesmo de escrever tanto sem descansar. O cérebro já não funcionava mais como deveria...
Logo depois dessa aventura digna de um recorde no livro do Guiness, reunimo-nos, eu mais os dois caras que trabalham comigo no Laboratório de Lingüística Computacional, e um menino e uma menina que trabalham no Centro de Pesquisa de Sintaxe para irmos comemorar nossa sobrevivência a um episódio tão singular. Fomos ao bairro mais próximo da universidade e entramos num restaurantezinho para comer frango (que não estava mal, apesar de seco de tão cozido...) e mandamos ver na cerveja. Depois, fomos a um outr restaurante especializado em caracóis chamados "sora" e "golbengi" muito utilizados durante a bebedeira de soju, a bebida nacional coreana. Além disso, no final, ainda resolveram pedir "kijoge", uma concha parecida com mexilhão mas tamanho-família, com molho e queijo mussarela, assada na brasa.
Nem preciso falar em que que deu essa mistureba no meu bucho, né? Principalmente depois de pegar mais de 40 minutos de metrô sacolejante de volta para casa e passar três estações depois da que eu teria que descer às 12:45, sendo que meu dormitório fecha as portas à uma hora, né? Nem preciso falar... Mas, no final das contas, pelo menos consegui pegar um táxi, sair correndo e alcançar as portas abertas. Pelo menos consegui dormir na minha cama quentinha...
Vou ficando por aqui hoje, porque estou com muito sono e amanhã tenho minha última aula deste semestre. Volto em breve.

PS: Aí vai um videozinho do segundo lugar, com o Munhyeong comendo caracóis, o Sangcheol falando "Tá bom" (que é marca de suco de laranja aqui) e a Suyeong perguntando como se fala Brasil em "brasileiro"...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Oi, gente!

Ainda estou vivo, apesar de estar no meio da época de provas. O negócio tá feio, mas nóis vai levando devagarzinho. Ontem tive mais uma apresentação. Fiquei até muito feliz com o resultado, porque esta professora, normalmente não deixa um aluno falando sozinho durante toda a apresentação, ela sempre interrompe e explica o que devia ser explicado. No meu caso, ela ficou durante todo o tempo que falei (acho que quase uma hora) sentadinha, balançando a cabeça e confirmando o que eu falava. No final, ela olhou pra mim e disse: "Muito boa sua apresentação". Isso me deixou muito feliz!!! ^o^/
Agora na próxima semana vai ser prova dela, um dia depois de uma outra prova animal. Não sei como vou gerir meu tempo, mas tenho que dar um jeito...

Só pra descontrair, peguei os textos da primeira página do meu blog e joguei em um gerador de frases aleatórias, o qual utiliza "Markov Chains" que é o que eu estou estudando agora e este foi o resultado:

"# Tô cansado pra dedéu, e já não me lembro direito de uma semana toda que eu tinha tirado no máximo uns 40! Fiquei muito feliz com isso!^^ Valeu o dia!^^ Mas aí acabam-se as luzes, o pano da cortina desce e meu dia acaba. PUM. O negócio é que, quando tomo a prova e você tem que escrever tim-tim por tim-tim o que eu fiz nos últimos dias. Tentei usar de tudo aquilo (falando, não comentando ou explicando ou elucidando ou ensinando; falando), depois ouvimos apresentações de outros alunos q leram os textos extras, que - por coincidência - tbm só mencionam o q leram. O professor faz um-hum e beleza! A aula tá dada e até a próxima. Acho q dava pra fazer um curso de pós-graduação aqui na Terra da Manhã Tranqüila (ou seria Serena? Em português não sei como é que fica... e também não tenho tempo de pensar agora.)."

Já que não dá pra eu escrever, resolvi reescrever o já escrito de uma nova forma para uma releitura pra quem não leu... :p

Pois é, por hoje é só, pessoal.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Neve!

Acabei de ver a primeira neve do ano!
Apesar de ainda estar meia-boca, isto é, neve que já está quase derretendo, pra um brasileiro é neve!
Até a semana passada não estava tão frio, mas de uns 3 dias pra cá a temperatura despencou com -6 graus hoje. A partir de amanhã sobe um pouquinho, mas daqui para a frente é cada vez mais pra baixo. hehe
Amanhã vou ter minha primeira aula pelo programa do CCAP (Cross Cultural Awareness Program) da Unesco. É um programa de trabalho voluntário no qual um "professor" estrangeiro vai a uma escola de 1º grau (principalmente) e fala sobre a cultura do seu país. Acho que vai ser legal.
Depois eu conto, tá?

Agora eu vou sair pra brincar um pouquinho!!! hehehe

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Dois ícones "J"pops travam um combate mortal...

Com vocês Guitar-Samurai (ギター侍) e Crayon Shinchan (クレヨンしんちゃん):


Essa veio d'além-mar... Mar do Leste por aqui, Mar do Japão por lá...

Tem trem mais doido que este???

Fluido não-newtoniano:


E outro:

Jadu - a banda mais gastronômica da Coréia!!! E Muhandojeon: a Coréia em "Pânico"

Kimbab:


몇십년 동안 서로 달리 살아온 우리
달라도 한참 달라 너무 피곤해
영화도 나는 멜로 너는 Action
난 피자 너는 순두부

Nós que vivemos separados por umas décadas
Mesmo diferentes, estou cansada de ficar longe
Mesmo nos filmes, gosto de drama, você de ação
Gosto de pizza e você de "sundubu" (comida bem típica coreana)

그래도 우린 하나 통한 게 있어 김밥
김밥을 좋아하잖아
언제나 김과 밥은 붙여 산다고
너무나 부러워 했지

Mesmo assim temos uma coisa em comum: kimbap
Você não gosta de kimbap?
Você não ficou com vergonha quando disse que
quero viver grudado como o arroz e a alga (do kimbap)?

잘 말아줘 잘 눌러줘
밥알이 김에 달라 붙는 것처럼
너에게 붙어 있을래
날 안아줘 날 안아줘
옆구리 터져 버린 저 김밥 처럼
내 가슴 터질 때까지

Me enrola direitinho, me aperta direitinho
Assim como os grãos de arroz com a alga
Eu quero ficar grudada em você
Me abraça, me abraça
até meu peito explodir
como aquele kimbap que ficou com o lado partido

예전에 김밥 속에 단무지 하나
요새 김치에 치즈 참치가
세상이 변하니까 김밥도 변해
우리의 사랑도 변해

Antigamente só tinha um danmuji dentro do kimbap
hoje em dia, kimchi, queijo e atum.
Já que o mundo muda, o kimbap também muda
e o nosso amor também

잘 말아줘 잘 눌려줘
밥알이 김에 달라 붙는 것처럼
너에게 붙어 있을래
날 안아줘 날 안아줘
옆구리 터져 버린 저 김밥처럼
내 가슴 터지게 해

Me enrola direitinho, me aperta direitinho
Assim como os grãos de arroz com a alga
Eu quero ficar grudada em você
Me abraça, me abraça
até meu peito explodir
como aquele kimbap que ficou com o lado partido

널 사랑해 널 사랑해
세상이 우릴 하나 놓을 때까지
영원히 사랑 할꺼야
끝까지 붙어 있을래

Eu te amo, eu te amo
até que o mundo deixe só um de nós dois.
Vou te amar pra sempre.
Quero ficar grudada até o fim.

Shiksa buto haseyo:


일찍 오셨네요 피곤해 보이네요
아무리 힘들어도 챙길건 챙기세요
식사부터 하세요

Ah, você chegou cedo! Parece cansado!
Mesmo sendo cansativo, dê uma jeito no que tem que ser arrumado.
Comece pela refeição.

언제나 바쁘네요 정신없어 보여요
모든걸 내려놓고 주위를 둘러봐요
빨리전화 하세요

Ah, você está sempre ocupado! Parece chateado.
Tenta deixar um pouquinho as coisas de lado, desligar-se um pouco.
Faz um telefonema rapidinho.

참~사는게 힘겹더라도 다~누구나 그렇잖아요
늘~옆에서 응원할께요
오빠 오빠 나는 오빠를 믿어요

Bem, mesmo que ache que seja muito difícil viver. Todo mundo pensa assim, não é?
Eu vou ficar sempre do lado torcendo.
Gato, gato, acredito no meu gato! (Sei lá como se traduz "oppa"... Significa "irmão mais velho", mas é a palavra que as meninas usam pra chamar seus namorados...)

참~인생이 지겹더라도 다~누구나 그렇잖아요
늘~그자리를 지켜주세요
오빠 오빠 나는 오빠를 믿어요

Bem, mesmo que você ache que a vida seja cansativa. Todo mundo pensa assim, não é?
Sempre tome conta desse lugar.
Gato, gato, acredito no meu gato!

배고픈데 밥은 먹어야지 근데누가 밥을 사줘야지
사방팔방 둘러보아도 내편은 어디? 여기 OK

Se está com fome, tem comer. Mas quem vai comprar comida?
Mesmo tentando ir para outros cantos, onde é meu lugar? Aqui. OK!

해가 넘어 갔어요 캄캄한 밤이네요
할 일이 쌓였어도 챙길건 챙겨야죠
식사부터 하세요

O sol já se pôs. Que noite escura!
Mesmo com um monte de trabalho atrasado, o que tem que ser feito tem que ser feito.
Comece pela refeição.

언제나 바쁘네요 정신없어 보여요
모든 걸 내려놓고 주위를 둘러봐요
빨리 전화 하세요

Ah, você está sempre ocupado! Parece chateado.
Tenta deixar um pouquinho as coisas de lado, desligar-se um pouco.
Faz um telefonema rapidinho.

참 사는게 힘겹더라도 다 누구나 그렇잖아요
늘 옆에서 응원 할께요
오빠 오빠 나는 오빠를 믿어요

Bem, mesmo que ache que seja muito difícil viver. Todo mundo pensa assim, não é?
Eu vou ficar sempre do lado torcendo.
Gato, gato, acredito no meu gato!

참 인생이 지겹더라도 다 누구나 그렇잖아요
늘 그 자리를 지켜주세요
오빠 오빠 나는 오빠를 믿어요

Bem, mesmo que você ache que a vida seja cansativa. Todo mundo pensa assim, não é?
Sempre tome conta desse lugar.
Gato, gato, acredito no meu gato!

어두워진 그대 모습 잃어버린 그대 미소
오빠 모습 아니잖아 이젠 모두 날려버려요~~

Eu vejo você triste... Seu sorriso perdido
Essa não é sua fisionomia. Agora joga tudo pro ar!

하나 둘 셋~
1, 2, 3!

자~이제는 행복할꺼야 다~정말로 행복할꺼야
늘~옆에서 응원할께요
오빠 오빠 나는 오빠를 믿어요

Agora vamos ser felizes! Os dois vamos ser felizes de verdade!
Vou ficar sempre do seu lado torcendo.
Gato, gato, acredito no meu gato!

참 인생이 지겹더라도 다 누구나 그렇잖아요
늘 그 자리를 지켜주세요
오빠 오빠 나는 오빠를 믿어요

Bem, mesmo que você ache que a vida seja cansativa. Todo mundo pensa assim, não é?
Sempre tome conta desse lugar.
Gato, gato, acredito no meu gato!

Ô loco, que fome, meu!

Muhandojeon:

Esse pessoal faz muuuito sucesso, 유재석 Yu Jeseok, o cara de óculos, ouvi dizer que ganha 40.000.000 de wons por mês (uns 80.000 reais)... Eu já taria feliz com 8000...

E aqui está uma das pérolas deles:

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Oi, gente^^ Lembram-se da prova?

Tudo bem com vocês? Espero que sim...
Eis-me aqui às 5 da manhã, revirando-me pra lá e pra cá pra terminar de escrever uma "prova" para hoje às 13hs. Espero que seja a última noite que eu tenha que virar por um bom tempo a partir de agora. Pelo menos até o fim do semestre... hehe
Pois é.
Hoje, muitas coisas aconteceram aqui na terra da Manhã Tranqüila (acho isso um absurdo, já que a Coréia é o país do ppali-ppali). Bem, levantei-me cedo depois de dormir por 4 horas, tomei meu desjejum (acho essa palavra divertida) e tentei escrever algo, mas como teria aula às 4 da tarde na SNU, resolvi sair mais cedo e lá fui para o metrô alegre e saltitante. Chegando à facu, botei minha papelada toda pra fora da mochila, esparramei pelas mesas do laboratório, e pus-me a escrever minhas humildes linhas em busca do conhecimento sintáCtico. Passado um tempo, chegou a tão esperada hora da aula de Lingüística Computacional, a primeira aula depois da prova (aqueeela prova, lembra?). Chegando lá, a primeira coisa que o professor comenta é exatamente isso. E põe-se a distribuir as danadas (e todo mundo com uma cara bem jururu). E não é que, quando tomo a prova em minhas mãos, vejo em números escritos em escarlate: setenta e cinco! Nóssinhora! Nem acreditei! Por mim, eu jurava que eu tinha tirado no máximo uns 40! Fiquei muito feliz com isso!^^ Valeu o dia!^^
Mas aí acabam-se as luzes, o pano da cortina desce e meu dia acaba. PUM.
O negócio é que, chegando eu faceiro em casa, pronto para pôr a mão na massa e terminar de uma vez por todas essa prova, abro a mochila e... cadê minhas anotações??? Ficou tudo no laboratório... Abre a mochila de um lado, abre de outro, vira de cabeça pra baixo.... nada. Só o livro (pelo menos isso, né?) e alguns textos que eu estava pensando em usar amanhã pra finalizar. Bom, como diria a Amélia: "o que se há de fazer?" Dirigi-me a meu trono, sentei-me, e pus-me a dedilhar o teclado do computador à busca do rascunho do trabalho, quando de repente, não mais que de repente, lembro-me que havia gravado o arquivo no meu pen drive, memory stick, usb, ou o que quer que você chame esse trocinho (o qual um amigo meu só chama de "pistolinha")(acabei de matar um pernilongo, mas isso não vem ao caso) e... esqueci o bendito plugado, bonitinho, no computador da faculdade. Fazendo companhia pros papéis que eu esqueci por lá, né? Não é bonitinho?
Pois é. (Hoje merece até repetição de "Pois é.")
Cá estou eu, às cinco e tanto da madrugada, esmigalhando meu cérebro pra poder escrever alguma coisa que preste nessa abençoada prova, já que vou ter de entregá-la às TREZE horas... Olha que eu não tinha pensado nisso... Será que é por isso que me deu azar?^^
Bom, como eu gastei todo meu cérebro, eu tô usando só os dedos pra escrever pro 6 aqui no blogue, repara não, viu, moço? Tô cansado pra dedéu, e já não me lembro direito de uma semana toda que eu consegui dormir pelo menos mais que 6 horas por noite. Ultimamente, nem isso... Se fosse assim, eu estaria alegrinho, alegrinho...
Mas, se mesmo assim você ainda acha que vale a pena sair do Brasil e tentar fazer um curso de pós-graduação aqui na Coréia, com tudo pago e quase algumas mordomias, prepare-se: fiquei sabendo que pra o ano (como dizem lá no interior), o governo coreano abriu 1000, isso mesmo, Sílvio!, MIL vagas para bolsistas estrangeiros aqui na Terra da Manhã Tranqüila (ou seria Serena? Em português não sei como é que fica... e também não tenho tempo de pensar agora.). Eu achei isso um pouco abisssurdo demais, mas, em se tratando dos coreanos, eu não sei não, eles só ainda não transformam água em vinho porque demora demais e eles querem tudo ppali-ppali...
Então, se vc quiser vir pra cá fazer seu MBA em inglês, dirija-se à junta consular mais próxima de sua casa e boa viagem! ;)
Abraços pra quem fica.
Fui.... pra facu, terminar a prova, às 6 da manhã! hehe

terça-feira, 30 de outubro de 2007

7 minutos!

Gente, tenho 7 minutos pra escrever este post, pois tenho q sair para... adivinhou quem pensou estudar.
Pois é. (Tá virando bordão isso aqui)
Eu tô chocado de ver (e sentir) a síndrome do ppali-ppali (rápido-rápido) q assola a sociedade daqui da Coréia. Acho q dava pra fazer um ótimo trabalho de Sociologia em cima disso.
Os cursos na facu vão de vento em popa, com ajuda de um motorzinho turbo de 10.000HP... Não se a imagem colou, mas ninguém segura isso aqui!
É uma correria danada, é uma coisa medonha.
Desculpem pelo desabafo, mas tenho q falar isso pra alguém. E por que não você, meu caro leitor. Se é que vc existe...
Basicamente as aulas se dão da seguinte forma. Cada semana lemos um ou dois capítulos do livro texto, chegamos na aula já sabendo de tudo (porque senão não dá, né?), escutamos o/a professor/a falando de tudo aquilo (falando, não comentando ou explicando ou elucidando ou ensinando; falando), depois ouvimos apresentações de outros alunos q leram os textos extras, que - por coincidência - tbm só mencionam o q leram. O professor faz um-hum e beleza! A aula tá dada e até semana q vem com mais do mesmo.
Depois chega a prova e você tem que escrever tim-tim por tim-tim o que foi dito e fazer alguma coisa mais de surpresa, só pra não ficar chato, né?
E aí já passou metade do semestre e eu fico me perguntando: "passou por onde, que eu não vi?"
Um abraço e até a próxima. Acho q depois da prova de quinta-feira. Antes, é quase um suicídio.
Juliano.

Ppalli-Ppalli!!!!

sábado, 27 de outubro de 2007

Provas!!! Ou "mid-term exams"...

Lembram-se de quando eu disse que tinha prova na quarta? Pois é.
Foi uma "beleza"...
Não que eu não tenha estudado, ou me esforçado.
É que, realmente, foi o ó.
O que me aconchega é saber que eu não fui o único. Metade da sala saiu chingando o professor, e a outra metade saiu quieta, cabisbaixa e quase chorando...
Foi uma prova trabalhosa e danada de chata.
Acho que para "lingüística computacional" a prova deveria ser mais prática, ou, querendo falar de teoria, que fique só na teoria. Mas o "pobrema" é que ele deu 7 questões, das quais 5 não eram lá assim tão complexas... mas 2 delas.... .... .... eram aplicações práticas de algoritmos de programação dinâmica feitas a mão!

Um deles era o cálculo de mínima distância de Levenshtein (já tratado aqui no blog) e o outro era de Modelos de Markov Ocultos (Hidden Markov Models), além do algoritmo de Viterbi.

Foi "folder"...

Mas, bola pra frente, que ainda tem mais duas provas. Uma delas sendo de surpresa: o professor (da matéria para a qual eu preparei a apresentação de que lhes contei anteriormente) simplesmente ouviu a todas as apresentações na aula passada, comentou isso e aquilo e terminou por dizer: "bem, já que vocês fizeram boas apresentações, não precisam se preocupar muito com a prova da semana que vem", o que foi seguido por um coro: "prova?!"... Ninguém sabia... mas, e daí? Agora tem, e a gente tem que estudar.
Por isso, peço de coração, que todos os que estejam aí lendo isso, façam uma corrente de pensamento positivo no domingo de madrugada para segunda aí no Brasil, quando eu estiver aqui na segunda fazendo a "bendita" prova. OK?
Agora, um abraço pro 6 que eu tenho que estudar.
TéMais

Aquarela

Pois é... Me lembro como se fosse ontem quando via a propaganda da Faber Castell na TV quando era criança. Hoje me deparei com esta animação da mesma música do Toquinho e achei muito boa.
Gostaria de compartilhar com vocês... e descolorirá...

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Nasceu!!!

Gente, não é por nada não, mas se eu reclamava de falta de tempo antes de entrar na SNU, eu retiro TUDO o que eu disse. É um absurdo. Minha impressão é de que tudo o que não fiz no ano passado (e olha que eu fiz bastante), eu estou fazendo agora no mês de outubro.
Por exemplo: amanhã tenho minha primeira apresentação (na USP era chamado de seminário). Vou ficar lá na frente da classe, falando sobre um texto chato que caiu pra mim. Para isso, fiquei desde mais ou menos o meio dia de sábado até agora (4:20 da manhã de segunda), dormindo 6 horas de sábado pra domingo, pra traduzir e preparar a apresentação de daqui a pouco.
Foi difícil, mas de qualquer forma, foi também prazeroso. Fazia tempo que eu não usava coreano de forma "drástica". E foi justamente o que eu fiz nos últimos dias. Tentei usar de tudo o que eu sabia e conseguia me lembrar do um ano de curso que tive. No fim, o resultado até que parece bonito, mas amanhã ainda vou pedir pro meu colega de laboratório dar uma olhadinha pra mim.
Como não tenho confiança ainda no meu coreano falado, acabei escrevendo mais do que o necessário para uma apresentação básica, mas antes sobrar do que faltar. Tenho a impressão de que se eu não ler, eu não vou conseguir falar nada do texto...

De quebra, vai o arquivo pdf do dito-cujo pra ter a estética apreciada por quem quiser. Deu um trabalho desgramado pra fazer isso, mas agora que eu olho pra ele, sinto um "trabalho cumprido" ou seria "trabalho comprido"???

Além disso, ainda tenho uma prova na quarta, e, graças ao laboratório e a esta apresentação, ainda não tive a oportunidade de estudar. Vamos ver se eu sobrevivo!

Abraços a todos, e deixem algum comentário, tá?

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

電算言語學 ou 전산언어학 ou Lingüística Computacional

Já foram 3 semanas de aula na SNU... ufa!
Tem um monte de coisa pra ler e pra fazer...
O mais divertido até agora é o curso de Lingüística Computacional.
Estamos começando a entrar de cabeça nas teorias malucas...
Ai, que saudade da matemática! Fazia tempo que eu não via essas coisas!
Por exemplo:
Para a próxima aula, temos que fazer um programa que mede a distância de Levens(h)tein entre duas strings. É definido por uma matriz formada por cada um dos caracteres de cada string comparados um a um. No final, é isso:

distância[i,j] = mínimo_valor { distância[i-1,j]+constante_de_inserção(alvoi-1), distância[i-1,j-1]+constante_de_substituição(alvoj-1, alvoi-1), distância[i-1,j]+constante_de_apagamento(alvoj-1) }

Divertido, né?

Nem parece lingüística... Mas é! ;)

No final, o programinha em Perl deu o seguinte:

use strict;

my $str1 = $ARGV[0];
my $str2 = $ARGV[1];

print "The distance is " . dist($str1, $str2) . ".\n";

sub dist($str1, $str2) {
my $len1 = length($str1);
my $len2 = length($str2);
my @chars1 = split("", $str1);
my @chars2 = split("", $str2);
my $cost;
my %matrix;

for (my $i = 0; $i <= $len1; ++$i) {
for (my $j = 0; $j <= $len2; ++$j) {
$matrix{$i}{$j} = 0;
$matrix{0}{$j} = $j;
}
$matrix{$i}{0} = $i;
}

for (my $i = 1; $i <= $len1; ++$i) {
for (my $j = 1; $j <= $len2; ++$j) {
if ($chars1[$i-1] eq $chars2[$j-1]) {
$cost = 0
}
else {
$cost = 2;
}
$matrix{$i}{$j} = min([$matrix{$i-1}{$j} + 1, $matrix{$i}{$j-1} + 1, $matrix{$i-1}{$j-1} + $cost]);
}
}

return $matrix{$len1}{$len2};
}

sub min {
my @list = @{$_[0]};
my $min = $list[0];

foreach my $i (@list) {
$min = $i if ($i < $min);
}
return $min;
}

Só para ilustrar, a distância entre "Juliano" e "Fabiano" (muita gente troca meu nome aí no Brasil...) é de "6", já a distância entre "Juliano" e "Serafina" é de "11", ou seja, é bem mais difícil alguém me chamar de Serafina do que de Juliano! ;) hehe
Batata e batatal, dá "1"; café e cafezal, "3"; milho e milharal, "5"... e por aí vai...

Esta é uma técnica usada na correção automática de editores de texto, vulgarmente conhecida como a "linha vermelha debaixo da palavra no M$Word". É claro que só esses numerinhos não servem de nada, mas, como de grão em grão a galinha enche o papo, isso mais um monte de outras coisas faz a correção ortográfica funcionar (mais ou menos). Pra quem pensa que é fácil, vai plantar batata (de preferência no batatal, que dá distância 1; se plantar batata no milharal, a distância de Levenshtein é de 10!)

Claro que eu tive uma ajudinha daqui e dali na internet... hehe Ninguém é de ferro. Mas o que eu tinha que fazer, eu fiz.
O meu grande problema com este programa é que eu não sabia mexer com matrizes em Perl... Mas no fim dá tudo certo.

Agora são 2 e meia da madrugada e eu tô com sono... Nem sei se o que eu tô escrevendo faz sentido ou não, mas eu só quero dizer a todos que eu estou muito feliz aqui na Coréia, estudando o que eu gosto, comendo bastante pimenta e me divertindo!

Torço para que cada um de vocês, meus amigos, não tenham medo de seguir seus sonhos e tentar ser feliz. Não se esqueçam de que a vida é curta e tem um monte de coisas que temos que fazer. Por que então não tentar ser feliz também?

Um grande abraço com muita saudade!

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Jamali cantando "Galopera" de Bangladesh



Este é o cara de Bangladesh que é da nossa turma de bolsistas em uma apresentação na Universidade de Kyung Hee.

Jogo dos sete erros



Vocês conseguem encontrar os únicos dois não-muçulmanos na foto acima??? ;)

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Muita agua ja passou por debaixo da ponte

Fui a Jeju-do e os muçulmanos fizeram muitos planos mas acabaram decidindo não seqüestrar o avião. :) hehe A viagem foi muito boa, mesmo tendo apenas 3 dias e 2 noites. Por falar em noite, ficamos em um hotel 4 "flores" (em Jeju não se usam estrelas). Hotel muito bomcom duas pessoas por quarto, um pouco longe do centro mas tudo bem. Tínhamos dois ônibus (um de meninos e um de meninas) e visitamos as principais atrações da ilha de norte a sul e de leste a oeste. Como tudo na Coréia, foi meio ppalli-ppalli (rápido) mas tudo bem. Aproveitamos as noites para sair paa barzinhos (chamados HOF) e para norebangs (karaokês). Muito bom.
Voltando a Seul, voltamos também às aulas, mas por pouco tempo. Tivemos aula até a última sexta de julho. Já que as aulas de mestrado começam em setembro, o NIIED resolveu nos dar um mês de férias. Por isso terminanos o curso na metade do livro. Fiquei com um pouco de dó por não chegar ao fim, mas as férias chegaram mais do que na hora. Aproveitei para descansar tudo o que podia e acabei trocando a noite pelo dia. Principalmente depois que comprei um novo computador. O velho já não estava dando mais. Principalmente com a internet ppalli-ppalli (vide acima) que eles têm por aqui que chega a dar uns 2MB/seg. Não há disco que chegue. Além disso, como o computador era meio lento, não dava conta do recado nem mesmo com a internet. Reclamava daqui, reclamava dali, acabei conversando com o Arif (um cara de Bangladesh que já está aqui há 8 anos) e ele me disse que tinha uma placa mãe de Pentium IV que ele não usava mais e que só faltava a memória RAM. Resolvi pegar e fazer o upgrade eu mesmo, mas fui tentar comprar a bendita memória e como era DDR, era mais difícil de achar e mais cara que a DDR2. Acabei indo e vindo 3 vezes na Santa Ifigênia daqui (que, diga-se de passagem, dá de mil a zero na de São Paulo, mas é ainda menor um pouco que Akihabara de Tóquio). No final das contas, consegui achar a abençoada memória e fui montar o computador. Foi aí que vi que precisava de uma nova fonte também de maior potência. Bem, chegou então a um ponto em que eu teria que acabar comprando um monte de coisas novas mais e, por fim, optei por comprar um PC novo de vez. Fui na loja onde havia comprado a RAM e pedi para eles montarem um PC novo dando a RAM como parte do pagamento. Eles aceitaram. Acabei ficando com um Intel Core 2 Duo de 1.6 GHz e 1 GB de RAM + HD de 250 GB. O monitor e os drives de CD, DVD/RAM e floppy eu já tinha dos outros 2 computadores que havia ganhado. Comprei também um teclado novo e um par de caixinhas de som. Tudo acabou ficando por W 295.000. Acho que tá bom. Considerando o monitor LCD widescreen de 17" com sintonizador de TV por W 180.000 e o DVD/RAM por W 40.000, o micro todo saiu por W 515.000. Graças a isso, acabei gastando minhas parcas economias e fiquei as férias em casa mesmo, no calor infernal de agosto, que é o mês dos três "bok" (삼복 三伏), os três períodos mais quentes do ano, quando é de praxe comer comidas quentes para combater "fogo com fogo", chamado de Iyeolchiyeol (이열치열 以熱治熱 = calor parecido cura calor). É nessa época que, reza a tradição, deve-se comer boshintang (보신탕 補身湯), ou melhor, sopa de cachorro. Como eu não podia ficar fora dessa, fui experimentar. Não é nada demais. Se ninguém falar nada, passa por sopa de carnes variadas (meio porco, meio vaca e meio algo que não sei direito, talvez carneiro ou cabrito?). Para mim não foi tão bom porque normalmente não gosto de carne com muita gordura e a maior parte dos nacos tinha bastante. Mas como experiência, valeu a pena. Antes que comecem a falar, carne de cachorro é um tema complicado por aqui também. Principalmente os jovens se recusam terminantemente a comê-la, claro que com excessões). É também mais comum no interior que nas metrópoles. É mais comum com os mais velhos e também com os turistas! Homens também têm uma tendência maior de comer também porque se diz que é uma carne afrodisíaca. No meu caso, comi com a tia da Eun Bee (esta ficou só olhando enquanto a tia se esbaldava e eu apreciava a experiência). O pior de tudo foi achar um restaurante. Acabei apelando para o Lonely Planet que tinha apenas um endereço em toda Seul. De acordo com a tia, não foi dos melhores, mas tampouco estava ruim: veredito final mediano. Disse ela que quando for a Busan, ela vai me levar a um lugar bem melhor. Vamos ver.
Neste momento, estou na Universidade Nacional de Seul esperando a orientação dos estudantes estrangeiros que começará às duas. Cheguei aqui por volta das dez, pois uma vizinha de Taiwan que acabou de chegar aqui na Coréia e ainda não conhece bem a cidade também tinha que vir, mas no caso dela às 10:30 porque ela foi na sessão em chinês. Para mim foi bom pois acabei tendo que sair da toca na parte da manhã, coisa que não fazia havia quase um mês. Isso me faz sentir mais produtivo e ativo. Além do que espero reajustar meu relógio biológico antes que as aulas comecem. Não agüento mais dormir às 5 da manhã e não fazer quase nada durante o dia. Espero que consiga.
Quanto ao tempo, hoje está maravilhoso! O outono já está dando os ares de sua graça. O céu está nublado e um doce ventinho está soprando, refrescando o inferno que estava por aqui. Os dias têm sido bem quentes, por volta dos 30 a 35°C até mesmo à noite. E úmidos! Sempre acima dos 90%. Isso faz-me sentir completamente inutilizado, já que apenas o fato de trocar de roupa, ou qualquer outro tipo de exercício físico banal, já é o bastante para fazer o suor correr às bicas. É realmente absurdo. Para completar, ainda tem o dormitório onde moro que não possui ar condicionado. 24 horas por dia a temperatura do meu quarto se mantém por volta dos 30°C! Durma-se com um calor desses! Ainda bem que é só durante o verão, os outros nove meses restantes do ano são maravilhosamente refrescantes. Tudo bem que esses comentários não deveriam vir de um brasileiro, mas para quem não gosta de futebol, não consegue dançar, gostar de tempo frio não é tão estranho assim, não é?
Bom vou parando por aqui hoje (já são seis páginas do meu caderninho e minha mão está doendo). Não sei quando volto a escrever, mas espero que seja em breve. Quanto a vocês, espero também que escrevam algo para mim de vez em quando. Podem enviar pelos comentários mesmo, ou por e-mail. A todos os meus amigos e parentes, um enorme abraço e muito saudade.

29/08/2007

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