Itens compartilhados de Juliano

sábado, 12 de abril de 2014

Juliano Paiva Junho ainda está esperando que você participe do Twitter...

 
Top corners image
     
 
   
 
 
 

Juliano Paiva Junho ainda está esperando que você participe do Twitter...

 
 
Aceitar convite
 
     

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Juliano Paiva Junho enviou um convite para você

 
Top corners image
     
 
   
 
 
 

Juliano Paiva Junho convidou você para participar do Twitter!

 
 
Aceitar convite
 
     

sexta-feira, 28 de março de 2014

O KCC está oficialmente ressuscitado!

Estou escrevendo aqui para avisá-los que o KCC está oficialmente ressuscitado e de casa nova:  http://kimchi.jjunho.org.

Agradeço ao blogger pelos longos anos, mas agora vou alçar voo sozinho.

Espero a todos vocês lá!

Abraço!

sábado, 3 de setembro de 2011

Após um longuíssimo inverno, o KCC ressuscita!

Saudações a todos!

Há já muito tempo que o KCC vem dando últimos suspiros, entrando na UTI (ou no CTI, como dizem lá em Minas), desmorrendo e voltando à vida. Como podem ver, nada mudou. Aqui está mais um ressuspiro do nosso amado blogue, esperando que continue na ativa por mais algum tempo e que seja eterno enquanto dure.

Bem, como puderam ver pela semi-postagem abaixo, fui ao Brasil. Finalmente, depois de cinco (!) anos, voltei à pátria amada, idolatrada, salve-salve pela primeira vez desde que pus meus pés em território coreano.

A viagem foi interessante.

Primeiro a droga do avião. Pelo menos não fiz a viagem de uma só vez. Fui até Istambul, parei um pouquinho, descansei um pouquinho e continuei o raio da viagem longuíssima. Dezoito mil quilômetros não são bolinho. É longe pra dedéu. Saí de Pusan (ou Busan, tanto faz) e parti em direção a Seul. Fiquei por lá uns dias, fiz compras para levar para a família, revi amigos de há muito que continuam na capital, despedi-me de meus restaurantes favoritos e, no dia 9 de julho, no dia da Revolução Constitucionalista, embarquei rumo ao Oriente, em direção à cidade os continentes se encontram; a cidade de muitos nomes, Bizâncio, Constantinopla, ou, atualmente, Istambul. A capital da Turquia não é um lugar que se possa apreciar em apenas alguns dias, foi a conclusão a que cheguei tendo estado lá por 3 noites. Realmente não dá. É preciso mais. Há muito o que se ver, fazer e comer. O problema maior, para mim, foi também a localização onde estive: Sultanahmet, o bairro turístico onde se concentra a maioria das atrações turísticas, e, consequentemente, a enorme maioria dos turistas. Sultanahmet é aquele típico lugar onde só se quer aproveitar das divisas externas que trazem os turistas sem muita preocupação com o ser humano que está dentro desse viajante. Todos, por falarem inglês, oferecem um serviço chinfrim com uma comida que não é tão boa quanto eu esperava. Mas, afinal, turistas só querem saber mesmo de beber e de comer aquela carne enrolada no pão, a qual ainda me recuso de chamar de kebab. O melhor kebab que comi, foi em um restaurantezinho sem pretensão alguma, no centro da cidade, perto da Praça de Taksim (um equivalente mais arrumadinho doque a praça da Sé), descendo a Avenida da Independência (İstiklâl Caddesi). Um ótimo serviço, atencioso, simpático e, o mais importante, delicioso. Com direito a um sorriso de agradecimento do cozinheiro ao pagar a conta. Esse sim era o Kebab (com letra maiúscula)  que eu esperava comer em Istambul. Só por isso já valeu.

Depois de 3 dias de aventuras istambulescas, parti em direção ao aeroporto com rumo ao Brasil, só para descobrir que havia deixado o passaporte no cofre do hotel. Havia pedido para deixar o dinheiro que estava levando e a dona do hotel insistiu que eu deixasse também o passaporte, já que Istambul é perigoso para estrangeiros (coitada, não conhece o Brasil...). No dia de sair, como nunca me afasto de meu passaporte, nem lembrei que o havia deixado lá. Chegando ao aeroporto, atacou-me um nervoso súbito e não sabia o que fazer. Conversei com a atendente que fazia o check-in, e ela até me deixou fazer o check-in, mas disse que, obviamente, eu não poderia embarcar se não estivesse de posse de meu passaporte. Disse que ia ver o que faria e comecei a pensar. Cheguei até a pensar em mudar a data, perguntei se era possível, e me disseram que era, mas que eu deveria pagar uma multa de € 50 (o que eu já sabia)... e também, continuou, um adicional de € 600 pela urgência! Quando ouvi isso, liguei ao hotel e disse para eles fazerem o favor de botar meu passaporte num táxi e me enviar o passaporte (o que eles já tinham se oferecido a fazer quando liguei da primeira vez logo que soube do fato). Saí do aeroporto e, a cada táxi que entrava, eu olhava e gritava "Pasport?". Todos faziam uma cara de "Quê?" e eu sinalizava para eles irem e olhava para o próximo. Passaram uns 50 carros. Desisti de ficar perguntando. E, obviamente, na hora que descuidei, chega um cara do meu lado e pergunta "Pasport?". Eu quase pulei no pescoço dele quando vi o caderninho azul escrito em letras douradas! Ah, que alívio! E o pior é que ele ainda queria me cobrar a corrida, a qual já tinha sido paga pelo hotel. Eles insistiram em fazê-lo. Só tenho o que agradecer a eles lá. Agradeci ao taxista e mandei-o passear dizendo que o hotel já tinha pago. Passei pelo detetor de metais na entrada do aeroporto cortando fila gritando que ia perder o avião e cheguei, arfante, ao balcão de check-in, vitorioso com o passaporte na mão. A mocinha riu, enviou minhas malas e me mandou correr para o portão de embarque, que, obviamente, era o último e o mais longe do aeroporto. Cheguei transpirando mais que um gambá, se é que gambá transpira, e, finalmente, embarquei.

Umas 12 horas depois, chegava a São Paulo. Assustei-me com a seção de imigração de brasileiros. Tinha uma meia dúzia de moleques lá com crachá de "Atendente" (me parece) que só escaneia nossos passaportes e pega o papelzinho de imigração. Nenhum agente da polícia federal. Pelo menos é rápido. Olhei do lado, e uns 200 estrangeiros na fila com apenas um agente da PF para atendê-los. "É... algumas coisas não mudam...", pensei.

Cheguei.

Fui recebido pelo Thiago, que fez questão de me buscar. Foi o primeiro contato com o Brasil. E uma boa primeira impressão! :)

Depois escrevo mais.

Abraço a todos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Viagem ao Brasil - parte 1

Nesta minha vinda ao Brasil, o que mais me chocou, fora o preço abusivo de tudo, principalmente em SP, foi a velocidade da internet. E, de todas as conexões que já usei por aqui, esta é uma das mais rápidas...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Feriado em Busan

Oi, gente! Tudo bem? Andei por Busan este fim de semana passado no feriado do ano novo lunar. E olha só o restaurante que eu achei! Alguém arriscar uma tradução?


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz natal a todos!

Já é véspera de natal aqui na Coreia e daqui a três horas, será natal. Mais um ano que se vai, mais um ano que "se" vem... e mais uma ceia na casa de nossa família coreana. Selma e Renato, obrigado desde já. Daqui a pouco chegámos aí. E daqui a pouco teremos a cobertura completar do evento. Feliz natal a todos!
Published with Blogger-droid v1.6.5

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Telefone novo

Como já disse no post anterior, estou de telefone novo.

Troquei o meu velhinho (de 2 anos) por um Samsung Galaxy S e não fiquei (muito) decepcionado.

Agora mesmo, estou escrevendo do meu computador usando a internet do celular via USB no Ubuntu 10.10. Zero problemas de configuração é só ligar o cabo no computador e ativar a opção de Tethering no menu de configurações do celular e "pimba", a conexão está ativa.

Acabei de fazer um teste de velocidade e deu o seguinte:


Nada mal pra um celularzinho.

Agora, o que me mata é o preço. Fiz um plano de internet ilimitada com mais 300 minutos de voz e 200 mensagens de texto: 55.000 wons por mês, o que, de acordo com o Google, dá uns 81 reais por mês (câmbio atual). Oitenta reais!!! No Brasil, eu não consigo nem plano de sinal de fumaça por esse preço (corrijam-me se estiver errado!). E ainda mais com essa velocidade razoável que me permite usar a internet onde quer que eu esteja, já que por aqui não há problema em usar laptop no meio da rua: ninguém vai roubar. E o aparelho sai por 37.630 wons por mês em 24 pagamentos, perfazendo uns R$ 1300,00 (câmbio atual).

A quem souber dos preços no nosso Brasil varonil peço que comente aqui no rodapé para que possamos ter uma ideia melhor.

---

Hoje fui à embaixada para renovar meu passaporte, e, por acaso, tinha todos os documentos necessários comigo! Até eu me surpreendi! Eu nunca consigo levar tudo o que precisa de uma vez... A única coisa que faltou foi uma foto com o fundo branco; a que tinha tinha o fundo acinzentado. Toca eu pro banco pagar a taxa de 120 mil wons e tirar novas fotos. Quando voltei, fui tirar as impressões digitais e... o sistema estava fora do ar! Tava tudo dando muito certo mesmo! Alguma coisa tinha que dar errado! Fiquei esperando por aqui por perto da embaixada (de onde vos escrevo esta missiva eletrônica) e acabei de receber uma ligação de lá dizendo que o sistema já está entrou em fase de rigor mortis de tão morto que está. A ressureição é esperada para amanhã quando finalmente poderei tirar minhas impressões digitais por meio digital para poderem ser enviadas à nossa pátria mãe gentil. Em estando tudo nos trinques amanhã, volto de novo em três dias para receber meu passaportezinho azul do Mercosul novinho em folha com chip e o diabo a quatro.

Torçam por mim! :)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O kimchi com café ainda dá uns suspiros...

Oi, gente.

Faz tempo que não escrevo, mas é porque estou sem tempo, sem rumo e sem saber o que faço da vida.
Resolvi fazer o que as mulheres fazem quando estão deprimidas e saí para as compras. Comprei um Galaxy, o smartphone da Samsung. Até que é divertido. O problema é que agora não tenho mais desculpa de não poder ser contactado. Este post, por exemplo, está sendo escrito no celular mesmo.
Nestes últimos tempos, muita coisa já aconteceu, mas acho que a grande novidade é que passei uma semana no Japão para participar da conferência para a qual meu artigo havia sido aceito. Passei o tempo todo na casa do Orion, um velho amigo da USP, que havia 6 anos que não nos encontrávamos. Só tenho o que agradecer por sua hospitalidade e sua paciência em me aguentar em sua casa. Outras novidades estão em curso. Assim que tiver mais notícias, deixo um oi aqui.
Um abraço pra quem ainda lê este meu blog de vez em quando.
Até a próxima!
Published with Blogger-droid v1.6.5

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Paper foi escolhido para apresentação

Ó! Eu nem me lembrava mais do artigo e agora chegou 1½ dizendo que o ele foi escolhido.
Sou segundo autor, e vamos apresentar numa conferência internacional em Sendai no Japão!
Tudo pago pela facu! hehe

Tem mais um monte de notícias, mas já são onzemeia da noite e eu tenho que sair da facu e voltar pra casa.
(Internet em casa continua morta... Cadê o ppalli-ppalli dos coreanos quando a gente mais precisa???)

Abraço pra quem fica.

sábado, 17 de julho de 2010

07/14/10 PHD comic: 'Better for whom'

07/14/10 PHD comic: 'Better for whom': "


Piled Higher
& Deeper
by Jorge
Cham

www.phdcomics.com

Click on the title below to read the comic

title:
"Better for whom" - originally published
7/14/2010

For the latest news in PHD Comics, CLICK HERE!




É incrível como esta tirinha resumiu perfeitamente minha vida nos dois anos passados!

Tradução:
1)
— Então, como está indo sua tese, Cecília?
— Não está indo, Prof. Jones.
2)
— Eu estou atolada até o pescoço com todas as coisas que o senhor me pediu. Dar notas nas provas, organizar seminários, preparar slides...
3)
— É como se o senhor não achasse que eu tivesse nada melhor pra fazer!
4)
— E você tem?
— Sim!
— Melhor para mim?

PS: Para quem está curioso a respeito da minha tese e etcéteras, aí vai:
- A tese está quase toda revisada, mas eu estou revisando o software que faz parte da tese e parece que eu vou mudar quase tudo nele para melhorar o rendimento. Com isso, vou ter que reescrever uma boa parte da tese também.
- Pensei que teria tempo de respirar um pouco depois de terminar de escrever a tese. Santa inocência. O profe já disse que temos toooodo o mês de agosto para continuar trabalhando no projeto.
- E, por último, ainda não sei de nada do que vai acontecer com minha vida por enquanto! Aaaaahhhhrrrrrrggggg!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Recebi alta! :)

Parece até gente... 아저씨...

Continuando a novela de ontem: notícias.

Recebi alta da banca examinadora! :)

Examinaram minha tese e disseram-me que, no meu caso, comparado com o do outro carinha que fez sua defesa hoje também, não será necessária uma segunda sessão. Minha tese está defendida e ponto.

Contanto, no entanto, entretando, todavia... tenho que fazer grandes correções tanto na estrutura da dissertação quanto no conteúdo. Nada de muito grave, mas que dará um certo trabalhinho. Tudo deverá estar pronto até no máximo em duas semanas, com uma versão de rascunho a ser entregue a meu orientador na próxima sexta.

O chefe(?) da banca (não me lembro qual a palavra que usamos em português para 위원장/委員長), o qual nunca é o orientador (o orientador é sempre o vice 부위원장/副委員長), primeiro me perguntou qual era a minha tese (pergunta mais do que retórica) ao que dei as explicações (em coreano!, apesar de ter escrito a tese em inglês). Em seguida ele me disse: então por que é que você escreveu isto, isso e aquilo aqui, ali e lá? Dei toda a razão a ele e disse-lhe que eu também havia pensado nisso, mas que não sabia exatamente o que fazer já que minha pesquisa era assim-assado e o achava que o que esperavam de mim era assado-assim. Explicando melhor. Meu curso é de linguística: linguística computacional. Minha pesquisa é sobre um programa de auxílio à pesquisa de língua natural focado em dados sobre a língua coreana. Tem a ver... mas é algo que as pessoas não fazem muito por aqui: produção de software. Por aqui o software é sempre secundário, até mesmo terciário, o importante é a hipótese levantada e a prova de que ela não seja refutada (pelo menos, não neste trabalho). O negócio é que minha tese era a criação de um programa (na verdade, uma biblioteca de software) que ajudará em futuras pesquisas linguísticas. Não tenho como apresentar experimentos, pelo menos não experimentos similares aos quais o pessoal daqui está acostumado. Meu programa está pronto, e há muito tempo, diga-se de passagem, mas os dados que ele necessita para poder funcionar ainda estão sendo processados e analizados. Com isso, não posso fazer milagre. Meu programa funciona, e bem (diga-se de passagem de novo), com o que ele tem e com o que ele terá assim que o trabalho de criação dos dados termine (o que levará muuuito tempo ainda, na minha opinião).

Voltando à vaca congelada, o chefe da banca me perguntou o seguinte: "Então, meu filho, por que é que, se você criou um programa para o auxílio à pesquisa linguística da língua coreana, você não escreveu detalhadamente sobre isso? Por que é que você não exemplicou o funcionamento do programa na sua tese? Por que é que não há menções do funcionamento técnico e nem capturas de tela do software? Nessa hora, eu quis virar para o meu (des)orientador e fazer uma cara bem feia (para não dizer que eu queria mesmo era esguelá-lo), e virar de volta ao chefe da banca e informar-lhe que fiz isso por orientação do (des)orientador. Este último me mandou escrever sobre a construção dos dados, sobre comparação dos dados por nós conseguidos com os dados de trabalhos anteriores, sobre o trabalho de checagem dos dados, sobre os resultados obtidos por outras pessoas que fizeram experimentos usando os dados... Enfim, ele me mandou escrever tudo o que não tinha muito a ver com a minha pesquisa em si. E, na hora da defesa, vem alguém com uma luz de sabedoria e me diz que eu estava certo e que deveria ter ficado nesse meu rumo mesmo.

Isso que disse sobre ter de ficar no rumo que eu estava seguindo é porque quando comecei a escrever minha tese de verdade, nos idos de abril, eu estava seguindo exatamente esse caminho. A explicação da minha pesquisa, do meu programa, do trabalho que eu havia vindo feito por mais de um ano (Quem acompanha o blogue sabe do que estou falando). E quando mostrei isso ao profe e em duas apresentações a pessoas do departamento, todos estes me disseram que isso não trazia quase nada de contribuição à pesquisa linguística, que era apenas um monte de software que ninguém nunca vai usar, perguntavam-me por que é que eu estava fazendo isso ao invés de fazer algo que prestasse... claro que não com essas mesmas palavras, mas com esse sentido. Eu me desanimei de forma absurda, não acreditava que iria ser possível escrever nada que prestasse já que o trabalho que eu havia vindo fazendo há mais de um ano não era bom o suficiente para o departamento de linguística, já tinha me conformado em ficar mais um semestre por aqui (sem bolsa e me virando!) para poder ter a chance de mudar meu tópico e descobrir algo que fosse de interesse... Foi aí quando "ele" me disse: "Tudo bem... É só escrever sobre isto aqui, deste jeito assim, que sai uma tese... Além disso, aproveita e pega os "dados" e descobre um jeito de fazer "assim-assim" com eles pra ver se dá pra fazer "um negócio assim"..." (Tradução literal de "seu" modo de falar.) E não é que eu ainda saí com mais coisa ainda pra fazer além do meu tópico inicial? Ele fez que fez para que eu botasse o raio dos dados no meio e escrever algo muito parecido com um artigo que ele já tinha escrito há um ano atrás. Me pareceu que o que ele queria uma confirmação desse artigo por meio da minha tese. Coisas estranhas.

De qualquer forma, agora, posso seguir meu rumo, o qual havia traçado há tempos, e que agora sei que era o rumo correto a seguir. Devo fazer minhas correções e acréscimos no período de uma semana, e ao fim de mais uma semana, receber o carimbo (literalmente, já que no oriente o carimbo é mais importante que a assinatura) de aprovação dos três componentes da banca. Daí é só partir pro abraço, imprimindo as teses e enviando os livros e o PDF para a biblioteca para poder ser registrada e publicada.

Alívio.

Mais notícias na semana que vem.

Hoje, agora, é só curtir o fim de semana sem preocupações e torcer para o Brasil na noite de hoje, 11 horas da noite, barzinho, amigos e... vitória da nossa seleção? Espero que sim! Senão vai ficar feio aqui pro meu lado, já que todo coreano que eu conheço vai ficar cobrando: "Pô! Mas é Brasil? Como é que foi perder???" Aí, Dunga! Me dá uma mão nessa aí, viu?

Abraços.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Trauma pós-parto

Estou passando por uma fase de trauma pós-parto.

É. Minha tese nasceu. Faltando um dedo em cada mão e cada pé... mas nasceu. E pra quem diz que todo genitor (não posso dizer mãe, né?) é coruja, eu não o sou. Não estou nem um pingo orgulhoso -talvez por ainda a ficha não ter caído- do que escrevi. Acho que dava pra ser melhor, mais bem trabalhada, ou seja, uma tese de verdade. A meu ver, isto ainda não é uma dissertação de mestrado. Talvez eu esteja sendo muito exigente comigo mesmo, no entanto, ainda acho que poderia ter escrito coisa bem melhor.

Quem acompanha este blogue deve já ter notado que do ano passado pra cá, talvez até um pouco mais que isso, não há praticamente outro assunto que não seja tese, programa, não funciona, deu certo etc. São poucos os posts que não se embrenham por este assunto, e os poucos que há não chegam a ser um post que mereça grande consideração dado o fato que minha cabeça nunca saiu do "raio" da tese.

A gestação foi problemática, com várias ameaças de aborto e de má-formação congênita da tese-feto. O embrião demorou para se desenvolver, demorou e bastante pra descobrir um negócio chamado mitose (ou seria meiose? já faz tanto tempo que passei pelas carteiras duras de madeira do Objetivo...) e começar a crescer, mesmo que devagar. Foram meses e meses com aquele feto no meu útero-cérebro se remexendo, ensaiando chutinhos que quase não me faziam lembrar que aquele embrião estava por lá, desenvolvendo-se.

O ventre-papel (de forma eletrônica) começou a crescer, mesmo que timidamente, há apenas pouco mais de dois meses, quando os primeiros bytes foram postos de maneira semi-coesa em forma de um esqueleto de títulos e sub-títulos. (O hífen tá certo? É a pior mexida do acordo ortográfico...) Aos poucos, um pouco de carne-texto foi revestindo esse esqueleto, algumas figuras e tabelas o foram enfeitando e só. O período de crescimento parou, estancou-se e nada mais acontecia. Passam-se os dias, passam-se as semanas, passa enfim o tempo e uma dor incontrolável me avisava que o aborto era iminente. Cheguei a visitar o doutor, o professor doutor orientador, que orientou minha dor de forma bem coreana: disse a mim pra parar de frescura, parar de pensar e para me pôr a trabalhar de forma que o nascimento se desse no dia 27 de junho, três dias atrás. E para me fazer entender que o negócio era pra valer, duas semanas antes do dia fatídico, forçou-me a tricotar um casaquinho-artigo para uma conferência internacional a respeito de minha tese. Isso realmente foi o que me acordou e o que me forçou a começar a escrever. Antes, só pensava em como seria possível escrever alguma coisa, planejava, desplanejava, escrevia, apagava, tricotava a roupinha do recém-nascido e me tocava que seria um natimorto e puxava o fio do tricô desfiando o casaquinho que estava já quase pronto. O artigo foi o que salvou a gestação. A partir do momento que vi aquele casaquinho estendido nas linhas do meu texto, vi que o negócio era pra valer, e que o trabalho de parto estava realmente começando, um caminho sem volta... A dilatação do cérebro já estava em 10 páginas que convertidas no formato da tese já chegava a quase 30!

Depois de várias noites sem dormir, e sentindo aquele bixo crescer na minha cabeça, percebi estar na reta final e passei o fim-de-semana todo em trabalho de parto ininterrupto (a não ser por alguns cochilos aqui e ali) até que na segunda-feira, dia 27, chamei o obstetra e mostrei o rascunho. Recebi o imprimatur e fui pro xerox da faculdade imprimir 4 cópias do trabalho que deu tanto trabalho em seu longo trabalho de parto: uma cópia para cada professor participante de minha banca e uma para mim, para lembrar do sufoco pelo qual passei e achava que não ia sair vivo. Quando peguei aqueles bixinhos na minha mão, foi como se o mundo parasse e como cada instante durasse uma eternidade, tudo em câmara lenta e sem um peso absurdo sobre meus ombros. Êxtase e alívio. O último passo era deixar cada cópia no berçário-sala de cada professor que iria tratar de examinar cada milímetro tim-tim por tim-tim e dar o veredito final agora na sexta: minha filha-tese receberá alta? Ou vai ter que ficar mais um tempo no hospital pra ver se dá pra implantar os dedos que faltam em cada membro?

Próximo capítulo da novela só depois de amanhã.

sábado, 29 de maio de 2010

Você acha isso normal? Parte 2

Gente, que bissurdo é esse??? A Folha agora faz propaganda da arma do crime e do supermercado onde você pode encontrá-la???

Dá uma olhada lá no "Contorno da Sombra" que ele escreveu o que eu pensei... e agora, com minha mudança e todos os encaixotamentos necessários, não tenho muito tempo pra postar.

E, pra completar, achei mais esta pérola...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Vida louca!

Olá a todos os que ainda leem este blogue!

Ultimamente as coisas andam difíceis... Muito para fazer, pouco efetivamente feito...

Em primeiro lugar, a tese. A tese não anda nem pra frente, nem pra trás. Tá lá. Tenho tentado escrever e pesquisar um pouco, mas não sai. Deu bloqueio. Dizem que é fase, mas tá demorandinho pra passar... Sei lá. Vam vê.

Em segundo lugar, casa. Fiquei sem-teto. Meu dormitório é um dormitório especial só para estrangeiros e só se pode ficar por aqui 24 meses, os quais venceram ontem e me deram de lambuja uns 10 diazinhos a mais. Ontem fiquei o dia inteiro procurando casa e finalmente achei um apartamentinho de um quarto e uma semi-cozinha na cobertura de um prédio. Pelo menos vou ter quintal-laje. Dá até pra fazer um churrasquinho de vez em quando! :) Fica num bairro do lado do portão principal da universidade, a uns 15 minutos de ônibus. Como é um bairro de estudantes, tem milhões de restaurantes, cafés, barzinhos e etcéteras a preços bem razoáveis. Até o apê foi um precinho camarada, claro que comparado aos outros preços coreanos.

Domingão que vem, lá vou eu de mudança para o outro quarto (que nem de kitchenette/quitenete dá pra chamar). E o quarto é estilo coreano: com ar-condicionado, cabo de internete prontinho para uso, escrivaninha, cadeira de rodinhas, guardarroupa e só. Não tem cama. Esse é o estilo coreano: sem cama. Dá-lhe um edredom no chão e tá lá a cama. De manhã, enrola e aparece o quarto. Ainda não sei se compro um colchonete-sofá... acho que dá pra ficar no chão mesmo. E é melhor que assim não vai juntar pó debaixo da cama porque não vai ter cama mesmo! :)

E nesse pé estamos.

Assim que me mudar, eu convido os presentes em território coreano para um 집들이/jipdeuri/chá-de-panela-de-mudança como reza a tradição de mudanças coreanas. :)

Um abraço!

Pesquisar em blogues de brasileiros na Coreia

Resultado da pesquisa