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Um post pra tirar a poeira

Ai, ai...

Faz tempo, hem?

Esses dias, o negócio tá difícil por aqui. Meu penúltimo semestre do mestrado acabando, preparações para a tese, muito trabalho e a cabeça que não funciona direito.

Ultimamente não tenho feito nada mais do que "consertar" o projeto que rolou no ano passado aqui no departamento. Foram umas dez pessoas envolvidas e ninguém percebeu que os dados com os quais eles estavam trabalhando continham erros. Agora sobrou pra mim, tenho que fazer a revisão de todos os dados e confirmar os resultados com os originais. Como é impossível fazer centenas de milhares de dados na mão, só na base de programas. E o problema é que tudo parecia razoavelmente fácil, mas na hora do vamo-vê não tá tão fácil não. Depois disso, ainda tenho que reconstruir tudo para, de novo, conseguir minha ontologia, para então começar meu trabalho que levará à tese.

Então fica aqui meu feliz natal e próspero ano novo a todos, já que não sei se terei tempo de escrever de novo mais tarde.

Um abraço e tudebão! :)

Para quem gosta de realismo fantástico:

Skhizein (Jérémy Clapin,2008) from Behemoth on Vimeo.

Fwd: Exposição revela a imprensa dos imigrantes em São Paulo

Exposição revela a imprensa dos imigrantes em São Paulo

 

Exposição revela a imprensa dos imigrantes em São Paulo

Jornais, revistas, fotos, vídeo e ilustrações contam as trajetórias e influências da imprensa imigrante em São Paulo

O Memorial do Imigrante, instituição ligada à Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo apresentará a partir do próximo dia 14, a exposição "A Imprensa Imigrante em São Paulo". O público terá a oportunidade de conhecer como eram produzidos os periódicos do século XIX e a trajetória de diversos jornais e revistas que tiveram e ainda possuem importantes influências, políticas, sociais e culturais na sociedade paulista. A curadoria é do historiador e jornalista, Marcelo Cintra.

A mostra contará com mais de 50 exemplares de jornais e revistas do século XIX, XX e XXI produzidos por pessoas das comunidades imigrantes em São Paulo, além de equipamentos originais antigos utilizados para a confecção dos impressos, como as máquinas de escrever, prensas, máquinas de impressão, pautadeira, linotipo e clichês utilizados na redação do Jornal "Fanfulla", fundado pelo jornalista Vitaliano Rotellini em 1893.

Entre os impressos originais, reproduções e fotografias estarão o italiano - Fanfulla (1893), o português- Portugal Democrático (1956), o alemão- Deutsche Zeitung (1897), o espanhol - El Diário Español (1912), a revista tcheca - Slovan (1915), o primeiro jornal japonês - Shukan Nambei (1916), o árabe - Al Afkar (1903) o lituânio- Musu Lietuva (1948) e diversos italianos, espanhóis, búlgaros, tchecos, húngaros, lituanos, alemães, portugueses, árabes, da comunidade judaica, entre outros. A exposição também exibe ilustrações e caricaturas retratadas pelo desenhista, caricaturista e jornalista português, Rafael Bordalo Pinheiro no jornal "O Mosquito" (1875), um dos primeiros pasquins do país.

Segundo a coordenadora de Projetos do memorial do Imigrante, Soraya Moura a mostra é interativa e conta com o manuseio dos materiais. "Criamos um catálogo da exposição em formato de jornal que traça um panorama sobre a história e curiosidades dos periódicos expostos. Além disso, os visitantes poderão levar para casa exemplares que ainda circulam em São Paulo, como a Revista Chams, da comunidade árabe, fundada na década de 50 e o jornal Mundo Lusíada criado em 1997 como um informativo para a colônia portuguesa. Todo o material de pesquisa que foi utilizado para a produção da mostra será transformado em um livro com publicação prevista para 2010."

De acordo com o curador Marcelo Cintra , a mostra é um resgate da história da imprensa em São Paulo. "Os impressos escritos em língua estrangeira e voltados para o público específico das comunidades imigrantes exerciam, ao lado das fundações, associações, clubes e igrejas, o papel de preservadores dos valores culturais e de inserção do imigrante no novo contexto social. Hoje, na capital paulista ainda circulam mais de 30 títulos da imprensa imigrante que imprimem mais de 500 mil exemplares", acrescenta Cintra.

Curiosidades

O "Farol Paulistano" (1827) foi o primeiro periódico publicado na cidade de São Paulo.

De 1870 até 1940 existiram 500 publicações italianas no Brasil, sendo quase 300 em São Paulo.

As primeiras publicações operárias em São Paulo foram escritas em italiano: Il Messagero, de Bertolotti, em 1891, e Gli Schiavi Bianchi em 1892, dirigido por Galileo Botti, seguidas por La Giustizia, em 1893.

Ofertas de emprego, moradia, serviços médicos, farmácias , remédios, hotelaria e comércio em geral ocupavam boa parte dos espaços reservados aos anúncios das publicações.

Serviço

Exposição: "A Imprensa Imigrante em São Paulo"
De 14/11/09 a 20/12/09
Local: Memorial do Imigrante
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, perto do Metrô Bresser.
Tel.: (11) 2692.1866
Ingressos: R$ 4,00 e ½ entrada para estudantes (entrada gratuita no último sábado do mês)
Aberto: De terça a domingo (inclusive aos feriados).
Horário: 10h às 17h

Informações à Imprensa

Flavia Louzane
Fator F Inteligência em Comunicação
11 3938-9318
11 8797-8855

Site: www.memorialdoimigrante.org.br



Vinte anos sem o Muro de Berlim

Mas como um brasileiro, vivendo na Coreia do Sul, isso não significa muita coisa...



Quando será que o ser humano vai perceber???

Onze da manhã e zero grau! :)

Hoje faz um dia lindo lá fora.
Céu azul, sem nuvens, bem claro... e um friozinho gostoso.
Estava achando que estava por volta de 5 a dez graus, quando olho para o relógio do computador e vejo a temperatura real (pelo menos a que recebo pela internet) e me surpreendo: zero!



O primeiro zero grau do outono! :)

Até que enfim chegou.

Mas o inverno mesmo, de acordo com o calendário tradicional, só chega no sábado. Daqui pra frente é só esfriar. Pra minha felicidade.

Saiu nosso trabalho finalmente!

Depois de muitos meses, com muitas reuniões, nosso trabalho sobre o "Sistema de Reconhecimento de Eventos em Língua Coreana" foi aceito em uma conferência!
Mesmo assim, ainda temos muito trabalho pela frente...

Segue aí a primeira página do nosso filhinho:

Sessão besteira: Se tá ruim...

Em uma planície , viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia , o Pavão refletiu: "Sou a ave mais bonita do mundo animal , tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém, nem voar eu posso de modo a mostrar minha beleza, feliz é o urubu que é livre para voar para onde o vento o levar. O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore: "que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele pavão. Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: cruzar-se seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão. Então se cruzaram e dai nasceu o Peru, QUE É FEIO PRA CARALHO E NÃO VOA!!!!

Conclusão: se tá ruim , nem tente arrumar, que piora!!

Python × Ruby

Esses dias eu não tenho escrito por causa dos estudos. (Novidade!!!) :) Um novo semestre se iniciou, novas pessoas chegaram, novas responsabilidades apareceram, e até uma nova sala a gente ganhou.


Durante todo o mês passado, o nosso prédio passou por uma reforma na qual só não quebraram as paredes. O resto todo foi posto abaixo e feito de novo. Incluindo todas as janelas. Agora, no prédio novo, resolveram reformar também o lay-out das salas de estudo da pós e, nós, que tínhamos nosso laboratório de linguística computacional exclusivo, perdemo-lo para dar espaço aos sem sala que havia às pencas. Agora, nós, da linguística computacional estamos junto com o pessoal da fonologia, o pessoal de linguística histórica está com os da sintaxe e semântica, e os da fonética estão com alguém mais que ainda não sei. Nosso laboratório, que antes tinha 4 ou 5 pessoas, virou uma sala com 15! Mudou bastante. Teremos de nos adaptar...








Além disso, resolvi aproveitar e partir para o estudo de Ruby, uma outra lingua de programação que é de uma forma geral parecida com o Python, mas é mais divertida. Eu já tinha interesse de aprender um pouco, mas até a versão 1.8 a língua não apresentava um suporte robusto a unicode, e isso para mim é essencial. Agora, na versão 1.9, esse suporte apareceu e parece que ficou muito bom! Além disso, eu estava com a impressão de que Ruby estava rodando mais rápido que Python, até que agora há pouco eu li um artigo falando sobre isso. Um cara resolveu fazer um teste e gerar 35 números da sequência de Fibonacci e cronometrar o tempo de execução do programa. E não é que o Ruby ganhou de lavada? Python com 35.438s e Ruby com 13.691s! 2 vezes e meia de diferença!

Taí abaixo o resultado do embate:

$ time python fib.py
n=0 => 0
n=1 => 1
n=2 => 1
n=3 => 2
n=4 => 3
n=5 => 5
n=6 => 8
n=7 => 13
n=8 => 21
n=9 => 34
n=10 => 55
n=11 => 89
n=12 => 144
n=13 => 233
n=14 => 377
n=15 => 610
n=16 => 987
n=17 => 1597
n=18 => 2584
n=19 => 4181
n=20 => 6765
n=21 => 10946
n=22 => 17711
n=23 => 28657
n=24 => 46368
n=25 => 75025
n=26 => 121393
n=27 => 196418
n=28 => 317811
n=29 => 514229
n=30 => 832040
n=31 => 1346269
n=32 => 2178309
n=33 => 3524578
n=34 => 5702887
n=35 => 9227465

real 0m35.438s <=
user 0m34.650s
sys 0m0.044s

$ time ruby fib.rb
n=0 => 0
n=1 => 1
n=2 => 1
n=3 => 2
n=4 => 3
n=5 => 5
n=6 => 8
n=7 => 13
n=8 => 21
n=9 => 34
n=10 => 55
n=11 => 89
n=12 => 144
n=13 => 233
n=14 => 377
n=15 => 610
n=16 => 987
n=17 => 1597
n=18 => 2584
n=19 => 4181
n=20 => 6765
n=21 => 10946
n=22 => 17711
n=23 => 28657
n=24 => 46368
n=25 => 75025
n=26 => 121393
n=27 => 196418
n=28 => 317811
n=29 => 514229
n=30 => 832040
n=31 => 1346269
n=32 => 2178309
n=33 => 3524578
n=34 => 5702887
n=35 => 9227465

real 0m13.691s <=
user 0m13.305s
sys 0m0.028s

Os programas podem ser encontrados no blog Zen and the Art of Programming.